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Ação do Bradesco cai mais de 2% após resultado; Natura salta até 10% com revés na compra da Avon

Confira os destaques da B3 na sessão 

Agência do Bradesco
(Divulgação)

SÃO PAULO - A sessão é de leves perdas para o Ibovespa, com o mercado digerindo a temporada de resultados, com destaque para a queda de mais de 2% das ações do Bradesco, e também de olho na Reforma da Previdência com a instalação da comissão especial para analisar a proposta. Enquanto isso, o exterior tem uma sessão de cautela em meio aos novos sinais de desaceleração da economia global. Confira os destaques: 

Petrobras (PETR3;PETR4)
A Petrobras anunciou ontem à noite um novo Programa de Desligamento Voluntário (PDV). Serão elegíveis os empregados da Petrobras Controladora que estejam aposentados pelo INSS até junho de 2020, quando se encerram as inscrições. Segundo a empresa, para uma estimativa de participação de aproximadamente 4.300 empregados, o custo previsto para a implantação do Programa é de R$ 1,1 bilhão e o retorno esperado é de R$ 4,1 bilhões no período 2019-2023.

“O Programa tem por objetivo promover a renovação nos quadros da companhia quando for identificada essa necessidade. Seu regramento prevê também ações para retenção em processos chave, de modo a garantir a continuidade das operações e a máxima segurança na execução das atividades da companhia”, afirmou a empresa em comunicado.

A Petrobras acrescentou que os valores de custo e retorno podem se alterar de acordo com a efetiva adesão, assim como por outras variáveis, sendo estas estimativas baseadas em premissas e critérios aplicáveis no presente momento. “O efeito nas demonstrações financeiras ocorrerá à medida em que as adesões se efetivarem”, acrescentou.

Já o jornal O Globo informa que a Petrobras, que vinha negociando parceria com a chinesa CNPC para a construção de uma refinaria no Comperj, em Itaboraí (RJ), desistiu do projeto e agora pretende erguer no local uma termoelétrica. Segundo a publicação, a estatal quer aproveitar o gás do pré-sal como matéria-prima para gerar energia. O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, vem defendendo que a companhia reduza sua fatia no mercado de refino, como forma de incentivar a concorrência no setor. O complexo do Comperj é um símbolo da corrupção e já custou US$ 14 bilhões.

A Petrobras informou ontem ainda que o seu Conselho de Administração elegeu Andrea Marques de Almeida para o cargo de Diretora Executiva de Finanças e Relações com Investidores da companhia. A posse da nova Diretora está agendada para o dia 02/05/2019.

Ainda no rescaldo da ameaça de greve por parte de grupos de caminhoneiros, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualizou ontem a tabela com os pisos mínimos de frete para o transporte rodoviários no País. Por lei, o tabelamento precisa ser reajustado quando as cotações do diesel superem a alta de 10% nos postos. A variação do óleo em relação ao último reajuste, em janeiro, foi de 10,69%.

Bradesco (BBDC3;BBDC4)

O Bradesco registra queda na esteira do balanço do primeiro trimestre. O banco abriu a safra de balanços dos bancos hoje apresentando um lucro líquido recorrente de R$ 6,238 bilhões no primeiro trimestre deste ano, montante 22,3% superior ao do mesmo intervalo do ano passado. O melhor desempenho operacional, diante de melhores margens financeiras, menores gastos com provisões (PDD) e linhas de seguros e receitas com serviços, contribuíram para o resultado.

Os níveis de inadimplência do Bradesco, considerando atrasos acima de 90 dias, atingiram 3,3% no primeiro trimestre, índice 0,2 ponto porcentual inferior ao observado no últimos trimestre do ano passado e 1,1 ponto porcentual na comparação anual.

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Segundo a empresa, foi o oitavo trimestre consecutivo de melhora, atingindo todos os segmentos, como de micro, pequenas e médias empresas e de pessoas físicas. A inadimplência de grandes empresas, com atrasos superiores a 90 dias, ficou em 0,97% ao final de março, ante 1,46% do encerramento de dezembro.

"Embora o trimestre não tenha sido um trimestre brilhante e impactado pelo cenário macro, vemos o Bradesco à frente dos pares e pronto para se beneficiar do ciclo de crédito e da recuperação da economia. O banco está fazendo seu trabalho enquanto as incertezas ainda são muitas sobre a economia do Brasil e a execução de reformas", afirmam os analistas da XP Research.

Natura  (NATU3)

As ações da Natura disparam após a Avon vender a divisão da América do Norte por US$ 125 milhões para a sul-coreana LG Household & Health. O acerto para o negócio em dinheiro ocorreu depois que a brasileira afirmou em março que estava negociando um acordo com a Avon "a respeito de potencial transação envolvendo ambas as companhias". 

A operação da Avon na América do Norte seria a principal razão para a Natura estar negociando os ativos da concorrente. Assim, com a negociação perdendo força, o mercado repercute com alta das ações em meio á expectativa de menor endividamento da companhia. 

Mais cedo, em evento em São Paulo, o diretor financeiro da Natura, José Filippo, afirmou que o negócio da compra da Avon "pode fazer sentido" e que emitir ADR não está nos planos de curto prazo, mas é evolução que a companhia considera. "Somos companhia que já atrai investidor estrangeiro'', afirmou. 

GPA (PCAR4)

O GPA registrou um crescimento de 12,4% das vendas brutas no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 13,829 bilhões. As vendas do negócio de Multivarejo (como supermercados, hipermercados e proximidade) cresceram 1,8% (para R$ 6,922 bilhões) e da bandeira Assaí 25,6%, para R$ 6,907 bilhões.

As vendas no conceito mesmas lojas do varejo alimentar – descontados os efeitos do calendário de Páscoa – expandiram-se 7,5% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. O Multivarejo teve alta de 4,8% e o Assaí, de 10,7%

Dentro do Multivarejo, a empresa informou que as vendas mesmas lojas (ex-calendário) do Extra Hiper cresceram 2,7%, do Extra Super subiram 7% e do Pão de Açúcar avançaram 4,6%. As lojas de proximidade, por sua vez, registraram alta das vendas de 20%.

Dommo (DMMO3)

A Dommo convocou acionistas para Assembleia Geral Extraordinária em 30 de abril, às 10h, no Rio de Janeiro, para deliberarem sobre o grupamento da totalidade das 2,7 bilhões de ações ON na proporção de 10 para 1, sem alteração do capital social, segundo comunicado.

O grupamento visa a mitigar o risco de volatilidade excessiva da cotação das ações ON em razão do seu baixo valor atual de negociação na B3, bem como a adequar a cotação das ações acima de R$ 1,00. 

Gerdau (GGBR4)

O jornal Valor Econômico informa que a Gerdau pediu licença ambiental ao governo de Minas Gerais para iniciar uma nova lavra de minério de ferro em Itabirito, com a finalidade de abastecer sua usina de Ouro Branco. Segundo a publicação, a unidade terá processamento a seco, sem o uso de barragens. Assim que o projeto for aprovado, a Gerdau deverá anunciar o valor do investimento e o início da operação, que terá a capacidade de produção de 30 milhões de toneladas ao ano por mais de duas décadas.

Oi (OIBR4)

A proposta de ampliação da remuneração dos membros do conselho de administração da Oi, em até 114%, vem enfrentando oposição dentro e fora da companhia, informa o Valor. Marcada para amanhã, o assunto vai ser pauta da assembleia de acionistas. O montante é três vezes superior ao pago aos conselheiros da TIM e o dobro da remuneração total proposto para o colegiado da Telefônica. O valor global proposta para os conselheiros da Oi soma R$ 14,67 milhões. Consultorias internacionais recomendam a não aprovação da proposta de nova remuneração.

Enel (ELPL4)

A Enel Distribuição de São Paulo (ex-Eletropaulo) registrou um lucro líquido de R$ 69 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 5,4 bilhões de igual período do ano passado. O Ebitda avançou 18,4% no período, para R$ 399 milhões, enquanto a margem avançou a 11,5% (+1 ponto porcentual). A receita líquida subiu 8,3%, para R$ 3,467 bilhões.

Cemig (CMIG4)

A Cemig informou que foram concluídos os processos de incorporação das subsidiárias Lepsa e RME (Rio Minas Energia), sociedades com as quais a empresa tem o maior controle acionário na Light. Segundo a empresa, o processo decorre do fim do acordo de acionistas que regia o controle da Light e que, por se tratar de uma subsidiária integral, não haverá necessidade de aumento de capital, nem de emissão de novas ações.

Taesa (TAEE11)

A Taesa informou que obteve licença de instalação pelo Ibama referente à Interligação Elétrica Aimorés. A linha de transmissão foi arrematada em outubro de 2016 e contará com uma extensão de 208 km, no estado de Minas Gerais.

CPFL (CPFE3)

A CPFL Energia protocolou na SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA, um pedido de registro de oferta pública de ações.

(Agência Estado e Bloomberg)

 

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