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SÃO PAULO – Acompanhando o cenário externo, o dólar comercial fechou em alta nesta quinta-feira. A sessão também foi marcada pelas reações dos investidores a mais um aumento da taxa Selic em 0,5 ponto percentual.
Vale destacar que o Banco Central esteve ausente pela quarta sessão consecutiva esta semana, o que pode sinalizar para uma desaceleração no ritmo de intervenções.
Dólar sobe no mercado de câmbio internacional
Os investidores estrangeiros estiveram atentos às declarações de um oficial do Federal Reserve, William Poole, que disse que o banco pode apertar sua política monetária para conter as pressões inflacionárias no país.
Outros membros do Fed também já vêm dando declarações nesse sentido, sinalizando que o banco pode mesmo estar tentado a abandonar o gradualismo e acelerar o ritmo de elevações nos Fed Funds nas próximas reuniões.
Além disso, existem especulações de que as autoridades monetárias européias buscam alternativas para conter desvalorização do dólar frente ao euro. Os rumores surgiram após a negativa do presidente do banco central japonês.
BC novamente fica de fora
No cenário doméstico, o Banco Central não atuou pela quarta sessão consecutiva. A sessão da última segunda-feira foi a primeira em que o banco não atuou desde a retomada das intervenções, no dia 6 de dezembro, excluindo-se as sessões de formação da Ptax.
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De acordo com analistas, as duas sessões de ausência do BC podem dizer muito sobre o ritmo das futuras intervenções no mercado de câmbio, que deve ser reduzido de agora em diante.
O BC divulgou ontem que desde a retomada dos leilões de compra no mercado de câmbio, o banco já adquiriu US$ 3,8 bilhões, sendo US$ 1,1 bilhão somente entre os dias 2 e 12 de janeiro. Vale lembrar que venceram nesta quinta-feira cerca de US$ 1,302 bilhão em títulos da dívida atrelados ao câmbio.
Copom eleva Selic para 18,25% ao ano
O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu, ontem, elevar a taxa Selic em 50 pontos base para 18,25% ao ano, maior taxa em 15 meses. A elevação foi a quinta consecutiva e foi alvo de diversas críticas do setor produtivo, tanto de empresários quanto de sindicatos.
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O aperto na política monetária, que vem ocorrendo desde setembro, já aumentou a dívida em mais de R$ 10 bilhões. O perfil da dívida, no entanto, vem melhorando, com redução da parcela atrelada ao câmbio, o que diminui a vulnerabilidade do país às crises internacionais.
Dólar fecha em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,7170 na compra e R$ 2,7180
na venda, alta de 0,33% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,0030, representando um ágio de 10,53%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 2,45% em janeiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,45%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro
encerrou o dia cotado a R$ 2.728,
alta de 0,22% em relação ao fechamento
de R$ 2.722
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, fechou em alta de 0,40%,
atingindo R$ 2.762 frente
à R$ 2.751 do fechamento de
ontem.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,45% para março de 2005, com queda de 0,11 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior. Já o contrato referente janeiro de 2006, encerrou a 3,35%, queda de 0,08 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.