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SÃO PAULO – Acompanhando a tendência no mercado internacional, o dólar comercial encerrou a sessão desta quinta-feira em forte alta, com os investidores atentos ao depoimento de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, à CPMI do Mensalão.
Pela manhã, no entanto, a moeda chegou a operar em queda, com os investidores revendo suas posições após a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de manter a taxa Selic estável pelo terceiro mês consecutivo.
Embora a decisão já fosse amplamente esperada, a parcela do mercado que acreditava na queda dos juros ainda em agosto ganhou força nos últimos dias, em função das indicações positivas do cenário econômico.
Inflação sob controle
Pela manhã, foram divulgados o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) e o IPC – Fipe (Índice Preços ao Consumidor-Fipe), sendo que ambos mostraram a tendência de desaceleração dos preços no mercado doméstico.
Mesmo com a inflação aparentemente sob controle no cenário interno e a aceleração maior do que a esperada nos preços nos Estados Unidos, o dólar manteve a trajetória de ganhos diante do real, verificada nas últimas sessões.
Dólar fecha em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3790 na compra e R$ 2,3820
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na venda, forte alta de 1,19% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,6230, representando um ágio de 10,26%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 0,13% em agosto, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 10,21%.
Dólar futuro na BM&F
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.394,
forte alta de 1,18% em relação ao fechamento
de R$ 2.366
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em alta de 1,25%,
atingindo R$ 2.423 frente
à R$ 2.393 do fechamento de
ontem.
Curva de FRA de cupom cambial
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O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,68% para outubro de 2005, com alta de 0,03 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,83%, com baixa de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.