Agrava-se crise de energia na Califórnia

Conteúdo do Portal InfoMoney – Editoria Mercados

Por  Equipe InfoMoney

A Southern Califórnia Edison Co., distribuidora de energia elétrica do Estado da Califórnia, deixou de pagar hoje US$ 596 milhões relativos ao vencimento de títulos emitidos pela companhia e à compra de energia junto a fornecedores. A empresa possui ainda vencimentos de US$ 927 milhões em 31 de janeiro. Logo após o ocorrido, as agências de classificação de risco Standard & Poorïs e Moodyïs rebaixaram os papéis da companhia para abaixo do chamado investment grade, juntamente com as ações de outra distribuidora de energia do estado que também enfrenta problemas financeiros, a PG&E (Pacific Gas & Electric Co.). A reclassificação complicou ainda mais a situação das distribuidoras, já que suas linhas de crédito serão mais escassas e com custo mais alto a partir de agora.

A Edison International, controladora da Southern Califórnia Edison, havia afirmado que a empresa possuía até a última segunda-feira US$ 1,2 bilhão em caixa, o suficiente para honrar seus compromissos no curto prazo. Por isso o default pegou alguns analistas de surpresa. Para alguns deles este é um sinal claro de que a empresa prepara-se para um eventual pedido de falência, já que neste caso seria importante obter o maior grau de liquidez possível.

Foi aprovada na terça-feira a lei que autoriza o Governo do Estado a comprar diretamente a energia e repassá-la às distribuidoras. O problema está na na imposição que limita o preço do kilowatt-hora a US$ 0,055, bem abaixo do que vem sendo cobrado no mercado. Alguns fornecedores já aceitaram fechar contratos sob essas condições, mas eles não representam muito perto dos 25 milhões de kilowatts diários de que o Estado da Califórnia necessita. As negociações entre o Departamento de Recursos Hídricos do Governo do Estado e as fornecedoras continuam em andamento.

As ações da Edison International já haviam movimentado até às 15h00 (horário de Nova York) quase três vezes o seu volume médio, e eram cotadas na NYSE a US$ 9,25, em queda de 3,27%. Já os papéis da PG&E operavam em queda de 9,71% (a maior do índice S&P 500), cotados a US$ 9,87 e registravam até o momento o dobro de seu volume médio de negócios.

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