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Petrobras volta atrás em reajuste a mando de Bolsonaro e preocupa; Vale tem R$ 185 mi bloqueados e mais destaques

Confira os destaques do mercado na sessão desta sexta-feira (12)

fachada Petrobras
(Agência Petrobras / Stéferson Faria)

No Radar InfoMoney desta sexta-feira (12) destaque para a Petrobras que voltou atrás no aumento no preço do diesel e confirmou a negociação de fatia na BR Distribuidora, Vale que teve R$ 185 milhões bloqueados de uma de suas subsidiárias no Pará. Já a Itaúsa e a Ultrapar podem fazer proposta pela Liquigás.

Petrobras (PETR3;PETR4)

Os investidores devem acompanhar com preocupação hoje o recuo da petroleira no reajuste do preço do diesel, anunciado ontem, de 5,7%, que foi suspenso a pedido do Palácio do Planalto. Segundo o jornal O Globo, ao ser informado do reajuste, Bolsonaro teria pedido que a estatal segurasse o aumento. Um reajuste neste momento, na avaliação do governo, poderia ter um grande impacto na economia. Este seria o primeiro aumento desde que anunciou sua nova política de preços ao diesel, que assegura um intervalo mínimo de 15 dias entre os reajustes. Com isso, os ADRs da companhia caem cerca de 4% no pré-market da NYSE. 

A petroleira ainda confirmou hoje cedo que analisa a venda de uma fatia detida na BR Distribuidora, em resposta a ofício da CVM, que questionou o tema. Segundo a petroleira, contudo, não há deliberação acerca da quantidade de participação a ser vendida, nem da efetiva negociação.

Vale (VALE3)

A Justiça do Pará determinou o bloqueio de R$ 185 milhões das empresas Biopalma da Amazônia, uma subsidiária da Vale, e outras empresas, por conta da queda de uma ponte no rio Mojú, no último sábado, informou o Valor Econômico. Segundo a liminar, a Biopalma “não possuía não possuía licença específica para emitir nota fiscal, mas mesmo assim vendeu cerca de 1.800 toneladas do subproduto ‘bucha de dendê’”. A Justiça pede ainda que as empresas forneçam os meios necessários para o restabelecimento do tráfego na região, o que inclui a apresentação de um plano para conclusão das obras, com um prazo máximo de 45 dias.

B2W (BTOW3) e Magazine Luiza (MGLU3)

A compra da Netshoes, seja pela B2W ou Magazine Luiza, poderá custar cerca de US$ 107 milhões às companhias, de acordo com relatório da XP Investimentos. Segundo o Valor Econômico, apesar do interesse, as empresas não estão dispostas a pagar qualquer preço pelas operações da Netshoes, que enfrenta uma série de dificuldades, como vendas em queda, alto consumo de caixa e divergência entre sócios.

Itaúsa (ITSA4) e Ultrapar (UGPA3)

A Itaúsa e a Ultrapar se organizam para fazer uma proposta pela Liquigás, informa o Estadão. Para a compra da divisão de gás de cozinha da Petrobras, o Grupo Ultra poderia comprar apenas os ativos em regiões nas quais não tem presença para evitar possível veto do Cade. Já a Itausa, que ficou no páreo pela TAG, poderia se unir a Copagaz para fazer uma proposta conjunta.

Light (LIGT3)

A Light vai passar a adotar a tecnologia digital para resolver os problemas com perdas de energia. Segundo o Valor, a intenção é aplicar novas ferramentas a partir de dados de perfil de consumidor para identificar com mais precisão os locais onde ocorrem os furtos, fraudes de energia e áreas onde haverá inspeção mais rotineira.

Klabin (KLBN11)

A Klabin e o BNDESPar iniciaram um diálogo para a formação de um novo conselho de administração. Segundo o Valor Econômico, será a primeira vez em que a companhia contará com um board com quatro membros independentes. A expectativa é de que se chegue a um acordo para o encerramento de um contrato de royalties de R$ 702 milhões pagos aos controladores.

Gafisa (GFSA3)

A Gafisa terá dois aumentos de capital, que devem somar R$ 380 milhões (US$ 100 milhões), segundo jornal Valor Econômico. O total corresponde a cerca de 43% da dívida bruta da companhia ao final de 2018. O investidor Nelson Tanure negocia entrada no capital da empresa e poderia alocar até US$ 50 milhões, diz a Bloomberg.

Multiplan (MULT3)

A administradora de shopping centers Multiplan informou ontem que fechou acordo para adquirir os 20% restantes que não detinha no BH Shopping, na capital mineira, por R$ 360 milhões. Dos R$ 360 milhões, R$ 330 milhões foram pagos na formalização do negócio e o restante será quitado em até 12 meses. A fatia adicional estava na mão do sócio da Multiplan desde 1982.

Linx (LINX3)

O Itau BBA elevou a recomendação da Linx para “outperform” com preço-alvo de R$ 45.

Tenda (TEND3)

A Tenda registrou vendas líquidas de R$ 406,9 milhões no primeiro trimestre deste ano, representando uma queda de 4,1% ante igual intervalo do ano passado. A empresa destacou que o resultado foi positivamente impactado pela retração dos distratos sobre as vendas brutas. A construtora lançou dez empreendimentos no período.

RNI (RDNI3)

A RNI registrou vendas líquidas de R$ 80 milhões no primeiro trimestre deste ano, uma alta de 25% sobre o mesmo intervalo do ano passado. A empresa informou que o resultado foi o melhor para um período sem lançamentos desde o segundo trimestre de 2015.

CCR (CCRO3)

A CCR informou que foi divulgada a homologação do acordo de leniência celebrado entre sua controlada RodoNorte e o Ministério Público Federal no Paraná. A empresa havia informado em março o fechamento de um acordo no montante de R$ 750 milhões.

Taesa (TAEE11)

A Taesa comunicou que o Instituto Ambiental do Paraná emitiu uma licença prévia de instalação da interligação elétrica de Ivaí.

(Agência Estado e Bloomberg)

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