Aéreas: HSBC considera números de maio ligeiramente negativos

Dados do mercado doméstico foram negativos para TAM e GOL; no plano internacional, TAM ganha destaque

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ÃO PAULO – Apesar do movimento de alta visto pelas ações do setor aéreo nos últimos dias, após a divulgação dos dados do tráfego aéreo de maio, os analistas do HSBC consideraram os números ligeiramente negativos e afirmaram que o crescimento parece ter ocorrido nas empresas não listadas em bolsa.

O relatório, assinado por Vanessa Ferraz e Luciano Campos, lembra que os dados mostraram aumento de 20% no RPK (receita por passageiro por quilômetro rodadp) no mercado doméstico e 21% nas rotas internacionais, ambos na base anual. “Os RPKs da TAM cresceram 9,39% e os da GOL 14,89%. Porém, os números domésticos foram mais fortes nas empresas não listadas”, observam os analistas.

Outro ponto ressaltado é que, embora os yields (valor médio pago por um passageiro para voar um quilômetro) tenham aumentado nas duas companhias, Ferraz e Campos não acreditam que ele será suficiente para compensar a queda na taxa de ocupação.

GOL e TAM
No caso da ocupação doméstica, os números foram fracos para as duas empresas: 57,11% para TAM (TAMM4) e 58,82% para Gol (GOLL4). Já no mercado internacional, a taxa também foi considerada fraca para GOL (55,30%), mas positiva para TAM, que atingiu 77,85%, um aumento de 22,48% na base anual.

A opinião positiva para as duas empresas ficou inalterada, com base na “avaliação atrativa em comparação aos pares internacionais”. As avaiações também foram mantidas, com preço-alvo de R$ 37 para GOL – upside de 60,9% frente ao fechamento de 15 de junho – e de R$ 30,50 para TAM – upside de 13,3% com relação à mesma data.