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Petrobras salta 4% e Gerdau sobe 2% após resultados; Pão de Açúcar desaba 7% e mais destaques

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (8)

Petrobras
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após dois dias de queda, o Ibovespa subiu nesta quarta-feira (8), repercutindo tuíte do presidente americano, Donald Trump, sinalizando avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, além do noticiário político nacional, com o governo Jair Bolsonaro indicando a recriação dos ministérios das Cidades e da Integração Nacional, em uma tentativa de construir apoio parlamentar.

Do lado das empresas, destaque para a queda de 42% no lucro da Petrobras, o avanço nas negociações para a venda da Braskem e uma série de resultados corporativos. Após o fechamento do mercado, estão previstas as publicações dos balanços de CSN, Braskem, GPA, Arezzo, Hapvida, EDP Brasil, Engie, Eneva, Alliansce, MRV, Sulamerica, JSL, Banco Inter, Enauta, Totvs, Valid, Wiz e SLC.

Confira os destaques deste pregão:

Petrobras (PETR4)

A companhia divulgou ontem à noite que registrou um lucro líquido de R$ 4,031 bilhões de janeiro a março, desempenho 42% inferior ao reportado no mesmo período do ano passado, de R$ 6,961 bilhões. O resultado também ficou abaixo das expectativas da mediana dos analistas consultados pela Bloomberg, que era de R$ 5,309 bilhões. O Ebitda ajustado cresceu 7%, a R$ 27,487 bilhões, em linha com as expectativas.

Como previsto, a produção de petróleo da empresa recuou 4%, por conta da concentração de paradas para manutenção de plataformas. Segundo a empresa, a expectativa é de que ocorra um crescimento da produção, a partir do segundo trimestre, à medida que os novos sistemas avancem no processo de ramp-up. A receita com vendas somou R$ 79,999 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 7%.

Para os analistas do Santander, o resultado veio abaixo das expectativas, sobretudo em função da baixa nos preços do petróleo e produção. Ainda assim, eles reiteram a companhia como top pick na América Latina, tendo em vista as expectativas de melhora em resultados operacionais, com alta nos preços, aumento na produção e redução de alavancagem.

Já a equipe de análise do Morgan Stanley chamou atenção para o fato de, apesar do trimestre difícil com menores preços e produção baixa, a companhia conseguir gerar dados positivos de fluxo de caixa. No horizonte próximo, eles vislumbram um crescimento acima da média e saudável da empresa.

Avaliação similar foi apresentada pelo UBS, que observa um cenário de forte produção e geração de caixa para a companhia, além de uma redução no nível de endividamento e percepção de risco. "Acreditamos que a Petrobras está no caminho certo, entregando o 16º trimestre consecutivo positivo em fluxo de caixa e relevantes desinvestimentos."

Gerdau (GGBR4)

A siderúrgica reportou um lucro líquido de R$ 452,6 milhões no primeiro trimestre de 2019, de acordo com balanço divulgado pela companhia antes da abertura dos mercados, nesta quarta-feira (8). O resultado corresponde a um leve crescimento de 0,94% em comparação com igual período no ano anterior.

Já a receita líquida da companhia no período foi de R$ 10,026 bilhões, valor equivalente a uma queda de 3,5% na mesma base de comparação. O número ficou abaixo das estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg, que variavam de R$ 10,08 bilhões a R$ 12,81 bilhões. A mediana das apostas era R$ 10,92 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado, por sua vez, foi de R$ 1,55 bilhão entre janeiro e março. O número, que corresponde a um crescimento de 4,6% em comparação com os primeiros três meses do ano passado, ficou acima das expectativas dos analistas, cuja mediana era de R$ 1,47 bilhão (faixa entre R$ 1,41 bilhão e R$ 1,54 bilhão). Foi o melhor Ebitda da siderúrgica para o período dos últimos 11 anos.

A Gerdau aprovou o pagamento de R$ 119 milhões em dividendos aos acionistas, valor correspondente a R$ 0,07 por ação – yield de 0,49% em relação ao preço de fechamento das ações preferenciais na B3 no pregão da última terça-feira (7).

Vale (VALE3)

A produção de minério de ferro da companhia totalizou 72,9 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2019, ficando 28% menor que o número do quarto trimestre de 2018 e 11% menor que o mesmo período do ano anterior. O impacto se deu principalmente por conta da ruptura da barragem de Brumadinho (MG) e da sazonalidade climática, segundo a empresa. 

A produção de pelotas, por sua vez, ficou em 12,2 milhões de toneladas, ficando 5% abaixo do primeiro trimestre do ano passado. Nesse caso também houve impacto da ruptura da barragem de Brumadinho, bem como das manutenções programadas em Tubarão e Omã. 

O volume de vendas de finos e pelotas de minério de ferro chegou a 67,7 milhões de toneladas no trimestre, ficando 20% menor na base anual. A redução se deveu à sazonalidade usual, ao impacto da parada na produção de Brumadinho, aos novos processos de gerenciamento de estoque nos portos chineses, que prejudicaram o tempo de reconhecimento da receita de vendas e às chuvas anormais, que afetaram os embarques do porto de Ponta da Madeira, no Sistema Norte.

Já a produção de níquel acabado alcançou 54,8 mil toneladas, resultado que foi 14,4% menor que o do quarto trimestre de 2018 e 6,5% abaixo do primeiro trimestre de 2018. A queda deveu-se às menores produções de PTVI, devido à parada programada de manutenção na refinaria de Matsusaka, no Japão, de VNC, devido à manutenção programada na refinaria de Dalian, na China e de Sudbury, devido a diferenças temporais na cadeia de processamento de níquel.

A produção de cobre foi de 93,8 mil toneladas, 14,6% abaixo na comparação trimestral e em linha com o que foi produzido no mesmo período do ano passado. A produção diminuiu, principalmente, devido aos menores teores de feed e à menor produtividade da planta em várias operações.

Por fim, a produção de carvão totalizou 2,2 milhões de toneladas, o que corresponde a uma queda de 29% sobre o quarto trimestre de 2018 e de 9% ante o primeiro trimestre daquele ano. Os principais fatores que pesaram contra o desempenho neste front foram as fortes chuvas ao longo do trimestre.

Taurus Armas (FJTA4)

As ações da companhia dispararam nesta sessão, após o presidente Jair Bolsonaro assinar um decreto que amplia a quantidade de categorias e pessoas que têm direito a porte de armas no Brasil. 

Pelo decreto, políticos, advogados que atuam no poder público, motoristas de veículos de carga, proprietários rurais, jornalistas, entre outros, passam a ter direito de andar armados na rua. 

A Taurus afirmou em comunicado ao mercado que está preparada para atender ao aumento da demanda por armas que deve ocorrer com a mudança na legislação sobre o tema.

"O Decreto é um marco neste seguimento e a Taurus está pronta para atender todo o aumento de demanda, pois se preparou ao longo dos últimos anos com tecnologia e produtos no estado da arte, além de processos produtivos robustos que garantem a integridade dos produtos", escreveu a companhia. 

O comunicado ainda fala sobre a abertura do mercado proposta por Bolsonaro, para que brasileiros possam importar armas produzidas no exterior.

"A Taurus é uma empresa global que exporta para mais de 100 países e, portanto, já compete com as maiores empresas de armas nos mercados de exportação, que são extremamente competitivos, está entre as maiores fornecedoras do mercado americano, e compete em licitações internacionais para fornecimento às Forças Policias e Forças Armadas de todo o mundo", apontou a empresa.

Pão de Açúcar (PCAR4)
As ações do Pão de Açúcar fecharam esta quarta com o pior desempenho do Ibovespa após notícia do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, de que o Casino deve anunciar uma combinação de seus ativos na América Latina.

De acordo com a notícia, o grupo Casino, dono no Brasil das marcas Pão de Açúcar, Assai e Via Varejo, deve confirmar uma proposta para combinar estes ativos com os outros que tem na região, sendo dono do grupo Éxito na Colômbia, Argentina, Uruguai e Chile.

Segundo Lauro Jardim, o GPA deverá ser o carro chefe deste novo grupo, migrando para o Novo Mercado e continuando listado nas bolsas de São Paulo e Nova York.

Além do Pão de Açúcar, a notícia derrubou os papéis da Via Varejo (VVAR3), também entre as empresas com pior desempenho do Ibovespa nesta quarta.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora avalia a possibilidade de adquirir as refinarias que serão colocadas à venda por sua controladora, a Petrobras. Ontem, durante teleconferência, o presidente da distribuidora, Rafael Grisolia, afirmou que a empresa está atenta aos desdobramento do programa de desinvestimento da estatal.

TIM (TIMP3)

A TIM divulgou um lucro líquido normalizado de R$ 251 milhões no primeiro trimestre deste ano, representando uma alta de 2,5% sobre o mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, o avanço do lucro veio de uma combinação de elevação no faturamento de todas as suas linhas de atuação, aliado a cortes nas despesas.

A tele contou ainda com menores gastos na linha de despesas financeiras, por conta de uma menor participação do pagamento de empréstimos e juros. O Ebitda normalizado somou R$ 1,497 bilhão, uma expansão de 5,3%. Já a receita líquida avançou 1,7%, para R$ 4,191 bilhões.

Braskem (BRKM5)

O Valor Econômico destacou que, após os principais acertos para a venda da Braskem, a Odebrecht e LyondellBassel se debruçam agora para fechar os detalhes finais da operação, o que inclui a entrega do formulário F-20 na bolsa de Nova York – condição dada pelo comprador. Além disso, há preocupação com o laudo sobre as causas do afundamento do solo em bairros de Maceió (AL), onde a Braskem opera. A ação movida pela Justiça alagoana obrigou a empresa a suspender a distribuição de dividendos, contribuindo para que o acordo ainda não te há sido fechado, reforça a publicação.

Banco Daycoval (DAYC4)

O banco Daycoval registrou um lucro líquido de R$ 215,6 milhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 30,4% sobre o resultado do mesmo período do ano passado. O retorno sobre o patrimônio líquido médio foi de 25,7%, ante 21,8% no primeiro trimestre do ano passado. 

Banco Pan (BPAN4)

O Banco Pan registrou um lucro líquido de R$ 96,1 milhões no primeiro trimestre de 2019 contra R$ 56,5 milhões no mesmo período do ano passado. 

Comgás (CGAS5)

A Comgás lucrou R$ 200 milhões no primeiro trimestre de 2019, resultando em um avanço de 11,7% sobre o resultado apresentado no mesmo período do ano passado. O Ebitda foi para R$ 447,1 milhões, mostrando crescimento de 19,4%, e a receita líquida atingiu R$ 2,1 bilhões, 44% a mais do que o faturamento no primeiro trimestre de 2018.

CPFL (CPFE3)

A empresa de energia elétrica CPFL teve um lucro líquido de R$ 570 milhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 36% sobre o mesmo período do ano anterior. Já o Ebitda foi de R$ 1,531 bilhão, o que corresponde a um aumento de 12,1% sobre o primeiro trimestre de 2018. A receita operacional líquida foi de R$ 7,127 bilhões, um crescimento de 11,8% na comparação anual. 

CSU Cardsystem (CARD3)

A CSU Cardsystem teve um lucro líquido de R$ 4,5 milhões no primeiro trimestre de 2019, queda de 44,3% sobre o mesmo período do ano passado. O dado também foi bem abaixo da mediana das estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg, que apontava para R$ 41,5 milhões de lucro.

O Ebitda da companhia foi de R$ 23,2 milhões, o que representa um crescimento de 10,3% na base anual, ante R$ 97,3 milhões de expectativa no consenso Bloomberg. A receita líquida foi de R$ 104,5 milhões, em queda de 3,7% na mesma base de comparação. 

Duratex (DTEX3)

A companhia registrou um lucro líquido recorrente de R$ 19,26 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 37,5% em relação ao resultado do mesmo período do ano anterior e bem abaixo dos R$ 40,33 milhões esperados pelo consenso Bloomberg.

O Ebitda foi de R$ 179,3 milhões, o que corresponde a uma queda de 1,5% na base anual. Analistas esperavam R$ 187,67 milhões de Ebitda. A receita líquida foi de R$ 1,072 bilhão, aumentando 6,6% sobre o faturamento do primeiro trimestre de 2018.

Hermes Pardini (PARD3)

A Hermes Parini reportou um lucro, sem os efeitos do IFRS 16, de R$ 30,2 milhões no primeiro trimestre, representando alta de 1,9%. Com o impacto da norma, o resultado teria sido de 29,069 milhões, em linha com um ano atrás. O Ebitda ajustado somou R$ 65,837 milhões, com alta de 10,1%, enquanto a receita líquida avançou 14,9%, para R$ 335,6 milhões.

Iguatemi (IGTA3)

A empresa de shopping centers Iguatemi registrou um lucro líquido de R$ 55,5 milhões no primeiro trimestre de 2019, desempenho 4,6% abaixo do mesmo período do ano anterior. O Ebitda da companhia ficou em R$ 129,4 milhões, o que corresponde a um aumento de 2,9% sobre o primeiro trimestre de 2018. Por fim, a receita líquida atingiu R$ 173 milhões, um crescimento de 2,7% com relação ao primeiro trimestre do ano passado.  

Adicionalmente, a Iguatemi anunciou ainda que fechou parceria com o iFood para a entrega de alimentos a partir de seus shopping centers. Esse movimento já foi anunciado por outras concorrentes, como Multiplan e BR Malls, que já anunciaram a parceria com Delivery Center.

JHSF (JHSF3)

A companhia do setor de shopping centers JHSF teve um lucro líquido de R$ 16,9 milhões, contra um prejuízo de R$ 16,1 milhões no primeiro trimestre do ano passado. Já o Ebitda ajustado foi de R$ 27,5 milhões, um crescimento de 41,7% sobre o indicador no primeiro trimestre de 2018. A receita líquida ficou em R$ 125 milhões e superou em 50,5% os R$ 83,1 milhões do mesmo período do ano passado. 

Ourofino (OFSA3)

A fabricante de produtos para saúde animal, Ourofino teve um prejuízo líquido ajustado no primeiro trimestre de 2019 de R$ 6,456 milhões, ante lucro de R$ 3,624 milhões no mesmo período do ano passado. O Ebitda, por sua vez, ficou zerado, caindo 100% em relação ao primeiro trimestre de 2018, quando havia sido de R$ 12,4 milhões. A Receita Líquida caiu 1% na comparação anual, para R$ 91 milhões. 

Sanepar (SAPR4)

A Companhia de Saneamento do Paraná registrou um lucro líquido de R$ 217,5 milhões no primeiro trimestre, 16,4% superior ao do mesmo período do ano passado. Já o Ebitda foi de R$ 452,6 milhões, em crescimento de 10,6% na base anual. A receita líquida foi de R$ 1,098 bilhão. 

Terra Santa (TESA3)

A Terra Santa Agro apresentou prejuízo de R$ 5,324 milhões no primeiro trimestre, revertendo lucro de R$ 39,160 milhões do mesmo intervalo do ano passado. O Ebitda subiu 6,4%, para R$ 32,672 milhões, enquanto a receita avançou 11,8%, para R$ 401,9 milhões.

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