Setor energético

AES Brasil (AESB3) reverte lucro e tem prejuízo líquido de R$ 34,8 milhões no 4º trimestre

Segundo a AES, o resultado foi impactado pelo ganho extraordinário decorrente do ressarcimento do GSF ocorrido no 4T20

Por  Augusto Silva -

A AES Brasil (AESB3) registrou prejuízo líquido de R$ 34,8 milhões no quarto trimestre de 2021 (4T21), revertendo lucro líquido de R$ 602,6 milhões no quarto trimestre de 2020.

A companhia explica que o desempenho é explicado principalmente pelo menor EBITDA no valor de R$ 961,4 milhões, em função do ganho extraordinário no 4T20 decorrente do ressarcimento do GSF no montante de R$ 947,0 milhões.

O volume total de energia bruta gerada pelas usinas hidrelétricas da AES Brasil atingiu 1.654,0 GWh no 4T21, 28,1% inferior ao montante averiguado no mesmo período de 2020 (2,299,4GWh), reflexo do baixo despacho hídrico para a recuperação dos níveis de reservatórios do sistema.

A receita líquida somou R$ 731,9 milhões no 4T21, alta de 37,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A margem operacional líquida totalizou R$ 294,6 milhões no 4T21, representando uma redução de 76,5% ou R$ 958,8 milhões em comparação com o 4T20.

Segundo a AES, o resultado foi impactado pela redução de R$ 947,0 milhões devido, principalmente, ao ganho extraordinário decorrente do ressarcimento do GSF ocorrido no 4T20, referente à resolução do tema.

O lucro antes do juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 82,4% na comparação com igual etapa de 2020, totalizando R$ 205,8 milhões.

Já a margem Ebitda alcançou 28% no 4º trimestre de 2021, queda de 191,2 p.p na comparação com igual trimestre de 2020.

O custo de operação e despesas operacionais somaram R$ 88,7 milhões entre outubro e dezembro de 2021, crescimento de 3% em relação ao mesmo período de 2020.

No 4T21, a AES Brasil registrou uma melhora de R$ 61,6 milhões no resultado financeiro líquido em comparação com o 4T20.

O retorno sobre o capital investido (ROIC, na sigla em inglês) atingiu 0,9% no 4T21, retração de 26,2 pontos percentuais na comparação com 4T20.

Endividamento e Investimentos

Em relação à dívida líquida, a companhia informou que houve um aumento de 21,2%, a R$ 4,502 bilhões.

Dessa forma, o índice de alavancagem, medido pela relação entre dívida liquida e o Ebitda ajustado foi de 3,95 vezes, uma elevação de 2,42 vezes em relação ao 4T20.

Os investimentos da AES Brasil totalizaram R$ 395,5 milhões no 4T21 e R$ 983,4 milhões no ano, montante 229,8% e 293,1% superiores aos investidos no 4T20 (R$ 119,9 milhões) e 2020 (R$ 250,2 milhões), respectivamente, reflexo do crescimento da companhia, com o desenvolvimento e construção dos Complexos Eólicos Tucano e Cajuína.

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