Agibank (AGBK): XP inicia cobertura com compra apoiada em três pilares

Banco combina crescimento acima da média, elevada rentabilidade e valuation atrativo

Felipe Moreira

(Foto: Divulgação/Agibank)
(Foto: Divulgação/Agibank)

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A XP Investimentos iniciou a cobertura da fintech Agibank (AGBK) com recomendação de compra e preço-alvo de US$ 13 por ação. Na visão da corretora, o banco combina crescimento acima da média, elevada rentabilidade e valuation atrativo, o que sustenta uma perspectiva positiva para o papel.

A tese da XP está baseada em três pilares. O primeiro é o modelo de negócios considerado diferenciado, com forte presença nos segmentos de crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS e servidores públicos, que oferecem crescimento resiliente, baixa inadimplência e elevada eficiência de capital.

O consignado privado é visto como uma importante alavanca adicional para expansão de margens e resultados. A corretora também destaca a estratégia “phygital” da instituição, que combina canais digitais e presença física por meio de mais de 1.100 Smart Hubs, permitindo um nível de monetização superior ao de outros bancos digitais.

O segundo ponto é a expectativa de forte crescimento dos resultados. A XP projeta crescimento anual composto de aproximadamente 18% para o lucro líquido e de 21% para a receita líquida de juros (NII) entre 2025 e 2028. Embora o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) deva recuar dos atuais 40% para cerca de 25%, a corretora considera esse patamar ainda bastante atrativo, apoiado por uma carteira de crédito cerca de 90% colateralizada e por uma gestão operacional disciplinada.

Por fim, a XP vê espaço para valorização devido ao desconto das ações. O Agibank negocia a cerca de 5,3 vezes o P/L (Preço sobre Lucro) estimado para 2026 e 1,0 vez o P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial), múltiplos considerados baixos diante do potencial de crescimento e da rentabilidade do banco. Com base em seu modelo de dividendos descontados (DDM), a corretora estima um potencial de valorização próximo de 80% para as ações à medida que o crescimento do banco se normalize após as recentes mudanças regulatórias.