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3 varejistas que devem ter bons resultados e 3 que devem desapontar no 1º tri, segundo o Itaú BBA

Em relatório focado no setor, os analistas destacaram o que esperar das principais companhias varejistas nos balanços de começo de ano

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(Shutterstock.com)

SÃO PAULO - Assim como a XP Investimentos apontou na semana passada, o Itaú BBA apontou esperar uma temporada de resultados do primeiro trimestre fraca no Brasil. O principal fator é o cenário macroeconômico complicado no país, mas para as companhias varejistas, outros pontos também devem pesar.

Em relatório focado no setor, os analistas destacaram o que esperar das principais companhias varejistas nos balanços de começo de ano. Entre as que devem apresentar melhor desempenho estão Pão de Açúcar (PCAR4), Lojas Renner (LREN3) e CVC (CVCB3), enquanto Hypera (HYPE3), Natura (NATU3) e Guararapes (GUAR4) devem ter números negativos.

No caso do Pão de Açúcar, a projeção é que o Assaí deve apresentar resultados muito fortes, com crescimento de 9,3% na vendas "mesmas lojas", mesmo sem contabilizar o efeito da Páscoa, enquanto o Multivarejo deve crescer 3,9% no mesmo segmento. "Esperamos que a rentabilidade permaneça estável em uma base consolidada", avaliam.

Já para a Renner, os analistas esperam "um desempenho sólido de primeira linha", com as vendas "mesmas lojas" crescendo em dois dígitos. "A margem bruta achatada e a alavancagem operacional na frente de despesas devem sustentar uma saudável margem Ebitda no trimestre", diz o Itaú.

Para a CVC, a previsão é de um "sólido crescimento consolidado de reservas, em 9,5% na comparação anual". O resultado deve ser impulsionado principalmente pelo desempenho do canal online da empresa. Enquanto isso, a menor despesa com Vendas, Gerais e Administrativas, deve levar a uma expansão do Ebitda ajustado de 13% em relação ao ano anterior.

O lado negativo do setor
Já entre as companhias que devem desapontar no primeiro trimestre, a Hypera deve ter seu balanço prejudicado por conta dos esforços para ajustar o capital de giro em seus canais, o que resultou em um desempenho de vendas muito ruim no início do ano, segundo os analistas.

Enquanto isso, a Natura, de acordo com o Itaú, deve passar por uma reversão em sua operação no Brasil, com uma ligeira queda nas receitas. "As operações internacionais devem desacelerar em termos de moedas locais", ressaltam ainda os analistas ressaltando que, no geral, esperam crescimento médio de um dígito em receitas consolidadas e Ebitda estável.

No caso da Guararapes, o ponto negativo se dá por fatores internos, algo que já tem pesado para a empresa desde o quarto trimestre de 2018. "Esperamos um SSS de apenas um dígito, pouco expressivo, com uma compressão substancial da margem Ebitda de mais de 3 pontos percentuais", avaliam.

Outros destaques
Já para as companhias de e-commerce, o trimestre deve ser de números mais neutros. No caso da B2W (BTOW3), o Itaú espera que o segmento 3P (marketplace, venda de terceiros dentro do ambiente online) mantenha um "impressionante ritmo de crescimento em torno de 60%".

Por outro lado, os analistas apontam que o fim da "Lei do Bem" (incentivos fiscais a empresas que promovam inovação tecnológica, incluindo a fabricação de eletrônicos) afetou a operação 1P da companhia, projetada para cair 11%. "Em termos de rentabilidade, a expansão deve ser similar à observada no 4T18, tanto pela margem bruta quanto pela margem Ebitda", avaliam.

No caso da ViaVarejo (VVAR3), que divulga os resultados nesta terça-feira (23) após o fechamento do mercado, os analistas não esperam uma recuperação significativa dos resultados em comparação ao quarto trimestre de 2018, com um baixo crescimento de um dígito nas receitas, enquanto a compressão da margem Ebitda deve ser semelhante ao do fim do ano passado.

A Cia. Hering (HGTX3), por sua vez, deve ter um balanço positivo, registrando um forte crescimento do segmento "mesmas lojas" (em torno de 10%) e desempenho estável do canal multimarcas, que deve reduzir a capacidade de produção ociosa da companhia e impulsionar o crescimento da margem bruta.

Por fim, o Magazine Luiza (MGLU3) também deve ser impactado pelo fim da "Lei do Bem", com os analistas vendo um reflexo maior no lucro do que na receita da companhia, o que deixa o resultado mais neutro neste início de ano. O Itaú ainda destaca uma alta de 7% da venda "mesmas lojas" e um ganho de mais de 40% do e-commerce.

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