Agência Fitch considera troca de dívida argentina como default

A agência de classificação de risco Fitch anunciou hoje à tarde que, baseada nas informações fornecidas até agora pelas autoridades argentinas referentes à reestruturação da dívida interna, rebaixou a classificação de risco da Argentina para C, pois considera a reestruturação proposta como um evento de default.Segundo a agência, a perspectiva do rating argentino continua negativa […]

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A agência de classificação de risco Fitch anunciou hoje à tarde que, baseada nas informações fornecidas até agora pelas autoridades argentinas referentes à reestruturação da dívida interna, rebaixou a classificação de risco da Argentina para C, pois considera a reestruturação proposta como um evento de default.

Segundo a agência, a perspectiva do rating argentino continua negativa de forma que a agência pretende rebaixar a classificação do risco argentino para default assim que troca de dívida seja efetuada. Para a parte da dívida não incluída na reestruturação, o rating continua sendo CC.

Credores perdem com a troca

De acordo com Fitch, os termos anunciados trazem perdas substanciais aos credores, daí a decisão de alterar a classificação de risco argentina. Apesar do governo argentino insistir que a troca de dívida será voluntária, as condições oferecidas são muito inferiores à dívida atual. Em primeiro lugar, as taxas de juros serão significativamente menores. Além disso, o prazo das dívidas de prazo inferior a dez anos deve ser estendido, enquanto os bônus serão trocados por empréstimos, que têm condições de negociabilidade e liquidez inferiores aos bônus.

Por último, a agência também destaca que a economia esperada de US$ 4 bilhões anuais em pagamento de juros como conseqüência da reestruturação não será suficiente para resolver o desequilíbrio fiscal argentino.

Bancos anunciam que participarão da troca

Por outro lado, segundo informações do jornal argentino Âmbito Financiero, os principais bancos argentinos aceitaram as condições propostas pelo governo como voluntárias e parecem prestes a participar da troca. Esta notícia levou a uma queda no indicador de risco país, que passou para 2.384 pontos, frente a 2.458 pontos no fechamento de ontem. Esta é a primeira queda no risco país nos últimos onze pregões.

A Bolsa de Buenos Aires, que fechou o pregão de ontem com forte alta de 3,68%, permanece fechada no dia de hoje em virtude de feriado local.

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