Aguardando Fomc, dólar tem 3ª queda consecutiva e fecha a R$ 2,0225

No exterior, clima é de expectativa sobre reunião do Fomc na quarta-feira, quando poderá ser anunciado novos estímulos à economia dos EUA

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SÃO PAULO – O dólar comercial abriu esta sessão de segunda-feira (10) no campo positivo e assim se manteve durante todo o dia, encerrando com queda de 0,30%, cotado a R$ 2,0215 na compra e R$ 2,0225 na venda. Esta é a terceira desvalorização seguida da moeda norte-americana. O mercado aguarda pelos resultados de eventos importantes durante esta semana. 

A corte alemã de justiça deve julgar a legalidade e a participação do país no ESM (European Stability Mechanism), enquanto o Fomc (Federal Open Market Committee) se reune na quarta, e pode anunciar novos estímulos monetários nos EUA. Um novo Quantative Easing pode pressionar bastante a moeda, já que pretende aumentar a oferta monetária em dólares nos Estados Unidos. 

Ainda nos Estados Unidos, o Consumer Credit, índice que mostra o crédito ao consumidor, apresentou uma queda de US$ 3,3 bilhões em julho, muito abaixo do aumento de US$ 10 bilhões projetado pelos economistas. Esta é a primeira queda no indicador nos últimos 11 meses.

Na Europa o destaque foi a Grécia, já que durante o fim de semana a Troika – grupo formado por Comissão Europeia, BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional) – negou alguns dos planos de cortes de gastos do país, o que aumenta a preocupação quanto à próxima parcela do resgate.

Indicadores na China e Brasil
No continente asiático, as importações chinesas apresentara queda pelo terceiro mês consecutivo em agosto, indicando que a demanda doméstica continua fraca. Houve recuo de 2,6% no mês passado, na comparação com o ano anterior. Já as exportações aumentaram 2,7% em agosto em relação a 2011. Com isso, o gigante asiático registrou superávit comercial de US$ 26,60 bilhões no oitavo mês do ano.

Também por lá, a produção industrial desacelerou em agosto para o nível mais baixo em mais de três anos. A produção de fábricas, oficinas e minas aumentou 8,9% no mês passado, em comparação com um ano antes. O número é inferior aos 9,2% de julho.

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Por aqui, destaque foi o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, que voltou a reduzir a perspectiva para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), projetando uma expansão de 1,62%, e aumentou pela nona vez seguida a estimativa para a inflação este ano, com alta de 5,24%. Já o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) registrou alta de 0,44%.

Por fim, a balança comercial mostrou que o País teve superávit de US$ 1,028 bilhão no período entre 3 e 6 de setembro. Na primeira semana do mês, o Brasil exportou US$ 4,445 bilhões e importou US$ 3,417 bilhões. No ano, o saldo da balança comercial é positivo em US$ 14,198 bilhões.

Dólar futuro e Ptax
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro segue o dia cotado a R$ 2,029, baixa de 0,34% em relação ao fechamento de R$ 2,036 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em novembro opera em baixa de 0,39%, atingindo R$ 2,040 frente à R$ 2,048 do fechamento de quinta-feira.

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Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,0241, queda de 0,69% sobre o último fechamento.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.