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SÃO PAULO – Imparciais, ágeis na tomada de decisões e desancorados de experiências anteriores, os computadores são ferramentas cada vez mais indispensáveis para o ser humano, sobretudo no mercado financeiro.
Em um ambiente em que a frieza pode ser uma virtude capaz de garantir importantes pontos diferenciais ao investidor, o uso cada vez maior da tecnologia dá sinais de uma trajetória um tanto trivial no mercado. Mas até que ponto isso vai chegar? Seriam os computadores melhores investidores do que os próprios gestores de fundos?
Uma matéria publicada nesta quinta-feira (12) no portal da CNBC destaca que não há só virtudes no uso cada vez maior do computador nas operações financeiras. Contrapondo-se a todas as facilidades já destacadas, aparece um importante ponto negativo das nossas máquinas: desde que elas assumiram maior participação nos mercados, os riscos de falhas sistêmicas cresceram.
Na argumentação pró-gestores, basta lembrarmos que os responsáveis pelo “flash crash” de 2010 – falha operacional que resultou na queda repentina do Dow Jones em 1.000 pontos (o equivalente a cerca de 9% na ocasião), recuperada poucos minutos depois – foram os computadores.
Portanto, antes de qualquer desespero, os gestores de fundos ainda podem se confortar na crença de que as máquinas nunca superarão seus criadores criativos e capazes de fazer juízos de valor. A comunhão entre as virtudes de ambos parece um caminho mais provável no futuro.