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BRF zera após abrir em alta com desistência de fusão com Marfrig; Magalu avança com desdobramento de ações

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (12)

BRF Sadia
(Divulgação/BRF)

SÃO PAULO - A sessão desta sexta-feira é de leves ganhos para o Ibovespa, com os investidores à espera da finalização da votação da reforma da Previdência em primeiro turno e acompanhando o dia mais positivo no exterior. Entre os destaques corporativos, BRF zerou ganhos depois de chegar a subir mais de 3% após desistir das negociações para a fusão com a Marfrig, que sobe pouco mais de 1%. Já Magazine Luiza avança com a proposta de desdobramento das ações. Veja mais destaques abaixo: 

BRF (BRFS3) e Marfrig (MRFG3)
A BRF e a Marfrig desistiram do acordo para fusão de seus negócios, anunciado há cerca de 40 dias. As duas companhias, que haviam acertado um prazo de 90 dias para organizar a fusão, desistiram das conversas por não terem conseguido chegar a um consenso sobre temas de governança corporativa que guiariam a nova companhia.

"Apesar do término das tratativas para a combinação de seus negócios, o relacionamento comercial entre a companhia (BRF) e a Marfrig permanecerá inalterado e não haverá quaisquer modificações nas práticas, condições e termos previstos em contratos por elas celebrados", informou a BRF.

O fim dessa negociação, no entanto, pode não ser o ponto final em uma eventual parceria entre as duas empresas. Segundo uma fonte ouvida pelo jornal O Estado de S. Paulo ligada às negociações, BRF e Marfrig poderão retomar as conversas, em outros termos. A falta de consenso sobre governança pode ter sido gerada pelo anúncio prematuro da fusão.

A dificuldade era em definir os papéis dos executivos da BRF e da Marfrig na nova companhia. "Havia muitas dificuldades", definiu essa fonte ao Estadão. Outra questão complexa seria o fato de os fundos de pensão - Petros e Previ, sócios relevantes na BRF - não verem a união com bons olhos. A Previ era abertamente contrária ao negócio.

Do outro lado da mesa, na Marfrig, haveria dúvidas se a fusão valeria a pena para o empresário Marcos Molina, que ficaria sem poder no novo negócio. Hoje, a Marfrig fornece carne bovina à BRF para produção de hambúrgueres, por exemplo.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magalu vai realizar o desdobramento de suas ações, segundo fato relevante divulgado nesta manhã. A proposta da companhia é pelo desdobramento das atuais 190.591.464 ações ordinárias na proporção de 1 para 8, “sem modificação do capital social”.

Após o desdobramento, o capital social do Magazine Luiza permanecerá no montante de R$ 1.770.911.472,00, dividido em 1.524.731.712 de ações ordinárias, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal. 

“O desdobramento será operacionalizado e efetivado pela administração da companhia preservando todos os direitos dos acionistas”, informou a companhia.

“A realização da operação de desdobramento das ações ordinárias de emissão da companhia tem como principal objetivo conferir melhor patamar para a cotação das ações a fim de torná-las mais acessível aos investidores e, consequentemente, aumentando também a liquidez das ações”, acrescenta.

Segundo o fato relevante, o Conselho de Administração da Companhia ainda convocará a AGE para submeter ao exame, discussão e deliberação dos acionistas a proposta de desdobramento da totalidade de ações de emissão.

Na última quinta-feira, os papéis do Magalu fecharam a R$ 230,77. Assim, com o desdobramento como base a última cotação, os ativos passariam a ser negociados a cerca de R$ 28,85. 

Estácio (ESTC3)

A Estácio Participações mudou a marca da companhia, que passará a ser conhecida como YDUQS. “A marca Estácio permanecerá servindo nossas operações atuais no segmento de educação superior”, destaca o comunicado ao mercado.

Segundo a empresa, a alteração da marca da holding abre uma nova fase de crescimento, que tem como objetivos “dedicar recursos em negócios já existentes”; “construir posicionamentos diferentes por meio de novas marcas”; e “desenvolver novos negócios”.

“Neste momento, a denominação social “Estácio Participações S.A.” e os códigos de negociação na B3 e ADR não serão alterados”, acrescentou a instituição de ensino.

Tenda (TEND3)

A Tenda divulgou sua prévia operacional do segundo trimestre e projeções (guidances) para este ano. Segundo a empresa, em 2019, estima-se que a margem bruta ajustada oscilará entre 34,0% e 36,0%. Já as vendas líquidas este ano oscilarão entre R$ 1,950 bilhão e R$ 2,150 bilhão.

Em relação à prévia operacional, a Tenda lançou 13 empreendimentos, totalizando R$ 592,3 milhões em Valor Geral de Vendas no segundo trimestre, aumentos de 9,9% e 53,6% em relação ao VGV lançado no segundo trimestre do ano passado e primeiro trimestre deste ano, respectivamente.

“O aumento significativo no 2T19 com relação ao 1T19 resultou em maior utilização de caixa em incorporação neste trimestre. O VGV lançado nos últimos doze meses atingiu R$ 2,09 bilhões”, acrescentou a empresa.

As vendas brutas totalizaram R$ 536,9 milhões no segundo trimestre, alta de 1,7% na comparação anual. Na comparação com o primeiro trimestre, houve aumento de 21,2% no VGV de vendas brutas.

A velocidade sobre a oferta (VSO) foi de 32,3% no segundo trimestre, 2,4 pontos porcentuais acima primeiro trimestre, mas 4,3 abaixo do segundo trimestre do ano passado.

Para o Itaú BBA, os números operacionais da Tenda de abril a junho foram “sólidos”, com os lançamentos mostrando uma melhora robusta na comparação trimestral e com a empresa conseguindo manter uma saudável velocidade de vendas “sob uma estrutura de subsídios menos benigna”.

“A geração de caixa provavelmente será a única ressalva do trimestre, já que a empresa incorreu em maiores desembolsos para terrenos. Antecipamos uma reação ligeiramente positiva do mercado aos números”, acrescentou o Itaú BBA.

Lojas Marisa (AMAR3)

A Marisa comunicou que o Conselho de Administração elegeu Marcelo Ribeiro Pimentel como Diretor Presidente da Companhia, sucedendo Marcio Goldfarb.

"O Conselho de Administração da Marisa Lojas S.A. agradece ao Sr. Marcio Goldfarb pelo empenho e deseja ao novo Presidente e ao Corpo Diretivo da Companhia que suas trajetórias sejam repletas de sucesso e plenamente alinhadas com o processo de retomada do crescimento visando maior geração de valor para os nossos acionistas", afirmou a empresa no comunicado. 

Light (LIGT3)

A elétrica Light informou que o Conselho de Administração aprovou o preço por ação de R$ 18,75 dentro do processo de aumento do capital, que deverá somar R$ 1,875 bilhão. Segundo o fato relevante, a oferta equivale à emissão de 100 milhões e a distribuição secundária de 33 milhões de ações.

Usiminas (USIM5)

A Usiminas informou que foi concluída a precificação dos títulos representativos de dívida (notes) a serem emitidos por sua subsidiária integral Usiminas International, no montante de US$ 750 milhões, com cupom (juros) de 5,875% ao ano, a um preço de emissão de 98,594% do montante principal, com taxa de rendimento (yield) de 6,125% ao ano e vencimento em 18 de julho de 2026. A liquidação da oferta está prevista para ocorrer em 18 de julho de 2019.

Camil (CAML3)

A Camil Alimentos divulgou os seus resultados do primeiro trimestre, referentes ao período de março a maio, reportando um lucro líquido de R$ 49,8 milhões, representando uma alta de 52,8% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) encerrou o período em R$ 83 milhões, o que significou uma alta de 1,2%. A margem Ebitda, por sua vez, recuou 1,5 ponto porcentual, para 6,7%.

A receita líquida atingiu R$ 1,237 bilhão, um avanço de 23,2%, puxada pelas operações no Brasil, que registraram alta de 34,4%, para R$ 941,5 milhões. Com o exterior, o faturamento recuou 2,8%, para R$ 295 milhões.

Na avaliação do Itaú BBA, o resultado foi negativo, com o Ebitda 8% abaixo das expectativas. “Dificuldades em repassar os aumentos de preços das matérias-primas foram a principal razão para a falha.”

Ainda de acordo com análise do Itaú BBA, Os aumentos nos preços das matérias-primas ficaram bem abaixo dos aumentos de custos de insumos, levando a uma margem bruta decepcionante.

A margem bruta da companhia encerrou o primeiro trimestre em 23,2%, representando uma retração de 3 pontos porcentuais.

No entanto o Itaú destaca que Camil ganhou participação de mercado, tanto em valor quanto em volume em seus principais segmentos.

Copel (CPLE6)

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que, em continuidade aos estudos sobre potencial alienação do controle da subsidiária integral Copel Telecomunicações, realizou a contratação do Banco Rothschild para atuar como assessor financeiro e do escritório de advocacia Cescon Barrieu, como assessor jurídico. Os assessores vão auxiliar a Copel nas próximas etapas da venda da subsidiária de serviços de telecomunicações.


Neoenergia (NEOE3)

A Neoenergia informou a prévia dos seus resultados do segundo trimestre, com um recuo de 4,8% na energia gerada na comparação com o mesmo período do ano passado, para 3.762 GWh.

Desse montante, as energias renováveis no período subiram 11,5%, com destaque para alta de 15,2% na geração hidráulica e recuo de 8,9% na eólica. Já a geração térmica recuou 54,9%.

No acumulado dos seis primeiros meses, a energia gerada recuou 3%, para 8.167 GWh, refletindo a alta de 12,6% das energia renováveis, mas a queda de 49,6% nas térmicas.

A capacidade instalada no segundo trimestre atingiu 3.835 MW, das quais 3.302 MW foram de renováveis e 533 MW de térmicas.

A energia injetada no sistema cresceu 5,4% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para 16.606 GWh. Na Coelba, a alta foi de 6,9%; na Celpe, de 7,7%; na Cosern, de 3,5%; e na Elektro, de 2,1%.

Embraer (EMBR3)

O Governo de Portugal anunciou um pedido firme para cinco aviões de transporte aéreo multimissão KC-390 da Embraer como parte do processo de modernização das capacidades da Força Aérea Portuguesa. As entregas estão programadas para começar em 2023.

“O KC-390 foi desenvolvido para estabelecer novos padrões de eficiência e produtividade na sua categoria, apresentando ao mesmo tempo o menor custo do ciclo de vida do mercado”, destacou a Embraer em comunicado.

Segundo a fabricante de aeronaves, o modelo KC-390 é capaz de realizar diversas missões militares e civis, incluindo apoio humanitário, evacuação médica, busca e salvamento e combate a incêndios florestais e acrescenta capacidades superiores de transporte e lançamento de carga e tropas, e reabastecimento em voo.

Oi (OIBR3;OIBR4)

As ações da Oi registram uma sessão de ganhos. Vale destacar que, em edição especial do podcast Stock Pickers, gravada durante a Expert 2019, André Jakurski, da JGP, afirmou que uma de suas apostas está no setor de telefonia: são as ações da Oi. “É uma ação muito desprezada no mercado e achamos que há uma chance enorme de valorizar expressivamente.” Veja mais clicando aqui. 

Braskem (BRKM5) e Itaú (ITUB4)

A Odebrecht sofreu ontem o primeiro revés desde que entrou com pedido de recuperação judicial, no mês passado. Uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a proibição dos credores de executarem as garantias dadas pelo grupo, sendo a maioria em ações da petroquímica Braskem. Ou seja, os credores poderão agora vender as ações da empresa, controlada pela Odebrecht.

A liminar atende a um pedido feito pelo Itaú Unibanco no início do mês, no qual alega que o "grupo Odebrecht sempre concordou com a garantia e sua natureza extraconcursal". Portanto, não caberia agora defender sua "essencialidade e necessidade de manutenção para continuidade das atividades e sobrevivência das empresas". A liminar atende a um pedido do Itaú, mas, segundo a Reuters, o Banco do Brasil encaminhou pedido semelhante.

Gol (GOLL4), Azul (AZUL4) e aéreas

Uma nota divulgada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indica que Gol e Latam terão dificuldade de ficar com os slots (autorizações de pousos e decolagens) que arremataram na quarta-feira em leilão da Avianca Brasil. O órgão afirmou que a Avianca ou qualquer empresa que assumisse seus ativos só teria direito a usufruir deles se a aérea cumprisse metas de regularidades dos aeroportos. O problema é que a empresa está sem operar e perdeu seus direitos em Congonhas, Guarulhos, Santos Dumont e Recife. O caso será analisado pelo STJ.


(Agência Estado)

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