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SÃO PAULO – Com o objetivo de incorporar às suas projeções os números do novo Plano Estratégico, as cotações mais elevadas do barril de petróleo no mercado internacional e os reajustes dos preços da gasolina e óleo diesel, os analistas da Ágora Senior publicaram nesta semana um novo relatório reiterando a recomendação de “compra” para as ações da Petrobras. O preço alvo dos papéis foi elevado de R$ 34,00 para R$ 41,40.
Os analistas, que esperam que a produção interna de petróleo da estatal cresça em média 14% em 2005, 11,5% em 2006 e aproximadamente 7,5% ao ano no período de 2005-2010, projetam um aumento de 39,2% para o Ebitda, geração operacional de caixa, da companhia em 2005 e de 26,5% em 2006.
Além disso, projeta-se um lucro líquido de R$ 24,233 bilhões para esse ano e de R$ 33,452 bilhões para 2006, crescimento de respectivamente 35,6% e 87,2% em relação ao ganho líquido de R$ 17,861 bilhões apurado em 2004.
Perspectivas para a distribuição de dividendos
Outro ponto interessante descrito no relatório da Ágora Senior diz respeito à distribuição de dividendos. Apesar do aumento dos investimentos, os analistas acreditam que o dividend yield da Petrobras deve se manter em 2005 nos mesmos 4,5% verificados no ano passado e subir para 6,3% em 2006.
Vale lembrar que a Petrobras elevou de US$ 34,5 bilhões para US$ 56,4 bilhões o seu Capex para o período de 2006-2010, totalizando uma média de US$ 11,28 bilhões por ano.
Riscos que devem ser levados em consideração
Dentre os pontos que poderão prejudicar o desempenho das operações da Petrobras e, conseqüentemente, de suas ações na Bovespa, os analistas destacaram as oscilações dos preços do petróleo e do dólar no mercado internacional, que afetam diretamente a suas receitas. Outro fator que deve ser levado em consideração está relacionado ao cronograma de início de operações de novos empreendimentos, que pode ser atrasado.
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Atrasos na entrada em operação de novas plataformas, por exemplo, podem pressionar a taxa de crescimento de produção de um período. A respeito da estrutura financeira, mesmo com o aumento dos investimentos, os analistas classificaram como baixo o risco financeiro. Sobre as incertezas, as indefinições sobre a migração do Plano de Pensão Petros (beneficio definido) para o Petrobras Vida (contribuição definida) são as que mais preocupam.