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SÃO PAULO – Ao revisar suas premissas, a Ágora Corretora elevou a recomendação das ações da Positivo (POSI3) de “manter” para “compra”. O preço-alvo para o final do ano, que era de R$ 12,80, passou a ser de R$ 16,52 – upside de 17% frente a cotação de fechamento desta quarta-feira (19).
De acordo com a corretora, o resultado da companhia referente ao segundo trimestre do ano mostra sinais claros de recuperação. O lucro líquido de R$ 12,2 milhões, apesar de ter sido 82% menor do que o visto no mesmo período de 2008, foi muito melhor do que os R$ 603 mil esperados pela equipe de análise.
Ainda acerca do balanço trimestral da empresa, os analistas destacam o aumento de 5,3 pontos percentuais da margem Ebitda (relação percentual entre geração operacional de caixa e receita líquida), indo para 7,3%. Segundo avaliação da Ágora, o número ainda encontra-se abaixo do patamar de normalidade previsto (10%), mas já mostra sinais claros de recuperação.
Condições macroeconômicas favoráveis
Contribuindo para a formação de um cenário mais “positivo” no futuro, a corretora destaca os impactos que os últimos indicadores econômicos divulgados no País podem trazer para a companhia, destacando a confiança do consumidor, que em julho chegou a níveis parecidos com os que eram vistos antes da crise.
Aliado a isso, os especialistas da Ágora apontam os prazos de crédito ofertado e a taxa de juros aplicada durante o segundo trimestre, que mostram números melhores do que aqueles registrados no período pré-crise, o que leva os analistas a apostar em uma retomada mais consistente no mercado varejista de informática.
Por fim, a desvalorização do dólar, que já caiu no ano cerca de 20% frente ao real, deve baratear os preços aplicados na venda dos computadores, podendo assim aumentar o ritmo de vendas da companhia. “Cerca de 90% do material utilizado para fabricação de uma máquina é importado”, explica a corretora.
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Participação de mercado pode cair
Mesmo esperando que as vendas passem a apresentar crescimento a partir de 2010, os analistas da Ágora acreditam em uma queda na participação de mercado da Positivo durante os próximos anos, devido à intensificação da concorrência neste segmento e à pequena parcela de demanda no segmento de notebooks.
Dessa forma, espera-se que nesse ano a receita líquida mostre crescimento de 5% em relação a 2008. Já o Ebitda e o lucro líquido devem cair 26,4% e 57,2% na mesma base comparativa.