Publicidade
SÃO PAULO – Num dia de poucas notícias e de poucos negócios no mercado de câmbio brasileiro, o dólar comercial encerrou as negociações com leve alta, ainda que esta tendência tenha sido desacelerada no início desta tarde. O movimento se deu, basicamente, pelo pessimismo do mercado após a divulgação da inflação medida pelo IPC-Fipe na segunda quadrissemana de abril.
Inflação volta a acelerar em São Paulo
Divulgado pela Fipe nesta manhã, o Índice de Preços ao Consumidor referente aos 30 dias encerrados em 15 de abril registrou inflação de 0,84%, pouco acima dos 0,81% apresentados na primeira prévia deste mês, mas ainda abaixo dos 0,92% registrados na segunda prévia de março.
Destaca-se ainda que com as fortes quedas registradas pela cotação da moeda norte-americana nos últimos dias, alguns investidores aproveitam para comprar posições.
Balança comercial tem superávit de US$ 4,845 bilhões
Por outro lado, contribuindo para o otimismo do mercado, na terceira semana de abril a balança comercial registrou superávit de US$ 374 milhões, com exportações de US$ 1,192 bilhão e importações de US$ 818 milhões, aumentando o superávit acumulado no ano corrente para US$ 4,845 bilhões.
Dólar sobe 0,46%, mas tem queda de 9,25% em abril
O dólar comercial fechou cotado a R$ 3,0400 na compra e R$ 3,0430
na venda, alta de 0,46% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,2170, representando um ágio de 5,82% em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 9,25% em abril, frente à baixa de 6,05% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 14,26%.
Continua depois da publicidade
Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio encerrou o dia cotado a R$ 3.062, alta de 0,16% em relação ao fechamento de R$ 3.057 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em alta de 0,61%, atingindo R$ 3.118 frente a R$ 3.099 do fechamento de ontem.
FMI diz que apreciação nos últimos dias é positiva
Vale destacar que a apreciação do real frente ao dólar nos últimos dias tem sido considerada positiva pelo FMI, Fundo Monetário Internacional, conforme publicado pela agência de notícias Reuters. Segundo a instituição, a melhora no mercado brasileiro reflete “a manutenção de uma disciplina na política fiscal e monetária” pelo governo petista.
Também foi ressaltado que a valorização da moeda nacional não deve ter impacto negativo sobre o setor exportador e, ainda nas palavras do porta-voz do FMI, Thomas Dawson, “o Brasil está bem posicionado para tomar vantagem de sua forte posição competitiva”.
Continua depois da publicidade
Mercado segue atento à reunião do Copom
Os investidores agora voltam as suas atenções à reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, iniciada nesta tarde. Os investidores apostam na manutenção da taxa de juro básica da economia, a Selic, que deve ser divulgada nesta quarta-feira.
A expectativa de manutenção da taxa em 26,5% ao ano se dá pela persistente instabilidade da inflação no país, que ora mostra tendência de desaceleração e ora se eleva, conforme o IPC-Fipe desta manhã. Assim, parte do mercado considera prematuro um corte na taxa Selic, ainda que neste período tenha sido apresentada uma tendência de apreciação do real, de queda dos juros futuros e risco-país, e elevação do C-Bond.
FRA de cupom cambial encerrou em queda
O FRA de cupom cambial mais próximo, para junho de 2003, fechou a 2,75%, frente aos 3,10% do fechamento de quinta-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a julho de 2003, encerrou a 3,75%, frente aos 3,95% apurados na última sessão.