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Ambev lucra mais de R$ 2 bi; balanços de Bradesco, GPA, Carrefour, derrota da Petrobras no Carf e mais notícias

Confira os destaques corporativos desta quinta-feira

cerveja
(Shutterstock)

No Radar InfoMoney desta quinta-feira destaque para os lucros bilionários de Bradesco e Ambev, aos resultados do GPA e Carrefour, além de Petrobras que perdeu nova ação no Carf, mas vendeu US$ 1,5 bi em ativos.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras informou que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) proferiu nova decisão desfavorável em processo administrativo fiscal que trata da cobrança de CIDE-Importação sobre as remessas ao exterior para pagamento de contratos de afretamento, no ano calendário de 2010, no valor aproximado de R$ 2,7 bilhões. A Petrobras aguarda a intimação da decisão e recorrerá à Câmara Superior do CARF.

A Petrobras confirmou ainda que assinou dois contratos para venda de ativos de exploração e produção, em águas rasas nas Bacias de Campos e Santos, no valor total de US$ 1,5 bilhão, equivalentes a cerca de R$ 5,7 bilhões.

Braskem (BRKM5)

A Braskem informou em comunicado ao mercado que tomou conhecimento de Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT-AL), com pedido liminar de bloqueio no montante de R$ 2,5 bilhões para garantir eventuais indenizações por danos materiais aos trabalhadores afetados pelo fenômeno geológico ocorrido em Maceió.

Na referida ação, o MPT-AL pleiteia ainda a reparação aos trabalhadores a título de danos morais. “A esse respeito, a companhia informa que tomará as medidas pertinentes nos prazos legais aplicáveis e manterá o mercado informado sobre qualquer desdobramento relevante sobre o assunto”, diz o comunicado ao mercado.

Bradesco (BBDC3;BBDC4)

O Bradesco publicou um lucro líquido de R$ 6,462 bilhões entre abril e junho, cifra 25,2% superior à registrada no mesmo intervalo de 2018 e 3,6% superior à informada no primeiro trimestre deste ano. Neste trimestre, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) atingiu 20,6%, “a mais elevada dos últimos dezesseis trimestres.”

Segundo o banco, a evolução no lucro tem como origens principais: a maior margem financeira, as menores despesas com PDD (expandida), as maiores receitas de prestação de serviços e a contribuição de nossas operações de seguros, previdência e capitalização.

O banco destacou que, pelo nono trimestre consecutivo a inadimplência acima de 90 dias, apresentou melhora, refletindo a qualidade das novas safras e os ajustes nos processos de concessão e recuperação de crédito. Desde o pico da inadimplência em março de 2017, o índice total apresentou redução de 2,4 p.p., informa o banco. A inadimplência total ficou em 3,23% ao final de junho, ante 3,27% no encerramento de março e 3,9% de um ano atrás.

Em relação aos guidances para 2019, o banco entregou no primeiro trimestre a meta para carteira de crédito expandida (9%, ante 9% a 13%), de operações de seguros, previdência e capitalização (17%, ante 5% a 9%) e margem financeira (6%, ante 4% a 8%). No entanto, ficou abaixo nos quesitos prestação de serviços (2%, ante 3% a 7%) e despesas operacionais (6%, ante 0% a 4%).

Em relatório, o Morgan Stanley destacou que o lucro do Bradesco, antes de despesas extraordinárias, ficou acima das expectativas, assim como o ROAE. Para a instituição, as ações da companhia deverão reagir positivamente aos resultados do segundo trimestre, já que o balanço trouxe mais dados positivos do que negativos.

Os resultados foram impulsionados pelo forte crescimento da margem financeira e menores provisões para perdas com crédito, destaca o Morgan Stanley, ressaltado o crescimento do crédito ao consumidor, que está acelerando. No lado negativo, as taxas de cartões e gestão de ativos permanecem sob pressão e o crescimento das despesas no primeiro semestre do ano está acima do guidance.

Ambev (ABEV3)

A Ambev registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,712 bilhões no segundo trimestre de 2019, resultado 16,1% maior que os R$ 2,335 bilhões apurados em igual período no ano passado. Já o lucro líquido ajustado atribuído ao controlador foi de R$ 2,616 bilhões, alta de 16,8% na comparação anual.

Os resultados já contabilizam a adoção da norma contábil IFRS16, que altera a divulgação de arrendamentos. A Ambev decidiu pela adoção retrospectiva completa e reapresentou os saldos de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do período subiu 0,4%, para R$ 4,691 bilhões. Já no critério orgânico, aplicando-se taxas de câmbio constantes, o Ebitda teve crescimento de 0,3%. A margem Ebitda ajustado passou para 38,6%, de 40,6% no segundo trimestre de 2018.

Entre abril e junho deste ano, a receita líquida da companhia somou R$ 12,145 bilhões, expansão de 5,5% na comparação anual. O resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 567,4 milhões, 48,5% menor na base anual.

Com isso, na primeira metade de 2019, a Ambev reportou um lucro líquido ajustado de R$ 5,474 bilhões, valor 10,9% acima do registrado em igual período de 2018. Já o Ebitda ajustado chegou a R$ 9,811 bilhões (+3,7% na base anual), enquanto a receita líquida atingiu R$ 24,785 bilhões (+7,1%).

A receita líquida cresceu no Brasil (+7,8%), na América Central e Caribe (CAC) (+11,6%) e na América Latina Sul (LAS)1 (+10,6%), e caiu no Canadá (-1,2%). No Brasil, o volume cresceu 3,6% e a receita líquida por hectolitros aumentou 4,1%.

Na CAC, o volume e a ROL/hl cresceram 5,7% e 5,6%, respectivamente. Na LAS, o volume caiu 8,9% e a ROL/hl subiu 21,2%. No Canadá, enquanto a variação do volume foi negativa (-3,4%), a ROL/hl aumentou em 2,3%.

Os analistas do Credit Suisse avaliam que a Ambev reportou resultado entre 2% a 3% acima do esperado. Entre os destaques positivos, o volume de cerveja no Brasil, com alta de 2,9% na comparação anual, os ganhos de participação de mercado no segmento premium e uma tendência animadora no Skol Puro Malte.

Em termos de margem bruta, a retração de 5,40 pontos porcentuais na comparação anual ficou em linha com o discurso da diretoria de que os períodos do segundo e do terceiro trimestre seriam os piores em termos de dinâmica de custos, destacou o relatório do Credit Suisse.

“Além disso, o crescimento da receita/HL continua saudável com crescimento de 3,7%, ao mesmo tempo em que a competição continua agressiva. O segmento de não alcoólicos no Brasil também teve resultado saudável, enquanto que Argentina e Canada continuam pressionando negativamente”, finalizou.

GPA (PCAR4)

O GPA (Grupo Pão de Açúcar) registrou um lucro líquido dos acionistas controladores no segmento alimentar após o IFRS 16 de R$ 490 milhões no segundo trimestre deste ano, representando uma alta de 217,4% em relação ao desempenho do mesmo período do ano passado.

O Ebitda ajustado no segmento alimentar somou R$ 888 milhões, um avanço de 0,9%. A margem Ebitda ajustada ficou 6,8%, significando uma queda de 0,7 ponto porcentual. Já a margem bruta recuou 1,4 ponto porcentual, para 21,6%.

As vendas totais alcançaram R$ 14,2 bilhões, com crescimento de 11,3%. A empresa destacou que "manteve a boa tendência dos últimos trimestres, mesmo diante dos desafios do ambiente de consumo e da queda da inflação ao longo do segundo trimestre".

Os investimentos no segmento alimentar totalizaram R$ 510 milhões, alta de 54,8%, "em função de uma maior dispersão de abertura de lojas ao longo do ano".

No trimestre, foram abertas 3 lojas do Assaí, totalizando 148 lojas da bandeira, e outras 12 lojas estão em processo de construção. Adicionalmente, foram concluídas 13 conversões de Extra Super para Mercado Extra, totalizando 43 lojas da bandeira.

O GPA informou que o Conselho de Administração da companhia autorizou o início dos trabalhos preparatórios objetivando a migração do GPA para o Novo Mercado, considerando-se a conversão das ações preferenciais em ações ordinárias na proporção de 1:1. “Uma nova reunião do Conselho de Administração será convocada oportunamente para aprovação da proposta de migração”, destacou a empresa em fato relevante.

O mesmo documento destacou que, com base em recomendação favorável do comitê especial independente que analisa a reestruturação de suas operações na América Latina, o GPA orientou que sua subsidiária operacional Sendas Distribuidora aprove o lançamento de uma oferta pública com vistas à aquisição, em dinheiro, de até a totalidade das ações de emissão de Almacenes Éxito, sociedade de capital aberto localizada na Colômbia, ao preço de 18.000 pesos colombianos, o equivalente a aproximadamente R$ 21,20.

“A recomendação do Comitê Especial e a aprovação do Conselho de Administração levam em consideração a proposta de Casino Guichard-Perrachon de adquirir a participação indireta do Éxito no GPA pelo preço equivalente a R$ 109,00 por ação de GPA”, afirma o fato relevante.

Segundo o GPA, o pedido de autorização da OPA perante a Superintendência Financeira da Colômbia deverá ser feito se e após obtidas as devidas aprovações societárias de Éxito para venda de sua participação indireta no GPA.

O Credit Suisse destacou que o valor que o Casino irá pagar pelas ações da Éxito pelo GPA deve reduzir “significativamente as preocupações com a governança corporativa”. Segundo o documento, “quanto maior o valor pago por esse stake, menor é o valor implícito que a GPA paga pela Éxito”, escreveram, acrescentando que o GPA está adquirindo a Éxito a um múltiplo de 7,4x EV/Ebitda, “que é um bom desconto para os players listados no Brasil”.

Carrefour (CRFB3)

O lucro líquido reportado aos controladores do Carrefour Brasil em IFRS 16 somou R$ 408 milhões no segundo trimestre de 2019, representando uma alta de 7,9% na comparação com igual período de 2018. Já o lucro líquido sem o ajuste da regra IFRS 16 subiu 11%, para R$ 419 milhões.

O Ebitda ajustado após-IFRS 16 ficou em R$ 1,117 bilhão no trimestre, alta de 19,6% na comparação anual. Sem a norma, o Ebitda ajustado somou R$ 1,053 bilhão, alta de 12,7%.

O total de vendas líquidas do Carrefour Brasil entre abril e junho cresceu 12,6%, a R$ 13,873 bilhões.

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Em relatório, o Bradesco BBI avalia como sólido o resultado do Carrefour, demonstrando “um forte impulso em todas as partes do negócio”. Dois dos principais destaques, afirmam os analistas do Bradesco, são o crescimento da expansão e o desenvolvimento do comércio eletrônico.

Os analistas destacam ainda que, do crescimento total de vendas de quase 15% do Atacadão, metade veio da expansão das lojas. Segundo o documento, o desempenho da varejista deverá seguir consistente até o final do ano, mas, apesar dos resultados, a recomendação permanece Neutra.

Hapvida (HAPV3)

A Hapvida informou que o conselho da companhia aprovou o preço por ação de R$ 42,50 na oferta primária de ações. Dessa forma, o efetivo aumento do capital social somará R$ 2,368 bilhões, equivalentes à emissão de 55.728.000 novas ações.

Assim, o capital social passou da Hapvida de R$ 2,810 bilhões (671.958.573 de ações ordinárias) para R$ 5,178 bilhões, divididos em 727.686.573 ações ordinárias. O início da negociação das novas ações será a partir de amanhã.

Para o Bradesco BBI, o valor da oferta está praticamente alinhado com as expectativas iniciais, pois já esperávamos uma forte demanda” pelos papéis, “tendo em vista as vantagens competitivas sustentáveis da empresa e a agressiva posição de M&A em 2019”. A expectativa dos analistas é de que os recursos sejam utilizados, por exemplo, para o pagamento de aquisições e o financiamento de acordos adicionais para consolidar ainda mais o mercado de seguros de saúde.

 


Telefônica (VIVT4)

A Telefônica Brasil concluiu a operação de alienação dos Data Centers de Tamboré, instalado na cidade de Santana do Parnaíba (SP) e de Curitiba (PR), pelo valor total aproximado de R$ 441 milhões, para uma sociedade controlada por Asterion Industrial Partners SGEIC, S.A. “A conclusão da transação se deu após o cumprimento de todas as condições suspensivas comuns a este tipo de negociação”, diz a empresa.

EDP (ENBR3)

A EDP Brasil registrou um lucro líquido de R$ 188,960 milhões no segundo trimestre, uma queda de 17% frente ao desempenho do mesmo período do ano passado. Já o lucro ajustado – que exclui efeitos de atualização do ativo financeiro indenizável, contabilização IFRS da transmissão, venda de PCHs, Santa Fé e Costa Rica e Ressarcimento do FID em Pecém – foi de R$ 164,736 milhões, alta de 17,2%.

O Ebitda ajustado, pelos mesmo itens do lucro, somou R$ 519,055 milhões, aumento de 11,%. Já o Ebitda, sem os ajustes, recuou 6,8%, a R$ 555,757 milhões. A receita operacional líquida consolidada recuou 17,7%, para R$ 2,679 bilhões, com os gastos não gerenciáveis caindo 22,1%.

Even (EVEN3)

A construtora Even informou ontem que contratou o banco de investimentos Credit Suisse para o assessoramento no processo de venda do Hotel Fasano Itaim. No final do ano passado, a empresa anunciou que, em parceria com a marca Fasano, desenvolverá um complexo que reunirá o primeiro residencial da marca e o segundo Hotel Fasano da cidade de São Paulo, que será construído pela própria companhia e operado pelo Grupo Fasano. O Hotel Fasano Itaim contará com dois restaurantes, dois bares, áreas de eventos, business center e estacionamento.

Cosan (CSAN3)

A Cosan Limited precificou emissão de US$ 750 mi a 5,5%, segundo a Bloomberg.

(Agência Estado)

 

 

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