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Ibovespa Futuro sobe 1% após China e EUA marcarem reunião para outubro; dólar cai

Mercado mantém movimento positivo da véspera, quando os investidores se animaram por derrota de Boris Johnson no Brexit, dados fortes da China e aprovação da reforma da Previdência na CCJ do Senado

Painel de ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa Futuro abre em alta nesta quinta-feira (5) após os Estados Unidos e a China marcarem conversas para outubro para tratar da guerra comercial. O encontro ocorrerá em Washington no início do mês.

A notícia contribui para a continuidade do movimento otimista de ontem nos mercados, provocado por chances menores de um Brexit sem acordo, dados positivos da China, falas de dirigentes do Federal Reserve e a aprovação do relatório da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. 

Às 09h06 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para outubro tinha alta de 1,03% a 102.650 pontos, enquanto o dólar futuro para setembro caía 0,34% a R$ 4,0875.

Os contratos futuros de juros, por sua vez, registravam perdas: o DI para janeiro de 2021 recua dois pontos-base a 5,40%, e para janeiro de 2023 registra queda de três pontos-base, a 6,43%.

Mais cedo, saíram nos EUA os dados de emprego do setor privado (ADP Employment). O indicador registrou um aumento de 195 mil vagas no país em agosto. As estimativas do consenso Bloomberg apontavam para um incremento de 148 mil novos empregos. Em julho haviam sido geradas 142 mil vagas. 

No Brasil, enquanto a reforma da Previdência chega ao plenário do Senado, com previsão de conclusão da tramitação até o dia 10 de outubro, a questão do teto dos gastos entra no debate político.

O presidente Jair Bolsonaro defendeu ontem à noite a mudança na regra, que proíbe que as despesas cresçam em um ritmo superior à inflação. O ministro da Economia, Paulo Guedes, é contrário, já que poderia ser interpretada como um afrouxamento fiscal.

Já no Twitter, hoje, às 7h43, Bolsonaro recuou da intenção. “Temos que preservar a Emenda do Teto. Devemos sim, reduzir despesas, combater fraudes e desperdícios. Ceder ao teto é abrir uma rachadura no casco do transatlântico”, escreveu, completando: “O Brasil vai dar certo. Parabéns a nossos ministros pelo apoio às medidas econômicas do Paulo Guedes”.

Noticiário Corporativo

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, acredita que o ritmo de crescimento do crédito deve se manter em dois dígitos "baixos" para as pessoas físicas (crédito pessoal, financiamento imobiliário e para veículos), mas que para pessoa jurídica, sua expectativa é de um crescimento "pífio".

"Não adianta, enquanto não houver demanda, crescimento da economia e mudança no sentimento em relação ao crescimento do País, as empresas não vão tomar crédito", afirmou Lazari, acrescentando que todos estão decepcionados com o ritmo de expansão da atividade econômica este ano, mas que o último trimestre de 2019 pode ser utilizado para entrar em 2020 com crescimento.

A companhia aérea Gol divulgou a prévia operacional do tráfego de agosto, com um aumento de 4,2% na oferta de voos domésticos e de 11,2% na demanda. Segundo a empresa, a taxa de ocupação doméstica foi 83,2%, representando uma elevação de 5,2 pontos porcentuais frente a agosto de agosto de 2018. O volume de decolagens aumentou 7,0% e o total de assentos aumentou 7,6%, em relação ao mesmo mês do ano passado.

A Coluna do Broadcast traz que o BNDES deverá se desfazer de sua participação acionária na JBS por da listagem na bolsa de Nova York que o frigorífico pretende realizar. O banco de fomento conta com uma participação de 21% na JBS, o que representa um valor de R$ 17 bilhões.

A MRV Engenharia, que está em fase final de conversas para adquirir a empresa da área imobiliária americana AHS Residential, deverá desembolsas US$ 235 milhões pelo ativo, segundo o Estadão. RV. A AHS fica na Flórida e foi fundada por Menin em 2012. A AHS tem três projetos em desenvolvimento que somam 650 apartamentos, com a previsão de entrega em 2019, de acordo com informações do site da empresa.

Já a Petrobras deverá elevar a partir de hoje o preço médio da gasolina nas refinarias em R$ 0,0223 por litro e em R$ 0,0525 o diesel, diz a Reuters, citando um relatório da consultoria INTL FCStone, após a petroleira ter publicado os novos valores às distribuidoras. Procurada, a Petrobras não comentou imediatamente sobre o reajuste, acrescenta a Reuters. A companhia costuma divulgar os preços no site, mas antes informa às distribuidoras.

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