Ágora eleva em 9,6% o preço-alvo para ação da OHL Brasil ao final deste ano

Novo target da corretora é de R$ 71,80, o que configura um potencial de valorização de 5,59% frente ao último fechamento

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SÃO PAULO – A Ágora Corretora elevou em 9,6% seu preço-alvo para as ações da OHL Brasil (OHLB3), passando de R$ 65,50 para R$ 71,80 ao final deste ano. O novo target representa um potencial de valorização de 5,59% em relação ao último fechamento. Em função das boas perspectivas de crescimento para a empresa, a corretora manteve a recomendação de compra para os papéis.

De acordo com o analista Luis Otávio Broad, as novas premissas da Ágora para a OHL decorrem dos últimos resultados apresentados, bem como das novas avaliações do cenário macroeconômico e a expectativa mais otimista para o fluxo de veículos, além da adoção do IFRS, padrão internacional de divulgação de resultados.

A perspectiva positiva para a companhia em 2011, segundo Broad, reflete o fato de que este será o primeiro ano completo de operação de todas as praças de pedágio. Isso, aliado ao crescimento do fluxo de veículos e ao aumento das tarifas, acaba impulsionando o Ebitda (geração operacional de caixa) da empresa, diz o analista. “Esperamos um incremento de 19,5% no Ebitda em 2011, atingindo R$ 997,2 milhões (já com a adoção do IFRS)”, disse Broad. 

Investimentos
O analista da Ágora ressaltou ainda os fortes investimentos que a companhia fará nos próximos cinco anos, especialmente nas concessões federais, totalizando cerca de R$ 4,3 bilhões. Broad lembra que para atingir este montante a empresa terá o apoio do BNDES (Banco Nacional para o Desenvolvimento Econômico e Social).

“Até o final de 2011 é esperada a aprovação de todo o empréstimo de longo prazo no valor de cerca de R$ 3 bilhões, liberando os recursos à medida que as obras sejam realizadas”, avaliou o analista da Ágora.

Prós e contras
Segundo Broad, um dos prós de se investir nas ações da OHL é que isso representa uma forma de se proteger contra o aumento da inflação no País. Isso porque as tarifas dos pedágios administrados pela OHL são reajustadas pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado). 

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Por outro lado, o analista vê como um risco o fato de a empresa atuar em um ambiente com alto grau de regulamentação e, portanto, estar sujeita às ações governamentais. “Consideramos baixo o risco financeiro da OHL Brasil. A sua alavancagem financeira subirá um pouco nos próximos anos, mas o apoio do BNDES ameniza bastante o risco”, concluiu Broad.