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Com recorde da Petrobras, lucro das estatais é o maior da história no 2º trimestre

Segundo a Economatica e com valores corrigidos pela inflação, Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras tiveram juntas um lucro de R$ 28,6 bilhões

fachada Petrobras
(Agência Petrobras / Stéferson Faria)

SÃO PAULO - As três maiores empresas estatais na Bolsa registraram juntas seu maior lucro trimestral da história entre abril e junho, segundo dados da consultoria Economatica. Pelo levantamento, considerando valores corrigidos pelo IPCA, Petrobras (PETR4), Banco do Brasil (BBAS3) e Eletrobras (ELET6) tiveram um lucro de R$ 28,6 bilhões.

O maior lucro anterior havia sido no terceiro trimestre de 2008, quando as estatais registraram lucro de R$ 14,83 bilhões nominalmente, ou R$ 27,02 bilhões quando ajustado pela inflação.

Por outro lado, o maior prejuízo das três estatais juntas aconteceu no quarto trimestre de 2015, quando registram perdas ajustadas de R$ 51,9 bilhões. Nos últimos 82 trimestres desde janeiro de 1999, este grupo de estatais teve prejuízo em nove oportunidades, sendo oito entre o terceiro trimestre de 2014 e o quarto trimestre de 2017.

Quem mais ajudou neste resultado recorde foi a Petrobras, que com R$ 18,8 bilhões no segundo trimestre teve o maior lucro de uma empresa de capital aberto para um segundo trimestre desde o ano de 1986, quando tem início a base de dados da Economatica.

Confira abaixo o histórico trimestral das estatais (Petrobras, BB e Eletrobras) ajustado pela inflação:

lucros

A consultoria destaca ainda que, na lista dos 20 maiores lucros para um segundo trimestre, considerando valores ajustados pela inflação, aparecem somente quatro empresas: Petrobras (13 vezes), Vale (5 vezes) e Banco do Brasil e Eletrobras em uma oportunidade cada.

Prejuízos
Entre as perdas considerando todas as empresas da Bolsa, com valores ajustados pela inflação, a Vale teve no primeiro semestre o sexto maior prejuízo da série histórica da Economatica.

O pior resultado já registrado entre janeiro e junho foi do Banco do Brasil, que no ano de 1996 teve perdas nominais de R$ 7,78 bilhões, o que, corrigido pelo IPCA, representa R$ 30,6 bilhões de prejuízo.

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