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SÃO PAULO – A Ágora Corretora elevou o preço-alvo para os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) de R$ 31,30 para R$ 39,00, o que equivale a um upside de 28,4% frente ao fechamento de sexta-feira (3).
A atualização levou em conta as novas premissas macroeconômicas avaliadas pelos analistas, o resultado apresentado pela estatal no quarto trimestre de 2008 e principalmente o novo plano de negócio revelado, com destaque para a inclusão do pré-sal nas metas.
A corretora manteve sua recomendação de compra para os papéis preferenciais da companhia brasileira, prevendo ganhos excepcionais no longo prazo, junto à recuperação do preço do petróleo e aumento da produção.
Projeções
Apesar da expectativa de um ano difícil para a Petrobras, em função da redução do preço do petróleo no mercado internacional, o novo plano de negócios foi bem aceito pelos analistas, o que “traz excelentes perspectivas de crescimento para a empresa no longo prazo”.
Na visão da corretora, a produção média de petróleo no Brasil deverá crescer 7,8% em 2009, atingindo a marca de 2 milhões de barris diários, ao passo que manterá uma média de crescimento de 7,2% até 2013.
Quanto à cotação do petróleo em Nova York, os analistas esperam que um preço médio neste ano próximo dos US$ 53,00 por barril, alcançando os US$ 65,00 e US$ 75,00 em 2010 e 2011, respectivamente.
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Ainda sem uma definição clara e precisa, o marco regulatório para a região do pré-sal deve sair, na avaliação da equipe, com a manutenção dos atuais contratos para as áreas já licitadas e o restabelecimento da partilha de produção para as novas concessões.
Ante tais projeções, os analistas esperam uma queda de 15,5% no Ebitda (geração operacional de caixa) da empresa em 2009, para R$ 48,3 bilhões, e um retrocesso de 40,7% em relação ao lucro líquido, que deve fechar o ano em R$ 19,6 bilhões, afetado pela queda do resultado operacional e financeiro da companhia.
Riscos
A corretora também lista alguns riscos implícitos nos negócios da Petrobras, como os investimentos da estatal na América do Sul e relação direta dos resultados da empresa com o desempenho do petróleo, como também da taxa de câmbio.