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SÃO PAULO – O preço-alvo das ações da Eternit (ETER3) foi revisado de R$ 7,12 para R$ 8,81 pela Ágora, considerando os resultados do primeiro trimestre do ano e a atualização das estimativas macroeconômicas.
Apesar de considerarem que os ativos tenham potencial de valorização, os analistas conservaram a recomendação de “manter”, “em função da indefinição acerca da questão do amianto crisotila no País”. O Supremo Tribunal Federal discute sobre o uso e a comercialização deste material. A corretora, por sua vez, projeta a “hipótese de restrição ao uso do amianto crisotila no território nacional a partir de 2014”.
Com isso, a corretora classifica “o investimento em Eternit como de risco, dado as incertezas acerca da questão do amianto no País e as estratégias a serem adotadas quanto ao desenvolvimento de novos negócios”, ressalta.
Condições da Eternit
Os especialistas também avaliam que a companhia tem condições de trabalhar com diferentes tipos de fibras, “com necessidade somente de investimentos marginais”. Ainda que a Ágora reconheça que a empresa distribui parte de seu lucro líquido (80% historicamente), projeta um retorno via dividendos de 65% para os próximos cinco anos, “face a estratégia de investir no desenvolvimento de novos negócios”.
Alternativa
O amianto crisotila pode ser substituído por fibras sintéticas, produzidas através de uma mistura entre PVA e PP com cimento e fibras de celulose. Segundo a Ágora, estas fibras são mais caras, têm qualidade inferior e vida útil de cerca de dez anos, ante os 50 das telhas de amianto.