Agrenco esclarece andamento de seu processo de recuperação judicial

Companhia revela situação de suas fábricas, e informa que cronograma de término dos trabalhos pode sofrer atraso

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SÃO PAULO – Como parte de seu processo de recuperação judicial, a Agrenco veio a público nesta quarta-feira (28) informar o andamento dos trabalhos.

Em comunicado ao mercado, o diretor de relação com investidores da companhia, Valdenir Soares, explica que o cronograma original de término dos trabalhos de apuração das demonstrações financeiras atrasadas deverá ser alterado, conforme a administração da empresa, em conjunto com os auditores contratados, avalia os impactos de uma mudança de governança corporativa. A nova data ainda não foi apurada, revela Soares. 

Fábricas
Outro ponto levantado pelo diretor aborda o andamento das obras de conclusão de fábricas. Ele informa que, após atrasos por conta da greve no poder judiciário, as obras finais no complexo industrial de Alto Araguaia foram retomadas.

Ele também informa que o pedido de reversão da decisão de suspensão do Selo Combustível social para a unidade está em fase final de análise. 

Por sua vez, a construção do complexo industrial de Caarapó permanecem paralisadas. Soares alerta que caso esta situação seja mantida, a perspectiva de início das operações a frente da próxima safra fica em risco. 

Recursos
Em vista  dos esforços de conclusão destes dois projetos, Caarapó e Alto Araguaia, a companhia já enviou propostas de negociação para seus credores, buscando financiar as obras e o capital de giro inicial necessário para o conclusão das obras do Complexo Industrial de Caarapó. “A proposta em questão está sendo revisada para avaliar os possíveis impactos da mudança da governança corporativa da empresa”, afirma a companhia.  

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Valdenir Soares alerta que a postergação da definição das fontes destes recursos financeiros coloca em risco a participação da companhia no próximo leilão de biodiesel e, consequentemente, o início das operações industriais no Alto Araguaia. 

A Agrenco informou ainda sobre a situação de suas subsidiárias na França e Argentina. Na França, a empresa propôs a liquidação de sua subsidiária, processo que deve levar até dois anos para ser concluído. Já na Argentina, a companhia obteve êxito na arbitragem do contrato de arrendamento de um terminal portuário, e está “iniciando negociações com a Del Guazú no sentido de readequar as cláusulas contratuais às condições do mercado atual”, explica a Agrenco.