Agência criada pelo pacote de estímulo à exportação será subsidiária do BNDES

Além disso, o banco será também o administrador do Fundo Garantidor de Comércio Exterior, revela a instituição em nota

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SÃO PAULO – Em comunicado enviado ao mercado nesta quarta-feira (5), o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) explicou qual será o seu papel no conjunto de ações de apoio ao setor exportador anunciado pelo governo federal nesta data. Segundo a nota, duas das medidas adotadas relacionam-se com o BNDES.

A primeira delas, de acordo com o banco, é a criação da  da Agência de Crédito à Exportação do Brasil, chamada de EXIM Brasil. O BNDES explica que ela se trata de uma agência de crédito à exportação que vai centralizar e ampliar os esforços do governo no apoio ao setor exportador. O órgão será uma subsidiária integral do BNDES e aproveitará toda a estrutura existente em sua área de comércio exterior, bem como a carteira de operações do banco, explicou a instituição.

Além disso, o BNDES será também o administrador do Fundo Garantidor de Comércio Exterior, um instrumento de natureza privada que será responsável por prestar garantia às operações do EXIM Brasil.

“Com o EXIM Brasil, o País ganhará uma instituição dedicada exclusivamente a apoiar o setor exportador, com foco diferenciado. O objetivo é robustecer as vendas externas brasileiras, ampliando as oportunidades de acesso ao mercado internacional para produtos e serviços de alto valor agregado, fabricados e originados em nosso País”, revelou o banco. 

O patrimônio inicial do Fundo será de R$ 2 bilhões, atingindo potencial de garantias consideravelmente maior, de acordo com a alavancagem que será definida. Ademais, o FGCE não estará sujeito a contingenciamento orçamentário devido ao seu caráter privado, permitindo agilidade na concessão de garantias.