Acordo com FMI tranquiliza mercado e dólar fecha com forte baixa de 3,48%

O FMI liberará para o Brasil U$ 6 bilhões neste ano, em dois saques de US$ 3 bilhões em setembro e novembro

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SÃO PAULO – O mercado ficou bastante aliviado com o anúncio, na noite desta quarta-feira, de que o governo brasileiro fechou o aguardado acordo com o FMI, e vê agora o problema de escassez de dólares do mercado cambial com fortes perspectivas de melhora. Dessa forma, o dólar fechou esta quinta-feira com forte baixa de 3,48% frente o último fechamento.

O ministro da fazenda, Pedro Malan, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, e o ministro do orçamento, planejamento e gestão, Guilherme Dias, realizaram nesta quinta-feira uma entrevista coletiva em que foi discutido com detalhes o novo programa de ajuda financeira fechado com o FMI.

FMI liberará US$ 6 bilhões este ano

Na entrevista, foi anunciado que serão liberados para o Brasil US$ 30 bilhões, e que o acordo segue o formato de “stand by”, no qual o dinheiro sai de três em três meses, se o Brasil cumprir as metas. Serão disponibilizados este ano para o Brasil US$ 6 bilhões, dos quais o governo brasileiro poderá sacar US$ 3 bilhões no início de setembro, e US$ 3 bilhões após a primeira revisão do acordo, que acontece em novembro.

Fraga anunciou na entrevista que o Banco Central deixará de ofertar diariamente os US$ 50 milhões no mercado a vista, mas afirmou que o objetivo da autoridade monetária de fornecer liquidez ao mercado cambial continua sendo uma prioridade. Além disto, Fraga ainda comunicou que, sempre que o total ofertado pelo Banco Central ao mercado cambial alcançar ou ultrapassar US$ 3 bilhões num período de 30 dias, será feita uma avaliação da situação cambial com o FMI.

Além disto, foi confirmada a permissão pelo FMI de uma redução do nível de reservas internacionais em US$ 10 bilhões, fixando o mesmo em US$ 5 bilhões, assim que a medida for aprovada pelo Comitê Executivo do órgão multilateral. Tal redução dá uma margem de manobra muito maior para que o Banco Central possa aplicar suas políticas de intervenção no mercado de câmbio.

Mercado espera que cotação caia para R$ 2,80

Dessa forma o mercado está operando com expectativa de que, com maior liquidez no mercado cambial, a cotação da moeda norte-americana caia para o patamar dos R$ 2,80, o que já pressiona a cotação da do dólar. Nesse contexto o risco Brasil caiu para os 1.765 pontos no meio da tarde.

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Finalmente, circulam boatos no mercado de que o Banco Central teria ofertado nesta quinta-feira US$ 50 milhões em leilão de linha externa, mas a operação não foi confirmada pela autoridade monetária.

Dólar cai 3,48% e fecha cotado a R$ 2,915

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9040 na compra e R$ 2,9150
na venda, forte baixa de 3,48% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,8920, representando um deságio de 0,41%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 16,12% em agosto, frente
a alta de 23,27% registrada no mês passado.

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No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 25,92%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.909,
forte baixa de 1,92% em relação ao fechamento
de R$ 2.966
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em forte baixa de 1,88%,
atingindo R$ 2.877 frente
a R$ 2.932 do fechamento de

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ontem.

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