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Ação do Magalu sobe 4% com números positivos, Banco Inter salta 9%: os destaques de balanços da sessão

São Martinho, Cosan, Eletrobras e mais companhias divulgaram resultados entre a noite de ontem e a manhã desta terça, movimentando o mercado

Magazine Luiza
(Divulgação)

SÃO PAULO - A sessão é de ânimo para a bolsa brasileira com o alívio na tensão comercial entre EUA e China depois que os americanos adiaram a sobretaxação sobre diversos produtos do gigante asiático. Assim, o Ibovespa consegue recuperar boas partes das perdas da véspera, quando o índice caiu 2% com o resultado das eleições primárias na Argentina. 

Além das questões geopolíticas que estão movimentando o mercado, os investidores também acompanham de perto a reta final da temporada de resultados do segundo trimestre, com destaque mais uma vez para o Magazine Luiza (MGLU3), que vê seus papéis subirem mais de 4% após apresentar um resultado sólido com o grande fator positivo vindo do crescimento do e-commerce. Banco Inter, mesmo com resultados considerados "mistos", viu seus papéis saltarem cerca de 9%. 

Confira os destaques de resultados na sessão desta terça-feira: 

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 37,85, +3,93%)
A rede varejista Magazine Luiza  encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 386,6 milhões, uma alta de 174,7% ante os R$ 140,7 milhões apresentados um ano antes.  O número inclui os resultados da Netshoes desde a data da conclusão da aquisição, finalizada em 14 de junho. No semestre, a alta foi de 80%, para R$ 518,7 milhões. 

Para melhor comparabilidade com o segundo trimestre do ano passado, o Magazine Luiza fez um cálculo pró-forma que desconsidera não só a aquisição da Netshoes, mas também os efeitos da norma contábil IFRS 16, os créditos tributários e outras provisões e despesas não recorrentes. Sem esses fatores, o lucro líquido teria sido de R$ 108,5 milhões, com queda de 23,9%.

A receita líquida, por sua vez, teve alta de 16,6% em um ano, atingindo R$ 4,308 bilhões no segundo trimestre deste ano. Enquanto isso, as vendas totais do Magalu, incluindo o marketplace, avançou 24,4% no mesmo período, para R$ 5,747 bilhões.

Segundo a empresa, a melhora na vendas foi reflexo do aumento de 56,2% no e-commerce total e 8,7% nas lojas físicas. "Vale destacar a performance das 102 novas lojas, com vendas acima das expectativas, elevando o crescimento total das lojas físicas em 8,4 p.p.", apontou a companhia em release.

A receita total da Luizacred cresceu 51,4% entre abril e junho, a maior taxa de crescimento dos últimos 5 anos, segundo o Magalu. Já a base de Cartões Luiza teve alta de 24,2% em um ano, atingindo 4,6 milhões de cartões. No mesmo período, o faturamento total do Cartão Luiza foi de R$ 6,3 bilhões, avanço de 32,7%.

Conforme destaca o Bradesco BBI, o resultado foi sólido, com forte crescimento em e-commerce (50%), GMV no marketplace com alta de 278% (sem Netshoes), fazendo com que e-commerce represente agora 41% do GMV [volume total de vendas em reais] total da companhia.

Sobre as vendas mesmas lojas, com alta de 0,3%, ficou em linha com as expectativas. “De acordo com a gestão seria mais próximo de 10% excluindo efeito da Copa do Mundo no ano passado”, destacou. A recomendação é outperform, com preço-alvo de R$ 40.

O Itaú BBA considerou positivos os resultados da Magazine Luiza no segundo trimestre, que mostrou tendências similares em relação aos últimos trimestre, de forte expansão na receita, no cana online e lojas físicas, mesmo com as difíceis comparações com o segundo trimestre do ano passado, véspera da Copa do Mundo. Por outro lado, o relatório destaca a queda na rentabilidade, por conta dos investimentos em mix de canais e qualidade de serviço.

"Acreditamos que o Magazine continua muito bem posicionado para capturar o avanço do e-commerce no Brasil e que tem uma execução diferenciada, estratégia excelente junto com inovação e tecnologia", afirma o Credit Suisse. 

Cosan (CSAN3, R$ 51,40, -1,36%)
A Cosan apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 315,1 milhões no segundo trimestre, resultado 11,8 vezes acima do reportado no mesmo período do ano passado. A empresa divulgou um lucro, sem ajustes, de R$ 418,3 milhões, sendo neste critério uma reversão frente ao prejuízo de um ano antes, de R$ 64,3 milhões.

A Cosan teve uma Ebitda ajustado pro-forma de R$ 1,2 bilhão, representando uma alta de 14%. O Ebtida ajustado da Raízen Brasil somou R$ 565 milhões (+5%), com crescimento de 8% no volume de vendas, com destaque para o etanol e diesel.

A receita líquida subiu 31%, para R$ 17,650 bilhões.

Os resultados da Cosan foram considerados neutros pelo Itaú BBA, com Ebitda ajustado 2% abaixo das estimativas da instituição e 5% abaixo do consenso. “O erro em relação às nossas estimativas, no entanto, foi impulsionado por uma redução de 20 milhões de reais no Ebitda reportado pela Comgás na semana passada. Não houve mudança no guidance de Ebitda no segundo trimestre”, destacou o Itaú BBA.

No balanço, os resultados da Raízen Combustíveis foram rigorosamente condizentes com as projeções, mesmo que tenha vindo de uma base fraca resultante da greve de caminhoneiros há um ano. Sobre a Raízen Energia, apesar do Ebitda mais fraco, o desempenho “não deve ter um impacto significativo sobre nossa projeção de EBITDA para 2019”. Já a alavancagem aumentou ligeiramente para 2,1 vezes, ante 2 vezes do primeiro trimestre.

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A XP Research destacou manter a recomendação de compra na Cosan, tendo em vista o momento positivo das várias linhas de negócios da empresa, com destaque para Comgas e Moove no trimestre.

"Embora as instabilidades na Argentina possam aumentar a percepção de risco em relação a nossa tese de investimentos, notamos que a Raízen Argentina representa apenas 5,5% de nosso Ebitda pró-forma e menos de 1% do nosso preço-alvo". Os analistas da XP possuem preço-alvo de R$ 64  por ação para a CSAN3 baseado em uma soma das partes para todas as linhas de negócios.

Banco Inter (BIDI11, R$ 66,37, +8,98%)
O Banco Inter encerrou o lucro líquido do segundo trimestre com alta de 90,9% ante o mesmo período do ano passado, para R$ 32,9 milhões. O retorno sobre o patrimônio líquido ficou em 13,7%, 3,2 pontos porcentuais maior do que no segundo trimestre de 2018.

O patrimônio líquido soma R$ 973,1 milhões, alta de 5,9% sobre o mesmo intervalo do ano passado. Os ativos totais foram a R$ 6,754 bilhões, 45,7% acima do mesmo período do ano passado.

A carteira de crédito ampliada ficou em R$ 3,963 bilhões, 37,2% acima do segundo trimestre do ano passado. 

O banco digital em julho passado uma oferta subsequente de ações (follow-on), 100% primária, na qual captou cerca de R$ 1,2 bilhão. O número de contas atualmente é de cerca de 2,5 milhões, crescimento de 243% em um ano. Destas, 1,1 milhão de contas foram abertas no primeiro semestre deste ano.

O Índice de Basileia, entretanto, caiu para 23,6%, 10,4 p.p. abaixo do mesmo período do ano passado.

Em mensagem da administração que acompanha o informe, o banco pontua que “ao longo dos últimos anos, vimos uma mudança substancial em nosso modelo de negócios. Acreditamos que temos conseguido gerar valor para nossos acionistas a partir de um crescimento exponencial na base de clientes, mas ao mesmo tempo sustentável, uma vez que mantemos a alta qualidade de serviço prestado. Entendemos que tal crescimento tem sido priorizado frente a geração de maior rentabilidade no curto prazo. Porém, com a evolução das receitas de serviços, altamente correlacionadas ao número e maturação da base de clientes, lançamento de novos produtos, somados aos ganhos de escala e eficiência em custos que veremos ao longo dos próximos anos, temos um potencial de entrega de rentabilidades significativamente acima do que temos visto nos últimos trimestres.”

O Morgan Stanley destaca que o retorno sobre o patrimônio líquido foi de 13,7%, ante 5,1% nos primeiros três meses e 10,6% entre abril e junho e ante estimativa de 9,3% do banco americano. A surpresa positiva em relação à estimativa deveu-se ao maior lucro não operacional, já que o banco registrou um ganho extraordinário de capital de R$ 40 milhões com a venda da Inter Seguros para a Wiz. Segundo a administração, isso teve um impacto positivo no resultado de R$ 22 milhões. Excluindo este evento pontual, o lucro líquido teria sido de R $ 11 milhões, queda de 9% no trimestre e de 37% na base anual.  

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Já do lado negativo, o Morgan Stanley aponta que houve maiores provisões para perdas com empréstimos e despesas operacionais, mostrando os desafios operacionais que o banco ainda tem que enfrentar. 

As contas correntes digitais atingiram 2,54 milhões, aumento de 31% no trimestre e 243% no ano. Os clientes ativos da plataforma aberta de investimentos atingiram 244 mil, um aumento de 39% em relação ao ano anterior e de 307% em relação ao ano anterior. 

Rumo (RAIL3, R$ 22,95, +2,14%)
A Rumo reportou lucro de R$ 185 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo um prejuízo de R$ 38 milhões do mesmo período do ano passado.

O Ebitda somou R$ 924 milhões, representando uma queda de 1,9%, com margem de 53,5% (-1 ponto porcentual).

A receita líquida atingiu R$ 1,7 bilhão, uma alta de 3,9% na comparação anual.

Os resultados da Rumo foram considerados neutros pelo Itaú BBA, com o Ebitda em linha com as expectativas. Segundo o documento, a expansão do Ebitda poderia ter sido mais forte, porém a fraca colheita nas Operações do Sul impediu um melhor desempenho.

Segundo análise do Bradesco BBI, a Rumo reportou bons resultados para o período, com os volumes de milho e fertilizante sendo os dois principais destaques para os números melhores no trimestre.

"A empresa está no caminho para entregar o Ebitda do guidance e, para 2020, o cenário permanece desafiador devido a pior colheita nos EUA e a guerra comercial", avalia a equipe do banco, que mantém recomendação outperform com preço-alvo de R$ 27,00.

Yduqs (YDUQ3, R$ 33,78, +0,78%)
A Yduqs, antiga Estácio, teve lucro líquido pro-forma de R$ 201,8 milhões no segundo trimestre de 2019, cifra 14,8% inferior a do mesmo intervalo do ano passado.


O Ebitda somou R$ 288 milhões, também no critério pro-forma, avanço de 5,1%, com margem de 30,1% ante 29,4% de um ano antes.

A receita operacional líquida da companhia recuou 0,7%, para R$ 957,2 milhões.

A Yduqs apresentou um desempenho em linha com as expectativas, avalia o Itaú BBA. A instituição financeira destaca que, pela primeira vez, a empresa de educação divulgou dados operacionais detalhados sobre seu segmento de ensino médio, para o qual projeta um crescimento de assento contratado de 40% até 2024.

“Embora os resultados tenha sido neutros, não excluímos uma reação positiva das ações pelas perspectivas promissoras para o segmento de ensino médio na graduação”, destacaram.

Direcional (DIRR3, R$ 12,54, -2,56%)
A Direcional registrou um lucro líquido de R$ 25,9 milhões no segundo trimestre, revertendo perdas de R$ 3,8 milhões da última linha do balanço no mesmo período do ano passado.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 58,5 milhões, alta de 164%, com margem de ajustada de 15,6% (+7,5 p.p.). A receita líquida somou R$ 374,5 milhões, alta de 38,2%.

O Itaú BBA avalia que a companhia divulgou um resultado sólido, em linha com as estimativas, sustentando o aumento da lucratividade com o desenvolvimento do programa Minha Casa Minha Vida, além da geração de caixa também ter sido robusta. O banco mantém recomendação outperform para os ativos, com preço-alvo de R$ 14,40 por ação ao avaliar que, apesar da boa performance recente, o bom momentum de ganhos deve se estender pelos próximos anos. 

Hermes Pardini (PARD3, R$ 20,50, +1,49%)
O Hermes Pardini apurou lucro líquido, sem IFRS 16, de R$ 43,1 milhões no segundo trimestre, representando uma expansão de 30,1%.

O Ebitda avançou 47,2%, somando R$ 84,6 milhões. A margem, por sua vez, subiu 5,5 pontos porcentuais, a 24,6%;

A receita líquida consolidada atingiu R$ 343,7 milhões, alta de 14,1%.

De acordo com o Bradesco BBI, os principais destaques foram: os preços estáveis no segmento de apoio a laboratórios; ganho de 300 pontos base na margem bruta; e 250 pontos base de diluição nas despesas gerais e administrativas. A melhora no resultado está em linha com o que a empresa vem indicando, mas a equipe de análise do banco chama a atenção para o excesso de capacidade no segmento de laboratórios, que tem potencial de prejudicar os retornos da empresa, caso os competidores adotem um preço mais agressivo para ganhar participação. A recomendação para a ação é neutra. 

Anima (ANIM3, R$ 21,23, -1,99%)
A Anima teve um prejuízo líquido de R$ 6,8 milhões no segundo trimestre deste ano, excluindo os efeitos do IFRS 16, um aumento de 126% ante o prejuízo de R$ 3 milhões reportado um ano antes. Com IFRS 16, o prejuízo avança para R$ 16,9 milhões.

Sem os efeitos do IFRS 16, o Ebitda atingiu R$ 27,6 milhões, incremento de 16,4%, enquanto o Ebitda ajustado reportado foi de R$ 35,6 milhões (15,7%).o

A receita líquida somou R$ 272,6 milhões, uma alta de 5,7%, com um tíquete médio, sem aquisições, de R$ 862, ante R$ 878 de um ano antes.

Houve uma melhora da margem Ebitda de 1,4 ponto percentual, para 12,5%, impulsionada pela maturação de projetos recentes e e operações recentemente adquiridas. Já o Bradesco BBI aponta que o balanço foi abaixo do esperado, com o tiquete médio registrando queda de 3% na comparação anual, para R$ 835 no primeiro semestre do ano, enquanto houve uma leve queda na taxa de evasão em 0,2 ponto percentual, para 6,7%. A companhia ainda apresentou maiores custos e despesas relacionados à rescisão de contratos de professores. 

Apesar do resultado considerado mais fraco, os analistas do banco seguem com recomendação outperform para os ativos com expectativa de ganhos de margens e foco nos cursos médicos. 

São Martinho (SMTO3, R$ 20,57, 0%)
A São Martinho registrou lucro de R$ 91,463 milhões no primeiro trimestre do ano-safra 2019/2020, que terminou em 30 de junho, cifra 12% abaixo da observada no mesmo período de um ano antes.

O Ebitda ajustado recuou 13,2%, para R$ 348,383 milhões, enquanto a receita liquida caiu 2,1%, para R$ 754,934 milhões.

Segundo o Credit Suisse, o resultado não foi muito animador, com um Ebitda cerca de 21% abaixo do consenso. Já do lado positivo, pode-se destacar um avanço de 2,1% na base anual em volumes e 6,7% na base anual em preços. A queda de 11,5% no Açúcar Total Recuperável (ATR) entra no lado da balança dos negativos assim como menores volumes de cana, preços e cogeração de volumes e preços.

"Acreditamos que o preço de tela do papel não incorpora nenhum ganho com os precatórios e este ponto nos deixa mais confiantes de que existe espaço para o papel andar. Os números do trimestre reforçam a percepção de que a safra não deve ser extraordinária, mas continuamos com uma visão construtiva para a São Martinho", afirma a equipe de análise. 

Eletrobras (ELET3, R$ 43,57, +1,44%;ELET6, R$ 41,47, -0,31%)
A Eletrobras apresentou no segundo trimestre um lucro líquido de R$ 5,561 bilhões, um resultado 305% superior ao lucro de R$ 1,372 bilhão de um ano antes. No semestre, o lucro somou R$ 6,908 bilhões, subiu 272%.

Segundo a empresa, o lucro semestral é composto das operações continuadas e referente às operações descontinuadas (distribuição), destacando a privatização da distribuidora Amazonas Energia, que deixou de ser consolidada pela Eletrobras.

O Ebitda gerencial recorrente somou R$ 3,113 bilhões, representando uma alta de 7,8%. Já o Ebitda CVM atingiu R$ 1,350 bilhão, representando queda de 62%.

A receita operacional líquida somou R$ 6,643 bilhões no segundo trimestre, influenciada pelo aumento de receita da Amazonas GT em R$ 727 milhões, com início fornecimento do CCEAR da UTE Mauá 3, RBSE e melhoria de GAG.

As provisões para contingências somaram o montante de R$ 329 milhões e a reversão de Contratos Onerosos foi R$ 248 milhões.

Para o Itaú BBA, a Eletrobras reportou um Ebitda ajustado (de R$ 1,34 bilhões), abaixo da projeção, que era de R$ 2,1 bilhões. Segundo o analista Gustavo Miele, além dos efeitos operacionais não recorrentes, destacados pela companhia, a instituição financeira excluiu o resultado de equivalência patrimonial do cálculo (R$ 1,8 bilhão no segundo trimestre).

“Notamos que a diferença nos números foi principalmente causada por uma receita menor do que a esperada da indenização da RBSE (R$ 984 milhões contra nossa previsão de R$ 1,362 milhão); a estratégia de alocação de energia da empresa no trimestre (assumimos que está estável ao longo do ano) e algumas provisões que estamos considerando agora”, escreveu.

Para Miele, é importante observar, porém, que o VGV recorrente consolidado foi de R$ 1,86 bilhão (estável em relação ao mesmo período do ano anterior e 9% abaixo da projeção, “impulsionado pelos recentes programas de desligamento voluntário que não são contabilizados em nosso modelo”. “Do ponto de vista operacional, ainda vemos o controle de custos como chave para um novo risco de descarte no caso”, acrescenta.

O analista do Itaú BBA pontua que os resultados são um primeiro passo positivo para a privatização da empresa. “Acreditamos agora que o foco será se o formato de capitalização inicialmente proposto em 2017 será mantido (por exemplo, criação de uma golden share, inclusão de subsidiárias como Furnas e Chesf e poder de voto limitado por acionista)”, reforçou.

Banrisul (BRSR6, R$ 22,78, -2,43%)
O Banrisul apresentou um lucro líquido de R$ 335,4 milhões no segundo trimestre, o que significou uma alta de 28% em comparação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, o banco teve alta de 4,8% na comparação. 

Segundo a empresa, os ativos totais atingiram R$ 79,465 bilhões ao final do segundo trimestre, montante 5,48% acima do registrado na comparação anual. O patrimônio líquido somou R$ 7,522 bilhões ao final de junho, representando aumento de 6,93% ante igual mês de um ano antes.

O retorno sobre o patrimônio (ROAE) somou 17,5% no segundo trimestre deste ano, ante 15,6% de igual intervalo do ano passado. O índice de Basileia, por sua vez, avançou a 15,8% (+0,8 p.p.).

De acordo com o Bradesco BBI, os números vieram abaixo do esperado, com o lucro decepcionando em 10% as estimativas da equipe de análise do banco e ficando 3% abaixo do consenso com as maiores despesas. 

Além disso, a carteira de empréstimos ficou estável em relação ao trimestre anterior, enquanto a inadimplência teve uma leve melhora de 36 pontos-base em relação ao trimestre anterior.

Por fim, como o acionista controlador do Banrisul, o governo do estado do Rio Grande do Sul, pretende vender qualquer excesso de participação do controle em uma oferta subsequente, o banco retirou seu guidance para o exercício de 2019. "Em suma, o Banrisul continua sendo uma das ações mais baratas entre os bancos do Brasil, o que reforça a nossa classificação outperform", afirma o Bradesco BBI. 

(Com Agência Estado) 

 

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