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SÃO PAULO – Com o adiamento do prazo para as distribuidoras apresentarem garantia para o uso de térmicas no mês de janeiro, as ações das companhias de energia elétrica vêm registrando uma alta expressiva na bolsa, sendo elas distribuidoras ou transmissoras de energia. A garantia chegaria a R$ 1,56 bilhão.
Às 12h38 (horário de Brasília), as ações da Cemig (CMIG4, R$ 23,68, +2,07%) vêm registrando as maiores alta da sessão do setor dentre os ativos que compõem o Ibovespa, seguidos pelos papéis da Light (LIGT3, R$ 20,21, 2,07%), que chegaram a subir 3,13% na cotação máxima do intraday e pelos ativos ordinários da Eletrobras (ELET3, R$ 6,37, +1,43%). Fora do índice, o destaque fica ainda com os papéis da MPX Energia (MPXE3, R$ 10,32, +2,18%), AES Tietê (GETI4, R$ 20,63, +1,78%) e as units da Taesa (TAEE11, R$ 23,17, +1,62%). No mesmo horário, o Ibovespa registrava queda de 0,59%, a 56.285 pontos.
O governo divulgou na noite da última segunda-feira um comunicado, adiando para o dia 7 de março o prazo para as distribuidoras de energia apresentarem uma garantia bilionária ao uso das térmicas para o mês de janeiro.
Desde 2012, as distribuidoras anunciam que não conseguirão arcar sozinhas com o uso das termelétricas, que são mais caras e poluentes. O Tesouro Nacional, de acordo com informações da agência de notícias Reuters, poderá cobrir entre 80% e 100% do impacto financeiro do custo adicional de energia das termelétricas. “A notícia, positiva para as distribuidoras, gerou impacto positivo para todo o setor”, avalia o analista da Amaril Franklin, Eduardo Machado.
As geradoras termelétricas são ativadas quando há pouca água nos reservatórios das hidrelétricas sendo que, ao final de cada mês, as distribuidoras pagam pelo uso das térmicas. Este gasto só é percebido uma vez por ano pelo consumidor, quando a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) ajusta as tarifas. Assim, o repasse dos custos se dá defasadamente o que, segundo as empresas, impacta o caixa.