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SÃO PAULO – Apesar dos temores em torno da Espanha, os mercados financeiros ao redor do globo operam com otimismo nesta segunda-feira (16) diante da expectativa com números sobre a economia mundial e a temporada de balanços nos EUA e aqui.
No front econômico, destaque para a agenda de indicadores nacional e dos EUA. Por lá, às 9h30 (horário de Brasília), os investidores recebem o NY Empire State Index, que mede a atividade manufatureira em Nova York; e o Retail Sales, que calcula as vendas no varejo do país.
Logo depois, às 10h00, é a vez do Treasury International Capital, que mensura a demanda estrangeira por títulos e ativos norte-americanos. Por fim, às 11h00 será publicado o Business Inventories, que mostra o nível de vendas e de estoques das indústrias e dos setores de atacado e varejo norte-americanos.
No mercado doméstico, além dos tradicionais Boletim Focus e balança comercial, os investidores avaliam a desaceleração do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) na segunda leitura de abril, e o avanço do IGP-10 (Índice Geral de Preços-10) neste mês. Vale destacar que essa segunda-feira também é marcada pelo vencimento de opções sobre ações negociadas na BM&FBovespa.
Andamento dos mercados
Contrariando o resto do mercado, a Ásia começou a semana no vermelho, refletindo o sentimento negativo que predominou nas bolsas globais na sexta-feira. Os agentes também repercutiram a notícia de que o Banco do Povo da China aumentou a banda de alcance de flutuação do yuan frente ao dólar de 0,5% para 1%.
Na Europa, onde a agenda é fraca, contando apenas com números da balança comercial mensal, o sinal é positivo por conta de anúncios no setor de energia e telecomunicações. No campo econômico, a balança comercial da Zona do Euro apresentou um superávit de € 2,8 bilhões em fevereiro, conforme dados preliminares do Eurostat. Em janeiro, foi registrado um déficit de € 7,9 bilhões.
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Nos EUA e no mercado local, além da cesta de indicadores, as notícias corporativas também ganham espaço nos negócios. A safra de divulgação de resultados norte-americanos, que teve início na semana passada, deve continuar mexendo com as operações. No ambiente nacional, os investidores começam a olhar com mais atenção para o front corporativo, com a Localiza dando a largada à temporada de balanços do primeiro trimestre, após o fechamento do mercado.
Espanha pesa
Fora da festa, o mercado acionário da Espanha continua pressionado pelo aumento do rendimento médio da dívida pública do país. No mercado secundário, a remuneração dos bônus espanhóis com vencimento em dez anos superaram os 6% nesta data pela primeira vez no ano. As preocupações sobre a capacidade da nação de manter suas finanças sob controle colocaram os mercados de dívida de novo em modo de alerta.