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Acionistas avaliam venda da Oi, Petrobras tem decisão favorável em processo de R$ 5,1 bi no Carf e mais notícias

Confira os destaques corporativos desta quarta-feira

Orelhão da Oi
(Wikimedia Commons)

No Radar InfoMoney desta quarta-feira (21) destaque para Petrobras com decisão favorável do Carf em ação de R$ 5,1 bi; à Eletrobras com ministro prevendo capitalização até o final do ano e à Taesa com compra de ativos e obtenção de licença ambiental.

Oi (OIBR3;OIBR4)

Alguns dos principais acionistas da Oi, como fundos de investimento internacionais, já discutem a venda da companhia como um todo e não só de ativos, diz o jornal O Globo citando fontes não identificadas do mercado. Segundo a publicação, as conversas envolvem, sobretudo, qual seria o momento ideal para a venda.

“A companhia está descapitalizada e, se for vendida agora, poderá ser a qualquer preço. Isso é ruim. Esse é o tema central do debate trazido pelos acionistas e pelas consultorias contratadas pela Oi”, diz uma fonte a par das discussões, de acordo com o Globo.

Já o Valor Econômico informa que a Oi também prepara saída do presidente e pretende indicar um diretor de operações, COO na sigla em inglês, com amplos poderes de gestão. Tanto Valor quanto Globo dizem que Rodrigo Abreu, membro do conselho da Oi e ex-presidente da Tim no Brasil, estaria cotado para ocupar
o posto de COO.

Segundo a Folha, a situação da Oi foi discutida pelo ministro de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Marcos Pontes, em audiência com Jair Bolsonaro nesta terça. A publicação traz que o governo é contra intervenção na tele, porque a medida poderia atrapalhar planos de investimentos de outras operadoras internacionais no país.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras informou em comunicado ao mercado que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) proferiu decisão favorável em processo administrativo fiscal que trata da cobrança de CIDE-Importação sobre as remessas ao exterior para pagamento de contratos de afretamento, no ano calendário de 2013, no valor aproximado de R$ 5,1 bilhões.

“A companhia entende que o julgamento não altera a classificação de expectativa de perda possível”, acrescentou a empresa, ressaltando que as informações referentes a esse processo estão apresentadas nas demonstrações financeiras de 2018, no item de processos judiciais não provisionados – de natureza fiscal.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

Depois de mais de quatro horas de deliberação, o plenário da Câmara rejeitou a Medida Provisória 879, que prevê um aporte de R$ 3,5 bilhões na Eletrobras, e a matéria foi arquivada. Já havia um acordo entre as lideranças da Casa para deixar a matéria, que perde sua validade nesta quarta, caducar.

A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), sinalizou a possibilidade na semana passada e disse que o governo já contava com um plano B para o arquivamento da proposta que prevê um aporte bilionário à Eletrobras. De acordo com ela, o Executivo pode enviar ao Congresso um projeto de lei sobre o mesmo tema com um pedido de urgência.

Segundo o site Canal Energia, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, manifestou a um grupo com cerca de 30 executivos ligados a bancos de investimentos o desejo de ver concluído, até o final deste ano, o processo de capitalização da Eletrobrás.

Albuquerque afirmou que o assunto envolverá sete etapas que necessitam de aprovação no Congresso Nacional, “que deverá se debruçar sobre o tema já a partir dos próximos dias”. Algumas das fases estipuladas no cronograma já estão em andamento, completou o ministro.

Telebras (TELB4)

Entre as empresas que devem entrar na lista de privatização do governo, a ser anunciada nesta quarta-feira, pelo ministro Paulo Guedes, está a estatal Telebras, segundo o site Poder 360, que, junto com Eletrobras, formam o pacote de empresas de capital aberto cujo controle o governo pretende deixar de exercer. Outro destaque será os Correios.

As demais 14 empresa, de acordo com o Poder 360, são Emgea, ABGF, Serpro, Dataprev, Casa da Moeda, Ceagesp, Ceasaminas, CBTU, Trensurb, Codesa, EBC, Ceitec, Lotex e Codesp.

Taesa (TAEE11)

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa) informou que o Instituto Ambiental do Paraná emitiu as Licenças de Instalação (LI) referentes às Subestações (SE) de Londrina - 525 kV, Foz do Iguaçu - 525 kV e Guaíra - 525 kV/230 kV, além da linha de transmissão de 525 kV – Sarandi Londrina (Estado do Paraná) da Interligação Elétrica Ivaí S.A. (Ivaí).

“Com a obtenção das referidas licenças, a companhia está autorizada a iniciar as obras dessas instalações”, diz a empresa. O prazo estipulado pela ANEEL para energização da concessão Ivaí é agosto de 2022.

Ivaí é o empreendimento em construção do lote 1, do leilão de transmissão nº 005/2016, realizado em abril de 2017, em que a Taesa participa em parceria com a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista - ISA CTEEP, na proporção igualitária de 50%.

Ivaí encontra-se no Estado do Paraná, com extensão de 600 km de linha (Circuito Duplo) e 3 novas subestações, um investimento de R$ 1,9 bilhão (Capex ANEEL) e RAP de R$ 294,0 milhões (ciclo 2019-2020).

A empresa informou ainda fez a aquisição de 100% da Rialma Transmissora de Energia 1 S.A.. “A consecução do negócio resulta na aquisição de ativo localizado no Estado do Rio Grande do Norte, com interligação a uma das subestações da Taesa – SE Lagoa Nova, da concessão Paraíso Açu Transmissora de Energia S.A. –, permitindo vantagens operacionais na manutenção do novo ativo, e, consequentemente, contribuindo para o plano de crescimento da Companhia e sua consolidação no setor de transmissão brasileiro”, diz a Taesa.

Segundo a empresa, Rialma I compreende a LT Lagoa Nova 11 – Currais Novos 11, tensão de 230 kV, circuito duplo, com extensão de 28 km e RAP de R$ 12,6 milhões (ciclo 2019-2020). Pela Aquisição, a companhia pagará R$ 56,717 milhões, sujeito a ajustes positivos ou negativos decorrentes da variação dos saldos de capital de giro e endividamento líquido entre a data base e a data de fechamento da operação, bem como outros ajustes após o fechamento.

Vivara

A rede de joalherias Vivara pretende ingressar na B3 no dia 22 de outubro, segundo prospecto preliminar da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A intenção da companhia é usar os recursos da oferta na expansão de lojas e fábricas, além do lançamento de marcas e em tecnologia. O faturamento da companhia no ano passado somou R$ 1,1 bilhão.

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JBS (JBSS3)

A JBS não necessita do caixa de uma oferta primária nos Estados Unidos, mas uma listagem no país certamente garantiria competitividade à companhia no longo prazo emitindo dívida mais barata, informou o Itaú BBA, em resumo de uma café da manhã com o CFO da companhia, Guilherme Cavalcanti e investidores.

Entre os demais pontos do encontro, destaque para a intenção da companhia de buscar a redução do custo da dívida e conseguir o investment grade, que seguem sendo prioridade, “embora opções de crescimento via M&A possam ganhar relevância na estratégia de alocação de capital da companhia”.

Vale (VALE3)

A Bloomberg destaca que a derrocada do minério de ferro continua e que a matéria-prima corre o risco de perder todos os ganhos que se seguiram à tragédia de Brumadinho, em 25 de janeiro.

Na China, os futuros em Dalian caíram para o menor nível de fechamento desde final de janeiro, cotados a 589,50 iuanes, equivalentes a US$ 83,44. A cotação reflete um queda de 4,3% nas últimas 24 horas. Já os futuros em Cingapura ampliaram perdas em agosto para 30%.

“Houve um aumento nos embarques de minério de ferro e uma clara redução do aperto de oferta recentemente”, disse o analista da Huatai Futures, Sarah Zhao. As ações da Vale subiram ontem ainda que acumulem baixa de 14% no ano, ante ganho de 13% do Ibovespa.

Para analistas da Sanford C. Bernstein, os ativos da empresa, da BHP e da Rio Tinto mostram um forte nível descontado.

Santander (SANB11), Bradesco (BBDC3;BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Banrisul (BRSR6)

O HSBC elevou a recomendação para as ações do Santander e Bradesco para manutenção. Já Banrisul e Banco do Brasil foram elevados para compra pelo HSBC, informa a Bloomberg.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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