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Petrobras busca recuperação, mas fecha no zero; Ecorodovias e CCR caem

Confira os destaques da B3 na sessão desta segunda-feira (15)

Plataforma Petrobras
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após o tombo de 8,5% da última sessão, as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) abriram em alta, mas amenizaram fortemente os ganhos durante o pregão.

O mercado está à espera de informações sobre a reunião entre Paulo Guedes e Jair Bolsonaro, que tem como tema central a polêmica volta atrás do reajuste de combustíveis por determinação do presidente. A reunião começou às 16h, mas ainda não houve informações sobre o resultado dela. 

Já a CSN (CSNA3) fechou em leve alta após ter chegado a subir quase 4% com a recomendação sendo elevada pelo Goldman Sachs. 

Confira os destaques: 

Petrobras (PETR3;PETR4)

O mercado segue acompanhando atentamente o noticiário referente aos desdobramentos da decisão da Petrobras de acatar as ordens do presidente Jair Bolsonaro de barrar o reajuste no preço do diesel.

Nesta segunda-feira, houve uma reunião interministerial na Casa Civil para tratar dos aspectos técnicos sobre a política dos combustíveis. O presidente Jair Bolsonaro tem reunião nesta tarde com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Amanhã, Bolsonaro deverá se reunir com o CEO da Petrobras, Roberto Castello Branco, no Palácio do Planalto, para discutir o assunto e tomar alguma decisão sobre o reajuste.

A petroleira perdeu R$ 32 bilhões em valor de mercado, derrubando o Ibovespa, na sexta-feira, que recuou 2%, em meio à fala de Bolsonaro de que ligou para Castello Branco ordenando a suspensão de 5,7% no reajuste do preço do óleo diesel. Apesar de negar o “intervencionismo”, a medida surpreendeu a própria equipe econômica do Planalto. Dessa forma, o governo cede à pressão dos caminhoneiros, que ameaçam nova paralisação. No entanto, sem o reajuste, a Petrobras perderá entre R$ 13 milhões e R$ 13,5 milhões por dia, calculam especialistas.

Na sexta-feira à noite, a empresa, por meio da assessoria de imprensa, revisou um posicionamento, assinado pelo CEO, Roberto Castello Branco, retirando a frase, “suspender, por alguns poucos dias” o reajuste, por apenas “suspender o reajuste”, com base em cálculos técnicos e na posição de instrumentos de hedge para sua proteção contra prejuízos.

A Petrobras, em resposta à ofício da CVM, reafirmou que mantém “o alinhamento do preço do diesel ao mercado internacional”, mas que a decisão de revogar o reajuste de 5,7%, anunciada ao mercado, se deu por conta do “cenário de potencial movimento grevista e seus possíveis impactos à Petrobras”.

Vale (VALE3)

O desastre de Brumadinho passou a preocupar as siderúrgicas, que passam a registrar falta de pelotas fornecidas pela Vale. Segundo o jornal Valor Econômico, siderúrgicas localizadas no Sudeste estão sem o fornecimento do produto. O presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes, afirmou que, se nada acontecer, em 30 dias as siderúrgicas começarão a sentir essas paradas das minas, o que poderá implicar no desligamento de auto-fornos.

Já o Estadão informa que a Vale está em conversas com a Andrade Gutierrez para começar nas próximas semanas uma análise de reconstrução de suas barragens. A publicação diz que a negociação inicialmente prevê a realização de obras em oito barragens em Minas Gerais. O acordo precisa antes ser aprovado pelo conselho de administração da mineradora.

CSN (CSNA3)

A CSN foi elevada a recomendação de venda para neutra pelo Goldman
Sachs. O preço-alvo foi elevada para R$ 15,30, mas que ainda implica potencial de baixa de 5,3% em relação ao último fechamento.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras informou que os créditos da Amazonas Distribuidora de Energia, que em junho de 2017 somavam cerca de RS 4,056 bilhões, referente ao reembolso da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), foram cedidos integramente à companhia. Em fato relevante de 19 de março, a Eletrobras comunicou que a Aneel reconheceu, para o período entre julho de 2009 e junho de 2016, um crédito de R$ 1,592 bilhão, a ser reembolsado pela CCC, assim como um crédito histórico de R$ 1,358 bilhão referente à ineficiência econômica e energética prevista na Lei 13.299/2016, alterada pela Medida Provisória 855/2018, a serem pagos com recursos destinados pela União.

CCR (CCRO3)

O polêmico programa de incentivo à colaboração da CCR, para que seus ex-executivos façam acordos para denunciar irregularidades em contratos firmados no passado, ganhou a oposição da ISS e a Glass Lewis, duas das principais empresas de orientação de voto de acionistas. Segundo o jornal Valor Econômico, elas recomendaram aos seus acionistas vetar o programa de incentivo à colaboração da CCR aos seus ex-executivos envolvidos em ilícitos. A proposta de pagamento dos R$ 71 milhões irá a deliberação no próximo dia 22.

EcoRodovias (ECOR3)

A EcoRodovias informou em fato relevante que, em razão do mandato de busca e apreensão de sua controlada indireta Eco101, pela Polícia Federal, no âmbito da “Operação Infinita Highway”, instaurou uma auditoria interna para apurar os fatos. Segundo a empresa, a auditoria contará com apoio externo profissional para os trabalhos.

Natura (NATU3)

A Natura informou que os seus acionistas aprovaram investimentos da ordem de R$ 725 milhões para este ano. Os recursos serão utilizados para aportes em ativos imobilizados e intangíveis, bem como para capital de giro.

SulAmérica (SULA11)

O conselho da SulAmérica aprovou a emissão de R$ 700 milhões em debêntures. Segundo a empresa, os recursos serão utilizados para reforço e adequação dos níveis de liquidez disponíveis à companhia, entre outros.

CESP (CESP6)

A Companhia Energética de São Paulo (CESP) fará um leilão de oferta pública de aquisição (OPA) no dia 24 de maio, a ser realizado pela VTRM Energia, após a aquisição do controle.

Viver (VIVR3)
Em assembleia geral extraordinária, os acionistas da Viver aprovaram o grupamento das 463,1 milhões de papéis da construtora na proporção de dez para uma ação. As ações com a nova configuração passam a valer a partir de hoje.

Gafisa (GFSA3)

A Gafisa realizou assembleia extraordinária nesta segunda-feira. Os acionistas aprovaram pontos importantes como a composição do novo conselho de administração, o aumento de capital, a emissão de dívidas e ainda a contratação de consultorias para melhorar a gestão e traçar um novo plano para a empresa.

“A Gafisa já teve erros demais. Nosso compromisso agora é com o acerto da companhia para realmente dar um passo adiante e sair da situação em que ela se encontra”, afirmou o novo presidente da empresa, Roberto Portella, em coletiva de imprensa logo depois da assembleia de acionistas. 

Os pontos aprovados na assembleia foram propostos pelos acionistas que devem ditar os rumos da companhia daqui para frente: a gestora Planner Redwood Asset Management, que detém cerca de 18,5% do capital, e o emblemático investidor Nelson Tanure, que espera aumentar sua posição na empresa (atualmente de 500 ações) por meio das capitalizações que a Gafisa deve fazer. Tanure é conhecido justamente por atuar em empresas em dificuldades. Confira a matéria completa clicando aqui. 

(Agência Estado e Bloomberg)

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