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SÃO PAULO – Depois de tanta especulação em torno do nome do próximo presidente do Federal Reserve, Donald Trump anunciou na tarde desta quinta-feira (2) Jerome Powell como o escolhido para substituir a cadeira de Janet Yellen no Banco Central americano, cujo mandato termina em fevereiro de 2018. O anúncio ocorreu no Rose Garden, da Casa Branca.
O nome agora precisa ser aprovado pelo Senado.
Powell atuou como executivo de bancos de investimentos e já foi integrante do Tesouro americano na época do presidente George W. Bush.
Ele é visto como a opção mais centrista e mais aberta à agenda de desregulação do governo Trump. Desde que foi designado por Barack Obama em 2012, ele tem votado com a maioria dos membros do BC dos Estados Unidos.
Após o anúncio, Powell agradeceu Trump pela nomeação e disse que fará tudo para que o Fed cumpra sua meta dupla de máximo emprego e inflação baixa. Ele disse ainda que a economia se recuperou da crise financeira e o sistema bancário agora é resiliente.
Powell comentou também que estará atento às mudanças nos mercados e nos riscos e destacou a importância da independência do Fed.
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Em uma breve declaração, Yellen felicitou Powell e disse que estava “confiante em seu profundo empenho em realizar a missão pública vital do Federal Reserve”. Ela disse que estava empenhada em trabalhar com Powell para assegurar uma transição suave.
Yellen não abordou se ela ficaria no Fed depois do mandato, que termina no começo de fevereiro. Seu lugar no conselho dura até 2024.
Por que o mercado aguardava tanto pelo anúncio?
A decisão influencia diretamente os mercados, em especial os emergentes. Powell é considerado um diretor na mesma linha de Janet Yellen, ou seja, não deve fazer uma mudança drástica na condução da política do Fed, inclusive ele é um dos “fiéis escudeiros” da chairwoman e essa postura que o mercado deve levar em conta, diz Gustavo Cruz, economista da XP Investimento. Powell, que se juntou ao Fed em 2012, apoiou os esforços expansivos do Fed para estimular o crescimento.
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Por conta deste perfil “dovish”, ou seja, mais complacente com medidas de estímulos monetários, a escolha de Powell deve frear o dólar, aponta Cruz, uma vez que mantido o gradualismo por parte do BC dos EUA a “torneira” da liquidez seguirá aberta. Portanto, Powell terá o poder de reduzir o estresse da moeda e, por consequência, dar força para o Ibovespa, que segue na luta para voltar para os 77 mil pontos (veja mais aqui).