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Ibovespa Futuro sobe mais de 1% e dólar cai após China estabilizar moeda

Investidores acordam mais tranquilos passado o banho de sangue da véspera, quando o yuan caiu aos menores níveis em uma década

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa Futuro abre em alta nesta terça-feira (6) seguindo as bolsas europeias e os futuros norte-americanos, que recuperam parte das perdas de ontem em meio ao movimento da China para estabilizar a sua moeda. O Banco Popular da China (PBoC) definiu nesta terça-feira a correção diária do câmbio em nível mais forte do que os analistas esperavam, o que ajudou a aliviar a tensão entre os investidores. 

Às 9h10 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para agosto subia 1,31% a 101.265 pontos. Já o dólar futuro com vencimento em setembro recua 0,83% a R$ 3,95. 

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 caía cinco pontos-base a 5,53% e o DI para janeiro de 2023 registrava perdas de sete pontos-base a 6,46%.

Segundo a CNBC, o banco central chinês definiu uma taxa diária para a moeda, com uma banda contra o dólar dentro de 2% do valor médio, para o yuan onshore, que era negociado a 7,0334 contra o dólar. Sua contraparte, o yuan offshore, usada por investidores e bancos estrangeiros, estava em 7,0721 contra o dólar.

De todo modo, as tensões comerciais tiveram o efeito imediato de atrapalharem os planos do Federal Reserve, que indicou na sua última decisão de juros não estar com um cilo de cortes nas taxas engatilhado diante do bom desempenho da economia doméstica norte-americana. 

O impacto do cenário externo, que pode trazer uma guerra cambial dependendo dos próximos passos de Trump e chineses, deve ser levado em consideração pelos membros do Fed nas próximas reuniões. 

No Brasil, foi divulgada a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu a Selic em 0,5 ponto percentual, a 6% ao ano. O documento apontou que as projeções para a inflação estão em níveis confortáveis e que a reforma da Previdência contribui para a redução da taxa estrutural. 

Indicadores de atividade econômica, como a produção de carros e os antecedentes do mercado de trabalho, também estão previstos para hoje.

As reformas também voltam à pauta, com a expectativa de início das discussões, em segundo turno, da reforma da Previdência na Câmara e da tributária, com governadores debatendo uma proposta em Brasília.

Noticiário Corporativo

A diretoria da Petrobras definiu uma nova política de preço para o botijão de gás, o GLP envasado em recipiente de até 13 kg, um produto de forte apelo social. A partir de agora, os consumidores residenciais pagarão valores alinhados aos mercado externo, como já acontece com o GLP destinado à indústria e ao comércio. Houve ainda uma alteração no prazo de reajuste, que passou a ser indefinido.

Segundo a Petrobras, hoje, a tonelada do GLP de uso industrial custa nas refinarias da estatal R$ 1.950,80 e o de uso residencial, R$ 1.850,80. Esses valores representam uma redução média de 13,4% no preço do GLP industrial e de 8,2% no preço dos envasados até 13 kg. Novas revisões vão depender das condições do mercado e da avaliação dos cenários interno e externo.

Entre os balanços, a Taesa divulgou lucro de R$ 307 milhões, alta de 11,3%, enquanto a elétrica AES Tietê teve queda de 61,9%, para R$ 35,4 milhões.

O IRB registrou alta de 35% no lucro, que atingiu R$ 388,4 milhões. Já a Unidas teve um lucro recorrente 59,6% maior, de R$ 83,9 milhões.

Também divulgaram resultados a Marcopolo, com lucro de R$ 90,9 milhões (+290%), e Vulcabras, com lucro de R$ 30 milhões (-9,1%).

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