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Ibovespa Futuro cai com correção em meio a novos dados da China; dólar fica estável

Mercado deve ter um dia de realização em meio à inflação da China, que veio acima do esperado por economistas 

Ações gráfico
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa Futuro abre em queda nesta terça-feira (10) com uma correção nas bolsas internacionais após a sequência recente de altas. No radar, a China divulgou dados de inflação, que foram maiores que o esperado. 

Às 09h05 (horário de Brasília) contrato futuro do Ibovespa para outubro caía 0,41% a 103.395 pontos, enquanto o dólar futuro com o mesmo vencimento ficava estável a R$ 4,1005. 

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 fica estável a 5,35%, ao passo que o DI para janeiro de 2023 mantém-se a 6,44%. 

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) chinês sofreu contração de 0,8% em agosto ante o mesmo mês do ano passado, recuo ligeiramente menor do que os 0,9% projetados por analistas. Na comparação mensal, o PPI caiu 0,1% em relação a julho.

Já o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China subiu 2,8% em agosto na comparação anual, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês).

A leitura superou as expectativas de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam alta de 2,6%. Com o resultado, a inflação no país asiático se aproxima da meta de cerca de 3% do governo chinês. Em relação a julho, o CPI registrou ganho de 0,7% em agosto.

Os principais impulsionadores dos preços na China foram as carnes - em especial, a carne de porco, que teve valorização de 46,7% na comparação anual, devido a uma escassez do produto. Os preços gerais de carnes, incluindo suína, bovina e ovina, tiveram alta de quase 31% em relação a agosto de 2018.

Noticiário Político

Na política, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), desistiu de tentar votar esta semana a PEC que trata da reforma da Previdência. Segundo Alcolumbre, a votação em primeiro turno da reforma deverá ficar para a próxima semana. “Como não há consenso em relação a gente tentar antecipar esse calendário, eu vou seguir o que está comprometido que é o acordo com os senadores, [de votar] na outra semana, para cumprir as cinco sessões.”

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Semana passada, após a aprovação do relatório da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o presidente da Casa manifestou a vontade de firmar um acordo entre os líderes para votar o texto em primeiro turno sem o cumprimento do prazo mínimo de cinco sessões de discussão. Entretanto a oposição não se mostrou disposta a fechar acordo para acelerar a votação da reforma da Previdência.

“A sinalização que há é que alguns líderes estão insistindo que a gente cumpra um calendário. Eu fiz acordo com os líderes para um calendário de debates. Amanhã é a sessão temática no plenário do Senado. Há esse sentimento de a gente cumprir esse calendário”, acrescentou Alcolumbre.

Alcolumbre informou ainda que a indicação do novo procurador-geral da República deve ser votada em plenário na semana do dia 22 de setembro. Como o mandato da atual procuradora-geral Raquel Dodge termina no dia 17 deste mês, o cargo deverá ser ocupado interinamente por um substituto.

Noticiário Corporativo

As agências de rating concederam ontem suas notas para a emissão no exterior anunciada pela Petrobras. Fitch e S&P deram o rating "BB-" para a operação, enquanto a Moody's deu a classificação Ba2. A emissão está condicionada a uma oferta de troca de títulos por novos, com vencimento em janeiro de 2030, que oferecerão rendimento igual aos títulos do tesouro dos EUA. Os títulos que podem ser trocados têm vencimento entre 2023 e 2029.

O banco estatal Banrisul informou em fato relevante a realização de uma oferta pública de distribuição secundária de 96.323.426 ações ordinárias pertencentes ao Governo do Rio Grande do Sul. Com base na cotação de 9 de setembro, de R$ 23,18 por ação, o montante da oferta poderia atingir R$ 2,232 bilhões. O preço, porém, será fechado dia 17 de setembro.

A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado deve analisar hoje, às 14h30, as emendas do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 79/2016, que modifica a Lei Geral de Telecomunicações (Lei 9.472, de 1997). O texto altera o regime de concessão da telefonia fixa, permitindo que seja feita por autorização à iniciativa privada. Também transfere a infraestrutura de telecomunicações da União para as concessionárias que exploram o serviço desde a privatização do setor em 1998.

 

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