Agência Moody’s coloca ratings do Brasil em revisão para possível upgrade

Notas em moeda local e estrangeira podem confirmar grau de investimento cedido por Fitch e S&P no ano passado

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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Moody’s colocou os ratings Ba1 em moeda local e estrangeira do Brasil em revisão para possível elevação na tarde desta segunda-feira (6). Caso confirmado o upgrade da nota, os títulos de dívida brasileiros serão considerados grau de investimento pelas três grandes agências de classificação de risco, haja vista que Standard & Poor’s e Fitch concederam investment grade ao País no ano passado.

Para explicar a alteração de perspectiva, a Moody’s citou que a “revisão foi motivada pela confirmação de uma maior resistência da economia a choques”. Mauro Leos, responsável da Moody’s pela América Latina, ressaltou a manutenção dos fundamentos da economia brasileira diante dos impactos provocados pela crise.

“A crise revelou as forças estruturais que o Brasil construiu ao longo da última década e que, até recentemente, não haviam sido testadas dado o ambiente favorável dos últimos anos,” afirmou em release.

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Tetos em revisão

Além dos ratings de dívida em moeda local e estrangeira, a Moody’s, também colocou em revisão para possível elevação os tetos soberanos do Brasil de Baa3 para dívida e Ba2 para depósitos bancários, ambos em moeda estrangeira.

“Os tetos do Brasil para depósitos em moeda local e dívida em moeda local não serão afetados por esta revisão”, concluiu a agência.
Melhor que as expectativas

Mesmo com a desaceleração da economia brasileira nos últimos trimestres, a agência elogiou a maneira que o governo local vem conduzindo a crise. Na avaliação dos analistas da agência, o desempenho do Brasil diante da crise superou as expectativas.
“As respostas das autoridades tem sido, até o momento, efetivas em conter o impacto da crise global na economia brasileira, oferecendo evidência de uma maior resistência a choques – característica considerada como integral a um perfil de crédito de grau de investimento” afirmou Leos.