Publicidade
SÃO PAULO – Como já era esperado, o resultado da Vale no terceiro trimestre mostrou forte queda nos principais indicadores operacionais em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, tendo em vista a reação dos ativos no after hours da bolsa da Nova York e no after market da BM&F Bovespa, os números parecem ter agradado os mercados.
Após mais uma sessão de forte instabilidade para a renda variável internacional, os papéis da mineradora fecharam o pregão regular com expressiva desvalorização, mas reduziram o ritmo de perdas no after market da bolsa brasileira e no after hours da bolsa de NY. Depois de caírem 4,54% no horário regular, as ações preferenciais classe A da Vale (VALE5) subiram 0,18% no after market brasileiro, encerrando as operações do pregão estendido a R$ 37,85.
ADRs respondem
A primeira impressão positiva do balanço também é confirmada pela trajetória dos ADRs (American Depositary Receipts) da Vale negociados na NYSE (New York Stock Exchange). Embora tenham despencado 6,23% no horário regular, os ADRs VALE.P recuperaram 2,28% no after hours da bolsa de Nova York.
| Ativo | % Pregão regular | Preço* | % Afters |
| VALE5 | -4,54% | R$ 37,85 | +0,18% |
| VALE3 | -4,34% | R$ 42,71 | +0,11% |
| VALE.P (ADR-PNA) | -6,23% | US$ 21,39 | +2,28% |
| VALE (ADR-ON) | -6,31% | US$ 24,22 | -0,45% |
Resultados
O lucro líquido da mineradora totalizou R$ 3,003 bilhões no terceiro trimestre deste ano, retração de 61,3% se comparado aos R$ 7,753 bilhões verificados no mesmo período do ano passado. Em comparação com o segundo trimestre, o lucro aponta aumento de 104%.
O lucro por ação da mineradora no terceiro trimestre ficou em R$ 0,58, abaixo dos R$ 1,47 vistos no terceiro trimestre do ano passado.
*Preço do gráfico considera valor do pregão regular