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MPs no Congresso, PIBs e guerra comercial: tudo o que você precisa acompanhar esta semana

Tudo que o investidor precisa saber para operar nesta semana

Congresso
( Arquivo/Agência Brasil)

SÃO PAULO - Após o caos da primeira metade do mês, o mercado passou por uma semana de maior calmaria, com o Ibovespa subindo 4% em meio à algumas vitórias do governo no Congresso e ao alívio momentâneo no exterior. Apesar disso, a próxima semana já começa agitada, com os investidores de olho nos reflexos das manifestações deste domingo (26).

A avaliação durante os últimos dias era de que estas manifestações não seriam positivas para o presidente Jair Bolsonaro mesmo que fiquem esvaziadas. A ideia é de que se muita gente for às ruas, irá atiçar ainda mais o clima entre Planalto e Congresso, enquanto a falta de pessoas nos protestos pode indicar falta de apoio ao presidente. Apesar disso, o clima mais ameno da última semana pode também reduzir o impacto das manifestações, reduzindo também qualquer impacto no humor do mercado.

Além disso, os próximos dias são cruciais para a definição de uma série de Medidas Provisórias que correm o risco de caducar se não forem votadas no Congresso. Em especial, os investidores ficam de olho na MP 870, que trata da redução de ministérios, que ainda precisa ser apreciada pelo Senado, além da MP 868, que abre o mercado de saneamento básico no Brasil, que tem grande chance de caducar.

Em meio a tudo isso, será importante acompanhar ainda o andamento da reforma da Previdência, que segue na comissão especial da Câmara com expectativa de votação até o meio de junho. Este também é um evento importante para acompanhar como está a relação do governo com o Congresso.

Agenda de indicadores
Para começar a semana, importante ressaltar o feriado nos Estados Unidos de Memorial Day, que deixará as bolsas locais fechadas e deve reduzir bastante o volume no mercado brasileiro. Entre os indicadores internacionais, o grande destaque será a segunda prévia do Produto Interno Bruto (PIB) americano.

Na agenda doméstica, atenção também para o PIB brasileiro, na quinta-feira (30), que ganhou ainda mais importância nas últimas semanas com sinais de enfraquecimento da economia nacional. Alguns economias acreditam que o dado deverá, inclusive, mostrar uma retração do País.

No dia seguinte, o mercado irá acompanhar de perto o indicador de emprego da PNAD Contínua. No mesmo dia sai também os dados fiscais, com o resultado primário do governo central, que, como ocorre sazonalmente, deve ter superávit em abril.

Em meio a tudo isso, a guerra comercial deve seguir como centro das atenções, com a possibilidade de novidades tanto sobre uma conversa entre os EUA e a China, como também ataques, retaliações e até mesmo a indicação (como aconteceu recentemente) que um possível acordo está cada vez mais distante.

Para completar, o Brexit volta ao radar. Apesar do adiamento do processo apenas para outubro, a renúncia da primeira-ministra Theresa May eleva a tensão e agora todos esperam quem será escolhido para liderar o governo na tentativa de um acordo para a saída do Reino Unido para a União Europeia.

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