Ágora e executivos da Klabin Segall e Agra pagarão multas de até R$ 200 mil a CVM

Colegiado da comissão aceitou as propostas dos acusados no processo, que será extinto após o cumprimento das obrigações

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SÃO PAULO – A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) anunciou nesta sexta-feira (22) que aprovou as propostas de acordo elaborada pelos acusados em processo envolvendo o uso de informações privilegiadas na época da formação do grupo Agre pelas companhias Agra, Klabin Segall e Abyara.

De acordo com a CVM, Carlos Eduardo Malagoni se comprometeu a pagar R$ 200 mil à CVM, após ter sido acusado, na qualidade de diretor de Relações com Investidores da Klabin Segall, de não ter divulgado fato relevante envolvendo as tratativas de transferência de controle da companhia imediatamente após notícias terem sido veiculadas na imprensa sobre o assunto. 

Já o funcionário da Agra Alexandre Carola apresentou proposta em que pagará R$ 2.100 à Comissão, o triplo do lucro bruto auferido  por ele com a negociação de ativos ON da Klabin Segall em 27 de abril de 2007, já que Carola era acusado de ter negociado ações da empresa na posse de informações relevantes ainda não divulgadas ao mercado sobre as negociações entre a Klabin Segall e a Agra-Veremonte. 

Ágora também pagará multa
A corretora Ágora também fez acordo com a CVM para suspender e extinguir, após o cumprimento das obrigações assumidas, processo sancionador contra a empresa em São Paulo, mediante pagamento de multa de R$ 200 mil. O processo a acusava de registrar ordens de operações no mercado de valores mobiliários sem a correta identificação do cliente.

Ricardo Miguel Stabile, na qualidade de diretor responsável da Ágora, também apresentou proposta de pagamento de R$ 200 mil, após ser acusado de não ter empregado o devido cuidado e a diligência exigidos no exercício de suas funções para coibir tal prática.