AIE recomendará liberação recorde de estoques de petróleo para conter preços

Três fontes disseram à Reuters que a agência ⁠publicará ‌sua recomendação nesta quarta-feira, antes da reunião dos líderes do G7

Reuters

Ilustração mostra barris de petróleo impressos em 3D na frente de gráfico
02/03/2026. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
Ilustração mostra barris de petróleo impressos em 3D na frente de gráfico 02/03/2026. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

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A Agência Internacional de Energia (AIE) recomendará a ⁠liberação de 400 milhões de barris de petróleo, o maior movimento ‌desse tipo na história da AIE, disseram três fontes nesta quarta-feira, para tentar conter a alta dos preços do petróleo em meio à ‌guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã.

Uma das fontes disse que a liberação seria espaçada por pelo menos dois meses, enquanto a ministra de Energia da Espanha disse que os países terão até 90 dias para liberar esse volume.

Três fontes disseram que a AIE, sediada em Paris, ⁠publicará ‌sua recomendação nesta quarta-feira, antes da reunião dos líderes do G7, presidida ⁠pela França.

Viva do lucro de grandes empresas

A AIE não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Em 2022, os países membros da AIE liberaram 182,7 milhões de barris em dois meses, o que foi o maior da história da AIE, quando a Rússia lançou sua invasão em grande escala na ​Ucrânia.

‘Eu diria que é a maior proposta da história da Agência Internacional de Energia’, disse Sara Aagesen, ministra de Energia da Espanha.

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‘Durante a ​guerra na Ucrânia, eles estavam falando em liberar cerca de 182 milhões de barris, e agora é uma quantidade que é mais do que o dobro da proposta deles’, acrescentou.

As economias ocidentais coordenam seus estoques estratégicos de petróleo por meio da AIE, que foi criada após ‌a crise do petróleo da década de 1970.

O ​presidente francês, Emmanuel Macron, deve presidir a reunião dos líderes do G7 ainda nesta quarta-feira, depois que o bloco disse que seus ministros de Energia apoiam o uso das ⁠reservas.

‘Em princípio, apoiamos a ​implementação de medidas proativas ​para lidar com a situação, incluindo o uso de reservas estratégicas’, disseram os ministros de ⁠Energia do G7.

Uma fonte do G7 disse ​à Reuters que, embora nenhum país enfrente atualmente uma escassez física de petróleo bruto, os preços estão subindo drasticamente e deixar a situação sem supervisão não ​é uma opção.

No entanto, qualquer liberação real não pode começar imediatamente porque as decisões sobre aspectos como alocações de países e ​cronograma exigem mais discussões, ⁠disse a fonte.

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‘Espera-se que a secretaria da AIE proponha cenários, com base no impacto esperado no ⁠mercado, e o alcance pode se estender a membros não pertencentes à AIE, como a China e a Índia’, disse a fonte.