Acordou? MMX e LLX disparam mais de 8%; bancos “gringos” lideram compras

Papéis da MMX subiram 15%, após completarem 11 pregões seguidos de queda na véspera; ambas empresas ainda acumulam fortes perdas no ano
Igarape, 04 de novembro de 2011Imagens das minas de minerio de ferro Tico Tico e Ipe, da empresa MMX, no complexo Serra Azul.Foto: Bruno Magalhaes / Nitro
Igarape, 04 de novembro de 2011Imagens das minas de minerio de ferro Tico Tico e Ipe, da empresa MMX, no complexo Serra Azul.Foto: Bruno Magalhaes / Nitro

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SÃO PAULO – Em meio ao clima de euforia na Bovespa nesta terça-feira (18) – com o Ibovespa apresentando seu 2º melhor pregão do ano ao subir 2,29% -, duas empresas que andavam meio “esquecidas” no mercado acionário voltaram a ganhar destaque: a MMX Mineração (MMXM3) e a Prumo Logística, antiga LLX (LLXL3). As duas companhias tiveram forte valorização nesta sessão, tendo entre os maiores compradores bancos estrangeiros, sinalizando a movimentação de algum grande investidor no papel.

A MMX Mineração terminou o dia com alta de 14,96%, a R$ 2,69, interrompendo uma sequência de 11 pregões em queda – que resultaram em perdas de 35,95%. Analisando o livro de ofertas das ações da empresa, o Morgan Stanley aparece com o maior saldo positivo dentre as corretoras do mercado, tendo intermediado a compra de 424.300 ações a mais do que vendeu.

Já a Prumo subiu 7,79% e fechou a R$ 0,83. No caso dela, dois bancos se destacaram positivamente entre os compradores: o Credit Suisse e o Santander, com saldo positivo de 1.326.400 e 297.700 ações LLXL3, respectivamente.

É importante destacar que o fato de um grande investidor estar comprando mais ações do que vendendo não significa que ele está montando posição no papel; ele pode simplesmente estar zerando uma posição vendida – ou seja, ele alugou uma ação da MMX ou LLX, vendeu-a no mercado e agora está comprando-a para entregar ao locatário.

Procurado pelo InfoMoney, o departamento de RI das duas empresas não foram localizados para explicar a disparada dos papéis.

Passado negro
Desde 2013, as duas empresas, juntamente com todo o “império X”, de Eike Batista, amargaram duras perdas na Bolsa, em meio ao fracasso operacional das principais companhias do grupo, fazendo com que o endividamento da holding EBX fugisse do controle.

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Olhando apenas para MMX e LLX, as ações das duas empresas acumularam queda anual de 84,3% e 46,4%, nesta ordem. Neste ano, embora o noticiário envolvendo estas duas empresas tenha ficado bem mais tranquilo, a ação MMXM3 ainda recua 35,6%, enquanto LLXL3 marca queda de 23,1%.


Idealizador e apresentador do canal Stock Pickers