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SÃO PAULO – A EIA (Energy Information Administration), órgão do governo norte-americano que administra estatísticas e relatórios sobre energia, elevou nesta terça-feira (11) suas estimativas de cotação para o barril de petróleo neste ano.
A agência prevê um preço médio de US$ 94 ao barril da commodity em 2008, enquanto que o anteriormente previsto em fevereiro era de US$ 86 o barril. Segundo o órgão, a elevação leva em conta relações mais estreitas entre oferta e demanda, bem como tensões geopolíticas em países exportadores do produto.
Apesar disto, a EIA reduziu suas estimativas para o avanço no consumo da commodity em 2008, de 1,4 milhão de barris por dia para 1,3 milhão de barris diários, devido à escalada do preço do óleo no mercado internacional e às projeções de desaceleração econômica mundial.
Do lado da oferta, os especialistas da agência acreditam que o crescimento na produção de petróleo este ano chegue a 1,9 milhão de barris por dia, sendo 700 mil barris produzidos por países não-membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Desta parcela, metade deve vir do Brasil, segundo o relatório da EIA.
Barril deve encerrar mês de março a US$ 102,00
Por sua vez, para este mês de março, a EIA acredita que a cotação do barril de petróleo fique, em média, na casa dos US$ 102,00, o que representa um decréscimo de US$ 6,00, ou 5,56%, frente ao preço de fechamento da commodity na última segunda-feira, quando bateu novo recorde de valorização.
Isto porque a agência prevê alguma queda nos preços dos contratos futuros do produto por volta da segunda quinzena do mês, com o arrefecimento de tensões geopolíticas na América do Sul, no Iraque e na Nigéria, maior produtor africano do óleo.
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Temor de recessão não detém escalada do produto
Em fevereiro, a AIE (Agência Internacional de Energia) também reduziu suas perspectivas para o crescimento do consumo mundial de petróleo neste ano, tendo em vista a previsão de desaceleração econômica no mundo e a possibilidade de uma recessão nos EUA.
Apesar de tal panorama, que normalmente ocasionaria uma pressão negativa sobre a cotação da commodity, esta vem respondendo mais à tendência de desvalorização do dólar frente às principais moedas do globo. Com o valor da divisa norte-americana em questão, aumenta a atratividade de commodities como investimentos alternativos.
E a tendência ascendente do preço do óleo não parece ter fim. Após ter superado novo recorde na última sessão, o barril de petróleo registra novo patamar histórico nesta terça-feira, sendo negociado a inéditos US$ 108,73 na praça de Nova York.