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Burger King tem prejuízo de R$ 600 mil; lucro da B3 cai para R$ 654,8 mi e mais resultados no radar

Confira os principais resultados divulgados na noite desta quinta-feira

Burger King
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A temporada de resultados na noite desta quinta-feira (8) foi bastante agitada, com destaque para os números do segundo trimestre da B3, Burger King, Suzano, e algumas construtoras como Cyrela e MRV. Confira:

B3 (B3SA3)
Operadora da bolsa brasileira, a B3 registrou um lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 654,8 milhões no segundo trimestre, uma queda de 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

A queda do lucro na relação anual, de acordo com a companhia, por conta das despesas relacionadas à alta do preço da ação, com encargos sociais, trabalhistas e provisões. Além disso, a B3 destaca que no segundo trimestre do ano passado houve uma redução da base fiscal por conta de distribuição de juros sobre capital próprio, o que afeta a base comparativa.

Enquanto isso, a receita líquida cresceu 13,6% em um ano, para R$ 1,42 bilhão, resultado, segundo o presidente-executivo da B3, Gilson Finkelsztain, da alta do volume negociado na bolsa e de ofertas de ações.

Já o resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) recorrente cresceu 2,9%, para R$ 999,1 milhões.

Burger King (BKBR3)
O Burger King reverteu seu lucro líquido de R$ 8,6 milhões do segundo trimestre de 2018 para um prejuízo de R$ 600 mil entre abril e junho deste ano. Analistas consultados pela Bloomberg esperavam um lucro de R$ 19,2 milhões.

O Ebitda, por sua vez, atingiu R$ 89,8 milhões no segundo trimestre deste ano, alta de 96,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o Ebitda ajustado chegou a R$ 95,1 milhões, avanço de 92,2% em um ano.

De acordo com relatório de resultados apresentado pela empresa, excluindo os efeitos na adoção da norma IFRS 16, em vez de prejuízo haveria lucro R$ 6 milhões, comparado com um lucro de R$ 9 milhões no segundo trimestre de 2018, refletindo uma maior alíquota efetiva de imposto de renda devido aos efeitos da consolidação das controladas, principalmente as adquiridas em abril de 2018 e que serão incorporadas a partir do terceiro trimestre deste ano.

No segundo trimestre deste ano, a receita operacional líquida do Burger King Brasil atingiu R$ 676 milhões, o que representa um crescimento de 25,9% em relação ao segundo trimestre de 2018.

Segundo a companhia, esse aumento está relacionado à performance dos restaurantes e “dessert centers” abertos durante os últimos 12 meses e ao crescimento de vendas comparáveis de 10,9% no período.

Suzano (SUZB3)
A produtora de celulose Suzano teve lucro líquido de R$ 700 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de mais de R$ 2 bilhões de um ano antes. Já o Ebitda ajustado ficou em R$ 3,1 bilhões no período, queda de 24%.

Além do balanço, a Suzano divulgou uma redução em sua projeção de investimento em 2019, que passou de R$ 6,4 bilhões para R$ 5,9 bilhões. De acordo com a empresa, a mudança se deu pelo "menor volume de colheita de madeira dado o menor volume de produção em 2019; e da disciplina financeira da companhia visando a gestão de sua alavancagem".

CCR (CCRO3)
A CCR encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 347,7 milhões, alta de 25,1% sobre o mesmo período de 2018, quando os números foram afetados pela greve dos caminhoneiros.

Enquanto isso, o Ebitda ajustado ficou em R$ 1,38 bilhão no mesmo período, o que representa uma alta de 28,9% em um ano.

MRV Engenharia (MRVE3)
A MRV teve lucro líquido de R$ 190 milhões entre abril e junho deste ano, uma alta de 15% em um ano. Já a geração de caixa medida pelo Ebitda avançou 3,8%, para R$ 257 milhões.

A construtora teve receita líquida de R$ 1,55 bilhão no segundo trimestre, uma alta de 20% sobre o mesmo período de 2018. Já a relação das despesas gerais e administrativas sobre a receita líquida recuou de 6,6% para 6,1%, enquanto as despesas comerciais caíram 3,8%, para R$ 143 milhões.

Cyrela (CYRE3)
Outra construtora a divulgar seu resultado foi a Cyrela, com um lucro líquido de R$ 114 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 28 milhões um ano antes.

Enquanto isso, a geração de caixa ficou em R$ 196 milhões, ao passo que o número de lançamentos entre abril e junho subiu 75%, para 21. As vendas contratadas, por sua vez, subiram 81%, para R$ 1,9 bilhão.

(Com Agência Estado)

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