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EzTec e Mitre publicam prévias do trimestre, AES Tietê rejeita proposta; veja mais notícias corporativas desta segunda

A AES Tietê citou a “incompatibilidade” entre seus negócios e estratégias e os da Eneva

(Eletrobras/ Furnas)

SÃO PAULO – A AES Tietê rejeitou na noite de domingo a oferta hostil feita pela Eneva Energia na empresa. Em fato relevante, o Conselho de Administração da concessionária paulista citou a “incompatibilidade” entre os planos estratégicos das empresas, mas também não fechou a porta, ao dizer que no futuro poderá aceitar nova proposta.

Já a Eletrobras aprovou a oferta de R$ 232 milhões que a Evoltz Energia fez na sua participação restante na Manaus Transmissora de Energia (MTE).

Em outras notícias, a construtora MRV informou que pagará R$ 163,9 milhões em dividendos mínimos obrigatórios aos acionistas, relativos ao exercício de 2020. A MRV ainda não fixou uma data, contudo, para o pagamento. Confira os destaques:

MITRE (MTRE3)

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A construtora e incorporadora imobiliária Mitre, da capital paulista, publicou resultado prévio do primeiro trimestre de 2020 na manhã de hoje (20). A Mitre informou que obteve vendas líquidas de R$ 33,8 milhões no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 58,8% sobre igual período de 2019.

A empresa atribuiu o resultado ao fato de não ter feito nenhum lançamento no período e também ao avanço da epidemia do coronavírus na cidade de São Paulo, único mercado onde a Mitre atua. Em março, os estandes ficaram completamente fechados por causa da quarentena.

Por outro lado, a Mitre enfatizou o sucesso da sua plataforma digital de vendas, implantada no final de 2019. “No primeiro trimestre deste ano, 39% das vendas efetuadas pela Mitre se iniciaram através de contato online dos clientes”, comentou a construtora. A Mitre encerrou 2019 com um estoque de 289 apartamentos, totalizando um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 155,3 milhões.

No primeiro trimestre de 2020 foram vendidas 62 unidades e a empresa fechou o período com estoque de 225 unidades e VGV de R$ 119,7 milhões. A Mitre informou que suas obras prosseguem sem nenhuma interrupção – a construtora realizou uma quantidade expressiva de lançamentos no quarto trimestre de 2019 – seguindo as normas de segurança para proteger os trabalhadores do Covid-19.

A Mitre informou que por causa da epidemia ainda avalia se fará lançamentos no segundo trimestre, mas que pretende retomá-los no segundo semestre.

EZTEC (EZTC3)

A construtora e incorporadora imobiliária paulista EzTec publicou seus resultados prévios do primeiro trimestre de 2020. A empresa informou que realizou vendas líquidas de R$ 455 milhões no período, um forte crescimento de 51% sobre igual trimestre de 2019. A EzTec fez lançamentos de R$ 564 milhões no primeiro trimestre, uma expansão de 43% sobre igual trimestre do ano passado.

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O Banco Bradesco BBI avaliou os resultados como positivos e reafirmou a recomendação outperform – acima da média de mercado – para as ações EZTC3. Segundo o BBI, mesmo com a suspensão do guidance para 2020 por causa da epidemia do coronavírus, a EzTec teve um forte desempenho de vendas de projetos lançados em 2019, como o Parque da Cidade, Haute Ibirapuera Reserva e Le Jardin Ibirapuera.

“As vendas líquidas superaram nossa estimativa em 13%, enquanto os lançamentos superaram nossas projeções em 23%” comentou o BBI. “Nós vemos a EzTec como o nome de maior qualidade no segmento. Reafirmamos nossa nota”, informou o BBI, que tem preço-alvo de R$ 39,00 para o papel EZTC3 em 2020, uma alta de 31% sobre os R$ 29,72 negociados na B3 em 17 de abril.

CYRELA (CYRE3)

A construtora e incorporadora imobiliária Cyrela publicou prévia do primeiro trimestre de 2020 e informou vendas líquidas de R$ 1 bilhão no período, uma expansão de 27% sobre igual trimestre de 2019.

Segundo a Cyrela, os lançamentos totalizaram R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre, uma forte expansão de 171% sobre igual trimestre do ano passado. Cerca de 60% dos lançamento da Cyrela no trimestre foram de empreendimentos para o segmento popular, financiados pelo projeto Minha Casa, Minha Vida (MCMV) do governo federal.

O banco Bradesco BBI comentou os resultados prévios da Cyrela, que considerou positivos. “A exposição que a Cyrela tem ao segmento popular e ao MCMV deverá ajudar a empresa a compensar o desempenho de vendas mais desafiador no cenário pós-pandemia nos segmentos médio e alto. É importante ressaltar que as vendas líquidas da empresa, no primeiro trimestre, foram impulsionadas principalmente pelo segmento mais popular. Por enquanto, mantemos a recomendação Neutra para a Cyrela”, avalia o BBI, que mantém preço-alvo de R$ 17,00 para a ação em 2020, uma alta de 18% sobre os R$ 14,35 do pregão do dia 17.

AES TIETÊ (TIET11)

A AES Tietê rejeitou na noite de domingo a oferta hostil feita pela Eneva Energia na empresa. As negociações se arrastaram por mais de 45 dias. A oferta foi rechaçada por unanimidade pelo conselho de administração da AES Tietê. “Seus termos e condições são inadequados ao melhor interesse da companhia e do conjunto de seus acionistas”, informou a concessionária paulista de energia.

A AES Tietê citou a “incompatibilidade” entre seus negócios e estratégias e os da Eneva. A AES Tietê citou uma série de razões para rechaçar a oferta da Eneva. Entre elas, estão o modelo diferente das empresas – a AES Tietê também é uma geradora baseada principalmente em usinas hidrelétricas, enquanto a Eneva usa termelétricas; a empresa paulista acredita ter sido subavaliada pela congênere carioca; e outro motivo é que a operação poderia comprometer a distribuição de dividendos aos acionistas.

A AES Tietê fará teleconferência às 11h da manhã de hoje para explicar a rejeição da oferta. Importante ressaltar que a empresa se disse aberta a uma possível nova proposta no futuro.

ELETROBRAS (ELET3 e ELET6)

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A Eletrobras aprovou a oferta vinculante de R$ 232 milhões feita pela Evoltz para adquirir a participação total da estatal, que é 49,5% do capital social, na Manaus Transmissora de Energia (MTE). A Evoltz Energia é controlada pelo fundo americano Seville, por sua vez um braço dos investidores do Texas Pacific Group (TPG).

No ano passado, a Evoltz comprou transmissoras de energia no Estado do Pará. A empresa já estava em negociações para comprar a MTE da Eletrobras desde 2018, quando a estatal manifestou seus planos de desinvestimento na Eletronorte e em outras subsidiárias na Região Norte do Brasil. A Eletrobras comunicou que quando a transação for aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e outros órgãos reguladores, a Evoltz será a única acionista da transmissora manauara.

MRV (MRVE3)

A construtora e incorporadora imobiliária MRV aprovou o pagamento de R$ 163,9 milhões aos acionistas como dividendos mínimos obrigatórios, relativos ao exercício de 2019. A MRV informou que decidirá em uma data posterior para o pagamento e também para a negociação “ex-dividendos” das ações MRVE3.

JHSF (JHSF3)

Segundo uma notícia publicada no jornal O Globo, o empresário Alexandre Accioly vendeu os 40% de participação que possuía nos restaurantes Fasano al Mare e Gero no Rio de Janeiro. A compradora teria sido a própria construtora e incorporadora paulista JHSF, que era sócia do empresário carioca nos empreendimentos gastronômicos. A JHSF não se manifestou sobre a informação.

ELEKTRO (EKTR4)

A distribuidora de energia Elektro Redes, que opera em parte do interior paulista e no Mato Grosso do Sul, informou que adiará o pagamento de juros sobre capital próprio aos acionistas para 30 de dezembro de 2020. A Elektro argumenta que tomou a medida para preservar o caixa por causa da epidemia do coronavírus. Com o adiamento, a empresa segura uma soma aproximada de R$ 67,05 milhões.

CPFL (CPFE3)

O executivo Fernando Mano da Silva deixará a presidência da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) no dia 24 de abril. O Conselho de Administração da CPFL se reuniu na sexta-feira passada em Campinas (SP) e aprovou o nome do atual vice-presidente, Huang Futao, para ser diretor-presidente da empresa a partir do próximo dia 24. Além de diretor-presidente, Huang ocupará os cargos de diretor de Relações Institucionais e diretor de Novos Negócios, que também eram chefiados por Mano da Silva.

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