Administração de Bush deverá socorrer rapidamente as automobilísticas, diz CNBC

Influência do presidente sobre o lado republicano no Senado explana iminência; Pelosi e Paulson são a favor do aporte

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SÃO PAULO – Para alivio de Detroit, a administração de George W. Bush poderá agir com iminência no resgate automobilístico, tomando fundos do plano de socorro bancário de US$ 700 bilhões para garantir sobrevivência às montadoras, de acordo com notícia veiculada na rede televisiva norte-americana CNBC.

Autoridades para confirmarem o suposto aporte não faltam, ao passo que tanto o secretário do Tesouro Henry Paulson quanto a líder democrata Nancy Pelosi são partidários de tal intervenção. “Devemos ter que assegurar a nós mesmos que isso será um passo num plano de viabilidade no longo prazo”, afirmou Paulson.

“Acho que os sinais oriundos da Casa Branca são aqueles que não consideram a bancarrota como uma opção às montadoras e os fundos estáveis [montante destinado aos bancos de US$ 700 bilhões] são o único refúgio que elas [automobilísticas] têm”, completou Palosi.

Não pode voltar pra trás

No tocante à liquidez, cabe ressaltar que a situação enfrentada atualmente pela General Motors e Chrysler é mais crítica do que a vivida pela Ford, dado que as duas primeiras companhias necessitam de capital imediato para continuarem suas operações, enquanto a última requer apenas um financiamento de longo prazo junto ao Estado.

Por último e, na batalha entre republicanos e democratas no Senado, a vitória no primeiro round foi do lado da situação, ao reprovarem o resgate. No entanto, aparentemente o socorro automobilístico é só uma questão de tempo, ao passo que, conforme análise do senador democrata de Michigan Carl Levin, estado cuja capital é Detroit, o presidente Bush tomou posição a favor do aporte na Casa dos Representantes e, com isso, “ele provavelmente não voltará para trás no acordo”.