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SÃO PAULO – Os consumidores de petróleo do mundo provavelmente liberarão as reservas emergenciais de óleo tão cedo quanto setembro, depois que a Agência Internacional de Energia diminuiu a resistência ao plano dos EUA, informou a publicação da indústria Petroleum Economist nesta sexta-feira (24), citando fontes anônimas.
A AIE, cujo presidente rejeitou a necessidade de uma ação emergencial cerca de uma semana atrás, agora parece ter concordado com a ideia, pedindo que Washington não faça uma liberação unilateral, disse a publicação mensal.
A liberação de tanto ou mais do que 60 milhões de barris pode ocorrer em breve, como em setembro, disse a revista, citando participantes do mercado.
A publicação informou que a França e a Grã-Bretanha, que haviam sinalizado suporte para a liberação de resevas durante uma rodada de discussões mais cedo neste ano, endossaram a estratégia. A matéria citou uma fonte diplomática dizendo que o gabinete oficial britâncio discutiu a medida com Washington recentemente.
A Reuters informou na semana passada que a Casa Branca “desengavetou” planos antigos de uma possível liberação emergencial dos estoques por temores de que a alta de 30% nos preços do petróleo desde junho poderia minimizar o efeito das sanções ao Irã.
Mas autoridades devem esperar até o feriado do Dia do Trabalho no início de setembro para tomar uma decisão.
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A Petroleum Economist disse que a Casa Branca gastou as “semanas recentes” tentando persuadir outros países a apoiar o plano, ainda que autoridades tanto dos Estados Unidos como outros representantes da AIE tenham negado conversações na última semana.