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Magazine Luiza mergulha 4% e BR Distribuidora salta 3,5% após balanços; Petrobras cai antes de resultado

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (7)

Magazine Luiza fachada
(Divulgação)

SÃO PAULO - O quadro de aversão a riscos no mercado internacional, em meio a entraves nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, voltou a pesar sobre a B3 nesta terça-feira (7), com o Ibovespa fechando em queda de 0,65%, a 94.388 pontos. O movimento, contudo, foi mais brando do que o visto ao longo do dia, com a notícia de que Alexandre Baldy (PP-GO) é um dos nomes cotados para assumir o Ministério das Cidades, a ser recriado pelo governo Jair Bolsonaro.

Do lado das empresas, uma suspensão judicial da produção da Vale pressionou as ações da mineradora, que mostraram recuperação nas últimas horas de pregão. Investidores também digeriram balanços de Ambev, Magazine Luiza, BR Distribuidora e Marcopolo. Para a noite, estão previstas as publicações dos resultados de Petrobras, TIM, Iguatemi, BR Properties, Comgás, CPFL, Hermes Pardini, JHSF, Sanepar, Banco Pan e Terra Santa.

Confira os destaques deste pregão:

Vale (VALE3)

A Vale informou ontem à noite sobre a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que suspendeu os efeitos da decisão da 1ª Vara da Fazenda Federal de Belo Horizonte, de 18 de março, que autorizava a retomada das atividades da barragem de Laranjeiras e do complexo de Brucutu. “Consequentemente, as operações a úmido de Brucutu foram paralisadas, em cumprimento à referida decisão do TJMG”, informou a empresa em comunicado.

A mineradora reiterou que que a barragem de Laranjeiras e todas as demais estruturas geotécnicas de suporte à operação de Brucutu possuem Declarações de Estabilidade (DCE) positivas e vigentes, emitidas por auditores externos em março de 2019, e que está adotando as medidas cabíveis quanto à referida decisão.

A Vale reafirmou ainda sua projeção (guidance) de vendas de minério de ferro e pelotas deste ano de um intervalo entre 307 milhões de toneladas e 332 milhões de toneladas. No entanto, afirmou que a expectativa atual de que “as vendas fiquem entre o mínimo e o centro da faixa”.

Petrobras (PETR4)

O leilão da cessão onerosa do pré-sal vai precisar do aval do Congresso e, até que seja aprovado, a União não poderá fazer o pagamento de cerca de US$ 9 bilhões à Petrobras, por conta da revisão do contrato. A decisão é do ministro Bruno Dantas, relator do assunto no Tribunal de Contas da União (TCU), alegando que “seria inconcebível a realização” do leilão sem que esteja juridicamente resolvida a questão da forma como se dará este pagamento, afirmou em despacho. Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e de Minas e Energia, Bento Albuquerque, entregaram a documentação referente ao acordo entre União e Petrobras.

As ações da estatal também acompanharam a queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Os barris tipo WTI e brent apresentaram quedas de até 2,3% neste pregão.

Ambev (ABEV3)

Pela manhã, a Ambev divulgou um lucro líquido ajustado de R$ 2,662 bilhões no primeiro trimestre deste ano, resultado 6,2% superior ao do mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado (sem efeitos não recorrentes) somou R$ 5,120 bilhões, uma alta de 7%. A receita líquida somou R$ 12,640 bilhões, representando uma expansão de 8,6% na comparação anual. No Brasil, o volume vendido de cerveja avançou 11,2% de janeiro a março, após dois trimestres consecutivos de queda, impulsionado pela combinação de clima favorável e Carnaval tardio. A Ambev realiza teleconferência com analistas às 12h00 para comentar os resultados.

Magazine Luiza (MGLU3)

Já o Magazine Luiza apresentou um lucro líquido de R$ 132,1 milhões, um desempenho 10,4% inferior na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. O Ebitda subiu 31,6%, para R$ 395,4 milhões, enquanto a receita líquida avançou 19,8%, para R$ 4,329 bilhões. A empresa comenta os resultados às 11h00 durante teleconferência.

Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4)

O leilão de ativos da Avianca, previsto para hoje, foi suspenso pelo desembargador Ricardo Negrão do TJSP. A decisão, liminar, atendeu a um pedido da Swissport, que tem R$ 17 milhões a receber e alega ter ocorrido manipulação no quórum da assembleia de credores que aprovou o projeto de recuperação judicial. A empresa questiona ainda o fato do leilão prever a venda de slots da Avianca, o que é proibido pela a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Segundo a coluna do Broadcast, a Anac sinalizou que não pode fatiar as autorizações de pouso e decolagens da Avianca, como deseja a empresa. O órgão argumenta que há incapacidade de assegurar um nível aceitável de segurança aos passageiros.

A Gol anunciou ontem à noite que o tráfego no mercado doméstico em abril teve uma alta de 4,3% na demanda e de 3,6% na oferta, em comparação ao mesmo mês do ano passado. A taxa de ocupação doméstica da GOL foi 81,1%, alta de 0,5 pontos porcentuais ante abril de 2018. O volume de decolagens reduziu 0,5% e o total de assentos aumentou 2,8%, em relação a Abril de 2018. A demanda total, que considera o mercado doméstico e internacional, aumentou 7,8% em relação a abril de 2018. A oferta total cresceu 6,7% devido ao aumento de 3,8% no total de assentos e da alta de 0,7% das decolagens. A taxa de ocupação total avançou 0,8 ponto porcentual, para 80,8%.

BB Seguridade (BBSE3)

O BB Seguridade apresentou um lucro líquido de R$ 1,013 bilhão no primeiro trimestre, um incremento de 11,7% sobre o desempenho de um ano antes. Os prêmio emitidos subiram 15,4%, com destaque para alta do seguro prestamista (+82%), de vida (+9%), habitacional (+10%) e residencial (+9,6%).

AES Tietê (TIET11)

A AES Tietê registrou um lucro líquido de R$ 62,014 milhões no primeiro trimestre deste ano, desempenho 13,3% superior ao mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, o resultado foi beneficiado pelas operações eólicas/solares e pelo balanceamento do portfólio, além da manutenção do patamar de despesas operacionais e melhor resultado financeiro. O Ebitda subiu 2,1%, para R$ 264,3 milhões, enquanto a receita subiu 16,5%, a R$ 501 milhões.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora registrou uma alta de 93,1% no lucro líquido do primeiro trimestre, somando R$ 477 milhões. O Ebitda ajustado teve alta de 8,7%, para R$ 841 milhões, enquanto a receita recuou 0,3%, a R$ 22,432 bilhões. A BR realiza teleconferência às 12h00 com analistas e investidores para comentar os resultados.

Unidas (LCAM3)

A Unidas teve um lucro líquido recorrente com alta de 53,3%, somando R$ 81,8 milhões no primeiro trimestre. O Ebitda recorrente somou R$ 290,1 milhões, alta de 13,3%, enquanto a receita cresceu 34,3%, para R$ 1,027 bilhão. A empresa comenta os resultados às 11h00.

Duratex (DTEX3)

Duratex teve retração no lucro de 22,5%, que somou R$ 23,8 milhões. O Ebitda totalizou R$ 179,3 milhões, representando uma queda de 1,5%. A receita líquida subiu 6,6%, para R$ 1,072 bilhão. A empresa comenta os resultados às 10h00.

Vulcabras (VULC3)

A Vulcabras viu seu resultado líquido recuar 21,6% no primeiro trimestre, para R$ 26,2 milhões. O Ebitda somou R$ 47,1 milhões, representando uma retração de 5,4%. Já a receita líquida somou R$ 299,8 milhões, uma alta de 2,7%. Os executivos detalham o desempenho às 10h00.

Marcopolo (POMO3)

A Marcopolo apresentou queda de 12,7% no lucro líquido do primeiro trimestre, para R$ 27 milhões. O Ebitda recuou 1%, para R$ 60,6 milhões, enquanto a receita avançou 17,5%, a R$ 898,6 milhões. A empresa comenta o resultado às 11h00.

CPFL Renováveis (CPRE3)

CPFL Renováveis registrou alta de 28,3% no seu prejuízo, que chegou a R$ 93,023 milhões no primeiro trimestre. O Ebitda caiu 15,7%, a R$ 192,041 milhões, e a receita líquida recuou 12,9%, a R$ 334,188 milhões.

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