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Aporte de R$ 300 mi em banco digital da Via Varejo, units do Banco Inter e mais destaques

Confira os destaques corporativos desta quinta-feira (4)

Banco Inter
(InfoMoney/Paula Zogbi)

No Radar InfoMoney destaque à Via Varejo com o recebimento de R$ 300 milhões de Mastercard e Zurich para soluções financeiras, ao Banco Inter com possível follow-on e à Gerdau com o resgate de debêntures emitidas entre os anos 80 e 90.

Via Varejo (VVAR3)
O banco digital da Via Varejo, o banQi, vai receber aporte de R$ 300 milhões das parcerias firmadas com Mastercard e Zurich para oferecer novas soluções financeiras.

Entre agosto e setembro, serão disponibilizados um cartão pré-pago digital e a contratação de seguros por meio do aplicativo. A premissa do banQi é atender a população brasileira desbancarizada, com foco nas classes C, D e E.

A varejista informou ainda que a parceria com a Cielo habilita os usuários a pagar compras a partir de um QR Code gerado pelas maquininhas de pagamento da empresa. Todos os pagamentos realizados a partir do banQi oferecerão o benefício do cashback. O dinheiro de volta chega a 1% do total da compra, de acordo com as empresas.

Para o BTG Pactual, as operações devem se beneficiar da base de clientes de 60 milhões da varejista. “Vemos essa parceria com Mastercard, Zurich e Cielo como um atalho bem-vindo para expandir o portfólio de serviços oferecidos na plataforma do BanQi”, escreveram em relatório os analistas Luiz Guanais e Gabriel Savi.

Os analistas destacaram, entretanto, que considerando os riscos de execução relevantes para reverter suas operações, em meio à crescente concorrência no canal on-line com Magazine Luiza e B2W, juntamente com uma perspectiva macro mais volátil, a recomendação para Via Varejo segue como “Neutra”, “até vermos sinais mais claros de recuperação na operação”.

Ainda sobre a Via Varejo, a Coluna do Broadcast destaca que, após tornar-se sócio de referência da companhia, o empresário Michel Klein estaria reduzindo, a partir de agora, as suas compras de ações da varejista diretamente na B3. Com as ações em alta e os investidores interessados na empresa, novos aportes podem chegar ao fim em breve.

Usiminas (USIM3) e Kroton (KROT3)
O Itaú BBA retirou a Kroton de sua carteira de TOP 5, que busca retornos de curto e médio prazo, substituido a posição pela da Usiminas.

“Desde a inclusão, as ações da Kroton apresentam alta de 9,3%. Continuamos gostando da tese de investimento da Kroton para médio e longo prazo, mantendo-a na carteira Brazil Buy LIst”, escreveram os analistas do Itaú BBA.

Segundo o relatório, o Itaú BBA está aumentando a exposição da carteira a ações com beta mais alto, ou seja, ações que tendem a performar mais que o índice. “Neste caso, preferimos as ações de Usiminas neste momento por apresentar um beta de 1,3, além do fato da empresa se beneficiar de uma eventual melhora da atividade doméstica.”

Compõem, agora, o TOP 5, os papéis PETR4, BBDC4, RAIL3, USIM5 e TIMP3.

Petrobras (PETR4)
A oferta de ações da BR Distribuidora poderá gerar a captação de até R$ 9,3 bilhões à Petrobras, caso ocorra uma forte demanda e sejam negociados também os lotes adicional e suplementar, destaca o jornal Valor Econômico.

Com a operação completa, a petroleira vai abrir mão do controle da BR, que detém com uma fatia de 71,2%, passando a deter algo como 37,5%. Segundo a publicação, esta poderá ser a maior operação de mercado em quase quatro anos, superando o “follow-on” da Telefônica, de abril de 2015, que movimentou R$ 16,1 bilhões.

Ainda sobre a petroleira, a Abegás, que representa as distribuidoras de gás natural, entrou com um inquérito administrativo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), na segunda-feira, para limitar definitivamente o domínio da Petrobras nesse mercado. A Petrobras, atualmente, é a principal vendedora, compradora e transportadora do combustível.

Por conta própria, a Petrobras tem demonstrado intenção de vender ativos. Mas a visão da Abegás é que apenas essa medida não será suficiente para garantir a livre concorrência. A entidade defende medidas ainda mais restritivas, como a revisão de contratos de venda do gás e a adoção de uma fórmula de preços que deve valer para todos os compradores.

O Cade avalia a presença dominante da estatal no mercado de gás e, nos próximos dias, deve firmar com ela um termo de compromisso de cessação (TCC).

Assim como no refino, o esperado é que a companhia petroleira se comprometa a vender ativos, como as participações que mantém em 19 distribuidoras estaduais de gás, por meio da sua subsidiária Gaspetro, além da infraestrutura de apoio logístico, como unidades de processamento do gás natural (UPGN).

Banco Inter (BIDI4)
O Banco Inter informou o início do processo do seu programa de emissão de certificados de depósito de ações do banco para a formação de units, que ocorre entre os dias 8 e 15 de julho.

“O período de conversão de ações foi definido para permitir que o banco esteja apto a realizar, ainda nesta janela de mercado, eventual captação de recursos, via uma potencial oferta pública subsequente (follow-on), se aproveitando de um bom momento do mercado de capitais”, afirmou a empresa, em fato relevante.

Segundo a empresa, as conversão serão efetivadas imediatamente após a aprovação, pelo Banco Central do Brasil, da ata da assembleia geral extraordinária do banco, para deliberar sobre o assunto, prevista para 17 de julho. A efetivação está condicionada à aprovação de, pelo menos, 40% dos acionistas de ações preferenciais e à ausência de qualquer impedimento operacional perante o Banco Central do Brasil ou B3 até 15 de julho.

Gerdau (GGBR4)
A Gerdau informou que o Conselho de Administração aprovou o resgate antecipado da totalidade das debêntures de emissões de 11 de junho de 1982, de 19 de julho de 1982, de 16 de novembro de 1982, de 10 de junho de 1983 e de 13 de julho de 1990.

“O pagamento aos debenturistas será efetuado mediante crédito na conta corrente cadastrada junto à companhia”, informou. O comunicado não informa os valores totais dos resgates.

IRB (IRBR3), BB Seguridade (BBSE3) e bancos

O novo parecer da reforma da Previdência confirmou o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 15% para 20% restrito apenas a bancos médios e grandes. Com o novo texto, os demais tipos de instituições financeiras, como corretoras, distribuidoras, sociedades de crédito e investimentos, sociedades de crédito imobiliário, sociedades de arrendamento mercantil, fintechs, entre outras, continuarão a pagar 15% de CSLL. As cooperativas de crédito também foram poupadas do aumento.

Para o Itaú BBA, a nova proposta é positiva para as instituições financeiras listadas (excluindo bancos), que não serão mais afetadas pelo aumento da contribuição social, especialmente IRB e BB Seguridade entre essas empresas. “Também é indiretamente positivo para os bancos, uma vez que uma parte relevante de seus ganhos é de instituições não-bancárias (como seguradoras)”, destacou a instituição financeira.

Entre os bancos cobertos pelo Itaú BBA, Bradesco e Banco do Brasil provavelmente terão o maior impacto positivo dessa mudança.

Raia Drogasil (RADL3)

A rede varejista Raia Drogasil iniciará a integração dos sistemas da Onofre em 1º de agosto e, até o final do mês, as lojas da empresa adquirida serão fechadas ou renomeadas para Raia ou Drogasil. Segundo o jornal Valor Econômico, 8 das 50 lojas devem ser fechadas devido à sobreposição com lojas RD ou desempenho ruim.

“A decisão de mudar a marca das lojas Onofre não é uma surpresa, e parece sensata, já que a RD já opera com duas marcas, ambas com grande valor estratégico. Em nossa opinião, adicionar um terceiro com um foco semelhante não é necessário”, avalia o Bradesco BBA, em relatório a clientes.

NeoEnergia (NEOE3)

A Neoenergia fará uma emissão de R$ 1,294 bilhão em debêntures, relativas à sua sexta emissão. Em comunicado ao mercado, a elétrica afirma que o montante anterior, de R$ 1,296 bilhão, foi reduzido por conta da desistência de alguns investidores, cujo prazo foi encerrado em 1º de julho.

Brasil Agro (AGRO3)

A BrasilAgro informou que vendeu uma área total de 3.124 hectares (2.473 hectares úteis) da Fazenda Jatobá, localizada em Jaborandi (BA). A fazenda foi adquirida em 2007 e possuía uma área total de 31.606 hectares, dos quais foram vendidos 625 hectares em julho de 2017 e 9.784 hectares em junho de 2018, restando 18.073 hectares no portfólio após as três vendas.

O valor da venda é de 285 sacas de soja por hectare útil ou R$ 58,1 milhões (~R$23.500/ha útil). O comprador já realizou pagamento inicial no valor de R$ 5,0 milhões e até 31 de julho de 2019 efetuará o pagamento de mais R$ 5,0 milhões. O saldo remanescente, equivalente a 563.844 sacas de soja, será pago em seis parcelas anuais iguais.

A venda será contabilizada dentro do exercício 18/19, encerrado em 30 de junho de 2019.

(Agência Estado)

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