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SÃO PAULO – A OGX Petróleo (OGXP3) pediu recuperação judicial na última quarta-feira (30), efetivamente encerrando um ciclo na BM&FBovespa e começando outro – agora a companhia deverá apresentar um plano para reestruturar-se e voltar a pagar dívidas. Por volta das 16h00 (horário de Brasília), a ação deverá deixar o Ibovespa.
O escritório de advocacia Sérgio Bermudes, comandado pelo próprio, protocolou um pedido ontem na justiça do Rio de Janeiro. Trata-se de um documento de 18 páginas que explica, passo-a-passo, os motivos que a OGX acredita que necessita de uma recuperação judicial. São 64 tópicos que abordam a história e a atual condição da companhia.
Veja mais: relembre a trajetória da OGX
Um ponto é importante e tem ajudado os outros papéis do mundo X a registrarem alta: Bermudes pediu proteção para os bens dos administradores da companhia, para que não sejam bloqueados no imbróglio envolvendo os credores e OGX. Para ver o documento completo, clique aqui.
O pedido de não-bloqueio é especialmente importante para as outras empresas, sobretudo as que estão vendendo ativos – já que permite o funcionamento normal delas. Mesmo tendo anunciado a venda potencial de três minas por cerca de quatro vezes o seu valor de mercado, as ações da CCX Carvão (CCXC3) haviam registrado forte queda na sessão anterior – e, neste pregão, se recuperam levemente, com alta de 3,31%, aos R$ 1,25.
Isso também é verdade para a MMX Mineração (MMXM3), que opera com alta de 13,33% no pregão desta quinta, aos R$ 0,68. Essa forte alta é apenas a recuperação da queda de ante-ontem. A empresa ainda está no processo de venda do Porto Sudeste para o Mubadala e Trafigura.