Destaques da Bolsa

Ações vão de queda de 9% a alta de 8% após balanços; Embraer é a campeã isolada do Ibovespa na semana

Confira os destaques da Bovespa nesta sexta-feira (4)

SÃO PAULO – O Ibovespa teve mais uma sessão de forte volatilidade. Após chegar a subir 1,54% na máxima do dia, o índice perdeu força na reta final, com a virada para queda das ações da Petrobras, pressionadas pela desvalorização dos preços do petróleo. Investidores também adotaram tom de cautela hoje à espera das eleições nos Estados Unidos. 

Entre as maiores altas do Ibovespa figuraram as ações da CCR e Pão de Açúcar, com ganhos acima de 3%, em reação ao balanço do 3° trimestre e possibilidade de venda de controle da Via Varejo pelo Grupo Pão de Açúcar, respectivamente. Do outro lado, os papéis da Rumo, JBS e Usiminas caíram mais de 3%. 

Na semana, apenas 3 das 58 ações do índice encerraram em alta: Embraer, Itaúsa e Santander, com valorizações de 7,98%, 1,76% e 0,39%, respectivamente. Do outro lado, as maiores quedas ficaram com Usiminas (-16,20%), Petrobras PN (-11,61%) e Rumo (-10,95%).

Confira abaixo os principais destaques de ações desta sexta-feira:

Petrobras (PETR3, R$ 17,33, +0,93%; PETR4, R$ 16,38, +1,61%)
O dia foi de forte volatilidade para a Petrobras, acompanhando a turbulência dos preços do petróleo em meio à notícias sobre a Opep. O contrato do petróleo Brent caiu 1,6%, a US$ 45,61 o barril, enquanto o WTI recuou 1,3%, a US$ 44,07 o barril. 

Ainda no noticiário da estatal, destaque para matéria da Folha de S. Paulo que informa que a companhia está perto de concluir com o governo a renegociação de um contrato assinado em 2010 que garantiu à petroleira o direito de explorar 5 bilhões de barris de petróleo na área do pré-sal.

As duas partes já chegaram a um entendimento de que a estatal poderá receber do governo entre US$ 18 bilhões e US$ 20 bilhões (o equivalente a cerca de R$ 65 bilhões), como compensação pela queda do preço do petróleo desde a assinatura do contrato. Os valores representam 16% da dívida da petroleira e seriam suficientes para quitar os débitos de curto prazo, que alcançaram R$ 36 bilhões no fim do segundo trimestre. Em esclarecimento, a companhia disse que o processo de revisão do contrato com União das áreas do pré-sal da chamada cessão onerosa ainda está em andamento. Segundo fato relevante, os valores do contrato da cessão onerosa deverão ser pactuados a partir de laudos de certificadores independentes, o que ainda não foi finalizado. Portanto, ainda não há definições sobre ressarcimentos, destacou a companhia.

Em outro comunicado, a estatal informou que as negociações com a empresa mexicana Alpek para a venda de sua participação na Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica Suape) e na Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe) encontram-se em estágio avançado. 

 A estatal anunciou em julho que estava em negociação com a Alpek. Uma fonte com conhecimento direto do assunto disse à Reuters, na época, que a oferta da companhia mexicana poderia chegar a 700 milhões de dólares. 

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“Após atendidas as etapas previstas na sistemática de desinvestimento da Petrobras, os termos e condições finais da operação serão submetidos à deliberação dos órgãos estatutários da companhia e, caso aprovados, serão tempestivamente divulgados ao mercado”, acrescentou a empresa.

Por fim, o BTG Pactual elevou o preço-alvo para os ADRs PBR da companhia de US$ 9,50 para US$ 12,00, em meio aos recentes eventos que agregaram valor aos papéis, como o plano estratégico e a política de preços. A recomendação segue de compra para os ativos. 

Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 59,88, +3,46%) e Via Varejo (VVAR11, R$ 9,09, +2,25%)
As ações do Pão de Açúcar e da Via Varejo tiveram um dia de forte alta, mas em menor intensidade frente às máximas de 6,77% e 9%, respectivamente, registradas no início da sessão, a R$ 61,80 e R$ 9,69. O rali ocorreu após o conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar ter autorizado sua diretoria a avaliar alternativas estratégicas envolvendo o investimento na Via Varejo. A iniciativa, diz a ata da reunião, está alinhada com a estratégia de continuar “priorizando o desenvolvimento do negócio alimentar, principal atividade da CBD“.

Uma das alternativas é a venda da empresa, de acordo com os jornais Valor Econômico e O Estado de S. Paulo. Segundo uma fonte, houve sondagem preliminar ao Casino por parte do grupo alemão Steinhoff, interessado na operação, embora as conversas ainda estejam numa fase inicial. A Via Varejo, que atua no mercado de eletroeletrônicos e móveis, com as marcas Casas Bahia e Pontofrio, tem pressionado o GPA. No terceiro trimestre, a varejista teve prejuízo de quase R$ 90 milhões, quase duas vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2015, enquanto a receita ficou praticamente estável.

Segundo o BTG Pactual, o “Pão de Açúcar se livra de um desafio grande, que é integrar o e-commerce (CNova Brasil) com Via Varejo. O desafio é muito difícil, a exemplo do que foi para B2W e outras”, afirmam os analistas, que já previam reação positiva dos papéis neste pregão. 

Vale e siderúrgicas
As ações de Vale (VALE3, R$ 21,61, -1,59%; VALE5, R$ 20,50, +0,24%) e siderúrgicas tiveram dia de forte volatilidade, em uma sessão de baixa de 0,70% para o minério de ferro Qingdao, que fechou cotado a US$ 65,00 a tonelada. 

No radar da mineradora, o maior rali dos preços do minério de ferro em anos está dando uma oportunidade de pausa para ela, que avalia venda de ativos. Com os desinvestimentos ainda representando o melhor caminho para uma rápida redução de dívida, a alta de 50% nos preços de minério de ferro faz a empresa “progredir com um pouco mais de cautela” na venda de alguns de seus melhores ativos, disse Luciano Siani, diretor de finanças e relações com investidores da Vale, em entrevista concedida no escritório da Bloomberg no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira.  De acordo com ele, a mineradora busca reduzir a dívida de US$ 26 bilhões no fim do último trimestre para até US$ 15 bilhões no fim do próximo ano. “Não gostaríamos de estar em uma situação em que você faz qualquer coisa para chegar a um determinado ponto”, disse Siani.

Ainda no radar da mineradora, a Vale teve recomendação iniciada com underperform pela corretora francesa Exane e preço-alvo do ADR de US$ 5,40. 

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As siderúrgicas fecharam entre perdas e ganhos, com CSN (CSNA3, R$ 9,66, -0,62%), Usiminas (USIM5, R$ 3,88, -3,00%), Gerdau (GGBR4, R$ 10,40, +2,36%). 

Totvs (TOTS3, R$ 25,80, -7,19%)
As ações da Totvs despencaram na Bolsa em meio ao balanço negativo do terceiro trimestre, chegando a uma queda de até 8,85%, a R$ 25,34
. O JPMorgan rebaixou, após a divulgação dos números, a recomendação de “overweight” (desempenho acima da média) para neutra, com preço-alvo de R$ 27,50. 

Segundo o Santander, o resultado da companhia foi fraco, com um recorde de baixa de venda de licenças  e um Ebitda 23% abaixo do esperado. O Bradesco BBI ressaltou que os resultados foram “decepcionantes mais uma vez, principalmente pela fraca receita”. “Apesar da economia lenta e da mudança de modelo, acreditamos que a concorrência também tem sido um problema para a Totvs”.

A empresa registrou um lucro líquido de R$ 37,990 milhões no terceiro trimestre deste ano, uma retração de 50,7% em comparação ao desempenho do mesmo período do ano passado. A companhia reportou também um lucro líquido ajustado, que somou R$ 44,846 milhões no terceiro trimestre, o que representou uma diminuição de 43,1% em relação a igual intervalo de 2015.

Segundo a empresa, o lucro líquido ajustado foi beneficiado por ganhos de R$ 11,366 milhões com provisões adicionais para créditos de liquidação duvidosa e pelo incremento de R$ 1,568 milhão de ajustes no custo médio dos estoques, mas prejudicado por despesas adicionais de R$ 6,078 milhões de ganhos com vendas de controladas. Em relação à retração do resultado líquido reportado e ajustado, a companhia afirma que foi consequência majoritariamente do resultado financeiro negativo, decorrente da mudança na estrutura de capital da companhia, que passou de posição de caixa líquido no terceiro trimestre de 2015 para uma dívida líquida no terceiro trimestre de 2016. Isso ocorreu pelo pagamento de R$ 473,585 milhões na reorganização societária com a Bematech e do resultado positivo da venda da participação minoritária na ZeroPaper.

O Ebitda atingiu R$ 76,096 milhões entre julho e setembro, uma retração de 33,4%, enquanto a margem Ebitda retraiu-se 5,6 ponto porcentual, para 14,2%. O Ebitda ajustado, por sua vez, somou R$ 86,484 milhões, uma queda de 26,1%, com uma retração de 4,2 pontos porcentuais da margem, que recuou para 16,1%. A empresa ressaltou que a redução do Ebitda ajustado na comparação ano contra ano se deu principalmente pela redução da receita de taxas de licenciamento; e pela redução do resultado de serviços e hardware. A receita líquida total atingiu R$ 537,4 milhões no terceiro trimestre, uma diminuição de 6,9% em comparação ao mesmo período do ano passado.

CCR (CCRO3, R$ 16,75, +3,65%)
Por outro lado, as ações da CCR sobem forte após o balanço; os papéis chegaram a subir 5,51%. A operadora de concessões de infraestrutura informou que teve lucro líquido de R$ 1,15 bilhão no terceiro trimestre, um salto de 366% sobre um ano antes, após a receita extraordinária oriunda da conclusão da venda da STP, que opera o serviço de pagamento de pedágios Sem Parar. Em termos recorrentes, porém, o lucro da CCR no período caiu 1,7% na comparação anual, para R$ 268 milhões, refletindo a queda de 1,5% no tráfego das rodovias administradas pelo grupo.

“Considerando os números de tráfego do período, ainda não dá pra dizer que há sinais de recuperação da economia”, disse à Reuters o diretor financeiro e de relações com investidores da CCR, Arthur Piotto Filho. “Nossa expectativa é de que pelo menos não deve piorar mais”.

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O resultado operacional da companhia medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) em termos ajustados e recorrentes foi de R$ 1,04 bilhão, aumento de 3,2% ano a ano. A margem Ebitda nessa comparação subiu 0,8 ponto percentual.

A CCR anunciou em março a venda de sua fatia de 34% do capital da STP por R$ 1,4 bilhão para uma controlada da norte-americana FleetCor Technologies. Na época, a CCR afirmou que a operação lhe permitiria reduzir a alavancagem e ampliar sua capacidade de investimentos.

O Itaú BBA destaca reação positiva, apontando que a  venda da STP contribuiu para a desalavancagem da empresa; lucro líquido cresceu “apesar do custo mais alto da dívida”. No lado negativo, “observamos o declínio no tráfego”, apontam os analistas.

Eletropaulo (ELPL4, R$ 9,51, +1,82%)
Após abrir em queda, a AES Eletropaulo viu suas ações em alta após o resultado. A companhia teve prejuízo líquido de R$ 32,5 milhões no terceiro trimestre, ante resultado também negativo de R$ 5,2 milhões em igual período de 2015. O Ebitda somou R$ 134,4 milhões, queda de 47,8% ante mesma etapa do ano passado.

Segundo a companhia, a queda deveu-se principalmente à retração do mercado e ao aumento de custos adicionais com o programa de recuperação dos indicadores de qualidade. “O resultado neste trimestre ainda reflete os desafios que o país enfrenta desde 2015”, afirmou a companhia no relatório. A empresa fechou setembro com um nível de endividamento líquido equivalente a 2,94 vezes o Ebitda Ajustado, ante 3,43 vezes no terceiro trimestre de 2015. 

Segundo o Credit Suisse, os números vieram mais uma vez bem fracos, mas em linha com o esperado. “O nível de alavancagem preocupa e fica mais preocupante quando olhamos para o fraco balanço com perspectiva operacional difícil”, afirmam os analistas. 

Multiplus (MPLU3, R$ 39,08, -4,68%)
A Multiplus viu suas ações caírem em meio aos resultados e ao corte de recomendação do Credit. A  empresa de programa de fidelidade controlada pela Latam teve lucro líquido de R$ 134,1 milhões no 3° trimestre, um ganho 7,4% menor que o apurado em igual período de 2015. A média das estimativa dos analistas consultados pela Bloomberg era de R$ 132,2 milhões. Na mesma base de comparação, a receita líquida recuou 7,5%, para R$ 542,2 milhões.

Os pontos emitidos pela companhia no período aumentaram 4,1%, para 21,9 bilhões, resultado alimentado pelo crescimento anual de 5,1% em volume de pontos acumulados. Já os resgates caíram 11%, para 17,2 bilhões, dado a uma redução de 11,7% na retirada de passagens aéreas quando comparado com o mesmo período de 2015.  

A Multiplus ainda teve a recomendação rebaixada pelo Credit Suisse de neutro para underperform, com preço-alvo de R$ 38,00 por ação. 

Ser (SEER3, R$ 21,20, +3,67%)
A Ser Educacional viu suas ações em alta após o lucro dobrar no terceiro trimestre, para R$ 48,6 milhões. Já a receita líquida da companhia cresceu 13,3%, para R$ 273,3 milhões, em meio a uma alta de 5,2% no volume de alunos e pelo aumento no número de matriculados em cursos das áreas de saúde, engenharia e direito, que têm mensalidade maior. A receita líquida da companhia cresceu 13,3%, somando R$ 273,3 milhões.

O Ebitda teve alta de 32,5%, para R$ 81,4 milhões, enquanto a margem Ebitda aumentou 4,3 pontos percentuais, para 29,8%.

CVC (CVCB3, R$ 24,30, +1,76%)
A CVC registrou uma alta de 27,1% no lucro líquido, somando R$ 56,7 milhões. A receita líquida do grupo CVC totalizou de R$ 276,3 milhões, crescimento de 2,8% frente um ano antes. Segundo o BTG, o resultado foi forte e a empresa segue top pick do setor. 

Sonae Sierra (SSBR3, R$ 18,40, +0,05%)
A ação da Sonae Sierra fechou praticamente estável. A companhia reportou que o lucro líquido atribuível aos proprietários da controladora totalizou R$ 16,3 milhões no terceiro trimestre. Já o resultado financeiro líquido consolidado se traduziu numa despesa financeira líquida de R$ 15,3 milhões, um aumento de 13,3% frente ao terceiro trimestre de 2015. 

A receita líquida totalizou R$ 83,4 milhões no período, praticamente em linha com o o mesmo período de 2015. Nos nove primeiros meses de 2016 a receita líquida consolidada registrou crescimento de 1,9%, atingindo R$ 249,2 milhões.

Restoque (LLIS3, R$ 3,89, +4,29%)
O dia foi de volatilidade para as ações da Restoque; as ações passaram de queda forte para alta de 4%. A varejista registrar prejuízo líquido de R$ 8,829 milhões no terceiro trimestre de 2016, queda de 61,1% em relação ao prejuízo líquido do mesmo trimestre do ano passado, de R$ 22,712 milhões. O resultado é o atribuído aos sócios da empresa controladora. A receita líquida ficou praticamente estável no terceiro trimestre de 2016, totalizando R$ 282,3 milhões. 

ABC (ABCB4, R$ 14,92, +0,27%)
A ação do ABC Brasil registrou leve alta após o balanço. 
O lucro líquido do banco atingiu R$ 102,8 milhões no terceiro trimestre de 2016, crescimento de 7,2% em relação aos R$ 95,9 milhões do mesmo período de 2015 e queda de 1,3% em relação aos R$ 104,1 milhões do trimestre anterior. O ROAE (Retorno Anualizado Sobre o Patrimônio Líquido) recorrente atingiu 15,0% ao ano no terceiro trimestre de 2016, redução de 0,7 ponto percentual em relação aos 15,7% a.a. do trimestre anterior e de 1,2 p.p. em relação aos 16,2% a.a. do mesmo período de 2015.

MMX Mineração (MMXM3, R$ 7,50, -50,00%)
As ações da MMX Mineração teve pregão de correção, após disparada de 362% nos cinco pregões anteriores. O volume financeiro movimentado com a ação segue forte em R$ 4,7 milhões neste momento, contra média diária de R$ 1,9 milhão nos últimos 21 pregões. Vale lembrar que ontem o giro ficou em R$ 15,8 milhões. 

Na semana passada, a empresa anunciou que a MMX Sudeste deu um passo importante para avançar em seu plano de recuperação judicial. A empresa oficializou a venda de duas minas de minério de ferro. O valor total estimado é de R$ 207 milhões, dos quais R$ 70 milhões serão pagos à vista.  

Tectoy (TOYB4, R$ 6,00, +15,38%)
As ações da Tectoy seguiram em disparada na Bolsa e atingiram na máxima deste pregão alta de 106%, a R$ 10,79. Em 4 pregões, os papéis da small cap já saltaram 145%, com forte volume financeiro, que atingiu hoje R$ 1,77 milhão, contra média diária de R$ 78,8 mil dos últimos 21 pregões.
O rali ocorre após a Tectoy ter anunciado, na segunda-feira passada, a volta do Mega Drive, o primeiro videogame de 16 bits, que trouxe para o mercado uma melhoria nos gráficos de jogos de console. Ele será relançado no Brasil em junho de 2017. A pré-venda do relançamento foi aberta na segunda-feira no site da Tectoy por R$ 400. O site informa que o preço é promocional e limitado e que, a partir do lançamento do console em 2017, ele será reajustado para R$ 450. 

Sucesso na década de 1990, o produto retorna em edição limitada com o clássico controle de três botões e o mesmo design do original, incluindo a entrada para cartuchos e 22 jogos na memória. “O novo Mega Drive vem com uma série de jogos clássicos da plataforma e vai fazer uma viagem no tempo com os jogadores, passando por alguns dos maiores clássicos da geração 16 bits”, conta Tomás Diettrich, CEO da empresa. Confira mais clicando aqui.