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SÃO PAULO – A AIG, o HSBC e o RBS (Royal Bank of Scotland) revelaram nesta sexta-feira (7) seus balanços corporativos do primeiro trimestre. Enquanto os dois primeiros listaram bons números, o RBS destoa, reportando resultado negativo e vendo seus papéis desabarem em Londres.
AIG
A AIG acumulou nos três primeiros meses do ano um lucro líquido de US$ 1,45 bilhão, valor que representa um lucro por ação de US$ 2,16. O resultado foi bem superior aos prejuízos líquidos de US$ 4,35 bilhões, ou de US$ 39,67 por ação, computados no mesmo período de 2009.
No entanto, o lucro a ser distribuído aos acionistas ordinários da AIG no primeiro trimestre é de apenas US$ 294 milhões, dado que 80% dos ganhos totais foram destinados ao governo, para sanar o socorro de cerca de US$ 180 bilhões ocorrido durante a crise.
HSBC
Já o HSBC afirmou que seus lucros referentes ao primeiro trimestre foram “bem acima” do registrado em 2009, impulsionado por uma forte queda nos empréstimos podres – em especial nos EUA.
Segundo o banco, os débitos de má qualidade atingiram seu menor patamar em mais de dois anos e seus negócios na maior economia do globo retornaram a operar no lucro pela primeira vez desde o início da crise.
Cabe lembrar que o banco possui a cultura de revelar apenas resultados semestrais, sendo que os números trimestrais listados nesta sexta-feira não são completos.
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RBS
Por fim, o RBS, embora tenha melhorado seu desempenho, ainda registrou perdas. Seu prejuízo líquido foi de £ 248 milhões, menor que as perdas de £ 902 milhões registradas no último ano. O fraco resultado deve-se, em parte, à contração de 58% ocorrida na sua unidade de banco de investimento.
Cotação
Por volta das 11h55 (horário de Brasília), os papéis da AIG negociados na bolsa de Nova York acompanhavam o mercado e caíam 1,90%. Por sua vez, as ações do HSBC e do RBS, transacionados em Londres, registravam quedas de 0,67% e 8,90%, respectivamente.